15 de abril de 2022

FAVORITOS DE 2022: JANEIRO, FEVEREIRO E MARÇO | REVIEW DO 1º TRIMESTRE




Filmes

Jovens Bruxas (The Craft, 1996): um dos meus favoritos quando eu era adolescente, adorava quando passava na TNT! Continua tão legal quanto sempre foi. Sei que recentemente saiu um remake (?), mas não sei se tenho coragem de assistir; não ouvi nada sobre o filme - nem coisas boas e nem coisas ruins, acho suspeito.

A Mentira (Easy A, 2010): esse era provavelmente um dos filmes há mais tempo na minha lista para assistir, talvez desde que saiu. Finalmente o dia chegou e eu adorei, me diverti muito e me fez lembrar do porquê de eu gostar tanto de assistir comédias românticas.

Séries

Vincenzo (2021): depois que comecei a me aventurar pelas terras do k-pop, era só uma questão de tempo até chegar aos k-dramas. Mesmo demorando duzentos anos para concluir temporadas de qualquer coisa atualmente, tenho gostado da aventura. Esse aqui é o terceiro k-drama que conheci e, como aconteceu com os outros dois (Rei Eterno e Romance is a Bonus Book), estou adorando. Ainda preciso terminar, mas sei que não vou me decepcionar.

Lucifer (2016 - 2021): queria assistir Lucifer desde a estreia, mas só agora comecei e acho que foi melhor assim. A série está preenchendo o vazio deixado por Supernatural e também despertando uma nostalgia por séries tipo Buffy e Angel. É bem legal.



Podcasts

Books Unbound - adoro acompanhar as aventuras literárias da Ariel e da Raeleen desde os tempos do início do Booktube e esse podcast é aquela companhia delicinha para os momentos leves da vida. Por causa delas, estou sempre adicionando livros na eterna lista 'para ler'.

Modus Operandi - a melhor companhia para atividades entediantes e manuais, tipo fazer faxina ou passar roupa. Adoro a forma como Carol e Mabê falam de true crime e essa é provavelmente a única razão para eu conseguir acompanhar os episódios.

The Biddy Tarot Podcast - podcast sobre tarot, gosto das dicas da Bridget e dos convidados, que sempre têm algo para ensinar. Outro ponto positivo é o sotaque australiano dela, adoro ouvir.

Youtube: 

cari cakez & cari can read
Cari se tornou uma das minhas youtubers preferidas há dois anos e desde então ela sempre entra nas minhas listas de favoritos. Seus vídeos têm exatamente o tipo de leveza que eu procuro quando entro na internet e são um exemplo real das razões que ainda me fazem encontrar algum valor em redes sociais.

Overall Adventures
Quando a Tina resolveu voltar com o seu canal, eu fiquei bem feliz! Amo a forma como ela fala de journaling e sempre que fico meio sem inspiração, assisto aos vídeos dela. Nesses últimos meses, adorei todos os vídeos que ela publicou.



Álbuns e artistas

evermore (Taylor Swift, 2020) - demorei um ano para apreciar o evermore de verdade e ainda bem que fiz isso, pois assim como aconteceu com seu irmão mais velho, folklore, pude degustar dele aos poucos, absorvendo tudo. Taylor Swift não se cansa de receber sempre a minha admiração. Faixas favoritas: todas, mas principalmente willow, ivy e no body, no crime.


Solar Power (Lorde, 2021) - precisei esperar o verão chegar aqui no Brasil para realmente parar para ouvir Solar Power e a minha única tristeza foi não poder ter essa experiência contemplando o mar. De resto, esse álbum é perfeito e o meu favorito da Lorde. Digo sem nem precisar pensar duas vezes que ele é melhor que o Melodrama. Faixas favoritas: Fallen Fruit, Mood Ring e The Path.

 

The Chaos Chapter: Fight or Escape (Tomorrow X Together, 2021) - desde o debut, em 2019, o TXT deixou claro que veio para ser algo muito além de o irmãozinho do BTS e se alguém ainda tinha alguma dúvida, acho que 2021 acabou com elas. Os cinco integrantes, além de jovens muito talentosos e dedicados, parecem determinados a jamais conhecerem o fracasso. E eles são bem sucedidos nisso. Gosto de tudo na discografia deles, mas algo me diz que The Chaos Chapter será a minha era favorita. Adorei a vibe emo que eles trouxeram, me deixou nostálgica. Faixas favoritas: LO$ER = LO♡ER, Dear Sputnik e Anti-Romantic.

 


MVs de k-pop

A indústria do k-pop é uma máquina que nunca para e, apesar de eu ser bem indisciplinada e não dar conta de acompanhar nenhum lançamento direito, dois grupos ganharam o meu coração com seus vídeos lançados nos últimos meses:

Blessed - Cursed (ENHYPEN, 2022) - eu morro de orgulho desse grupo que acompanhei desde antes do debut e ver onde esses meninos chegaram em pouco mais de um ano é lindo demais. Adoro todos os vídeos deles e com esse não seria diferente; amei a estética futurista retrô da virada do milênio.

 

Maniac (Stray Kids, 2022) - os vídeos do Stray Kids nesse conceito mais power são sempre uma experiência e termino de assistir só sabendo sentir mesmo. Acho que aqui todos os envolvidos na produção estão de parabéns e os pontos altos são a edição, os figurinos e a performance do grupo como um todo. Esse é um grupo que é pura energia, sabem? Adoro. Ah, e se me perguntarem, direi que o dono da era é o Felix.

 

Lonely St. (Stray Kids, 2022) - os vídeos power podem até ser aqueles mais impactantes, mas quando o grupo explora outros conceitos não deixa nada à desejar. E eu confesso que para mim o grande charme deles está nos momentos em que suas músicas refletem toda a ideia de ser um stray kid. Meu eu adolescente se viu muito contemplado ao assistir esse vídeo e senti no coração o sofrimento do Hyunjin trancado como um objeto de exposição.

11 de fevereiro de 2022

Aconteceu naquele verão: doze histórias de amor (organização de Stephanie Perkins) • BOOK REVIEW

Comecei a ler esse livro nessa época no ano passado, aí como depois de um mês eu não havia concluído, resolvi pausar e deixar para concluir no próximo verão. No caso, agora. Mas perdi a vontade de ler e como só faltavam 3 contos, resolvi marcar como leitura concluída mesmo. Em todo caso, aqui estão os meus comentários sobre os contos que eu li:

Cabeça, escamas, língua e cauda (Leigh Bardugo)
Gostei de como esse conto começou, de como a narrativa já vai envolvendo desde o início e, ao mesmo tempo, já cria uma atmosfera com elementos de fantasia. Porém, conforme a leitura foi avançando, meio que fui perdendo o interesse e todo o encanto se perdeu. Aos poucos foi ficando previsível também e fiquei com a sensação de que algo ficou faltando. O desfecho foi bem corrido também.

O fim do amor (Nina Lacour)
Já não consigo me lembrar muito desse aqui, então acho que não foi muito marcante para mim. Não há nada que eu tenha achado particularmente ruim, mas também não foi super memorável. No geral, foi 'meh'. Porém, quero destacar que gostei de a história acontecer em um acampamento de verão, respeitando a proposta da coletânea.

O último suspiro do Cinemorte (Libba Bray)
Uma das minhas histórias favoritas! Adorei a narrativa, adorei que a história acontece em um cinema, adorei as referências pop, adorei o casal e adorei ainda mais a reviravolta que acontece mais ou menos na metade e muda completamente o tom da história. É bem Sessão da Tarde, super divertido. Fiquei curiosa para ler outras coisas da autora.

Prazer Doentio (Francesca Lia Block)
Outro favorito! Aqui temos uma história de verão que acontece nos arredores de Los Angeles (acho) durante o fim dos anos 70 ou início dos anos 80. É meio difícil de saber exatamente a época em que a história acontece, mas as referências musicais dão algumas dicas. Aqui também acontece algo que eu adoro, que é quando um narrador adulto conta algo que aconteceu durante a sua juventude, décadas antes. Essa é uma história que me manteve curiosa o tempo todo porque precisava saber como terminaria e achei bem surpreendente. Como a autora não usa nomes para os personagens e apenas os identifica com iniciais, fiquei pensando se não seria algo sobre a própria vida dela. Também quero conhecer outros trabalhos dela.

Em noventa minutos, vá em direção à North (Stephenie Perkins)
Esse eu comecei a ler, mas perdi o interesse e resolvi pular. Aí, descobri que é continuação do conto da autora que foi publicado na coletânea de histórias de fim de ano (O presente do meu grande amor), mas já não lembro de nada daquela história, pois faz anos que li. Então, resolvi deixar para outro momento. Ou não. Sei lá.

Lembranças (Tim Federle)
Acho que, de todos os contos, esse foi o que mais me passou a vibe de verão. A história acontece em um parque de diversões e não é exatamente sobre o início de um relacionamento, mas sim sobre o fim de um. Gostei dos personagens e de como o autor conseguiu desenvolvê-los tão bem em tão poucas páginas. A narrativa é bem envolvente e fluída também e em nenhum momento senti que o conto ficou longo. Tudo aqui é na medida certa e, mesmo a gente já sabendo desde o início como vai terminar, adorei acompanhar a história.

Inércia (Veronica Roth)
Confesso que já comecei a ler esse conto com as expectativas baixas porque não gostei de Divergente e nem da escrita da autora. Ainda assim, fui com o coração aberto e me surpreendi...até certo ponto. Gostei muito que esse conto tem uma coisa meio ficção científica, com personagens que conseguem conectar suas consciências e se comunicar enquanto revisitam lembranças em comum. Gostei também que esse conto toca em temais mais sérios, do tipo que não esperava encontrar em uma coletânea de histórias de amor de verão. Estava indo tudo bem até quase o final e eu estava prestes a considerar esse um dos melhores contos, mesmo que longo, mas aí as últimas páginas meio que estragaram tudo. Acho que se a autora tivesse encerrado um pouco antes, deixando o final meio agridoce, teria sido melhor. No fim, só me lembrou do porquê de eu nunca ter me dado ao trabalho de terminar a série Divergente.

Amor é o último recurso (Jon Skovron)
Esse aqui eu meio que já esqueci os detalhes, mas lembro de ter gostado. O que mais me encantou foi a escrita do autor a forma como a história foi narrada.

É isso, não sei se um dia vou concluir, mas fica aqui o meu registro. Achei os contos bem ok e, para ser sincera, não sei se teria lido se já não tivesse lido e gostado da coletânea anterior. Dos contos que li, os que mais gostei foram o da Libba Bray, o do Tim Federle e o da Francesca Lia Block.

10 de fevereiro de 2022

RELEITURA: Bliss (Lauren Myracle) • BOOK REVIEW

Li Bliss pela primeira vez em 2014 e lembro de ter achado a leitura bem ok na época. Sem muita explicação, senti vontade de fazer uma releitura todos esses anos depois e, ainda que a minha opinião tenha se mantido, acho que gostei mais da experiência dessa vez.

O livro tem início no verão de 1969 e acompanha um ano na vida da protagonista, Bliss, uma adolescente de 14 anos filha de hippies e que, após ir morar com a avó em Atlanta, passa a frequentar uma escola de elite. Lá ela irá fazer novas amizades e aprender o que é ser uma adolescente normal para a época, ao mesmo tempo em que questiona muitos dos costumes que não fazem o menor sentido para ela. Ah, ela também vai precisar lidar com umas esquisitices do tipo sobrenatural, pois aparentemente a escola é assombrada e ela fica escutando uma voz assustadora dizendo coisas igualmente medonhas.

Entre as coisas que mais gostei está a ambientação no fim dos anos 60 e início dos anos 70, com referências à cultura, moda e acontecimentos da época. Logo nos primeiros capítulos, Bliss fica sabendo dos assassinatos Tate - La Bianca e as investigações do caso são tópico para as conversas da protagonista e seus amigos. Os capítulos são marcados por trechos de comerciais, séries de televisão e também do julgamento dos membros da Família Manson. Esses detalhes ajudaram a criar a ambientação, me fazendo entender o contexto em que a história estava acontecendo.

De forma geral, é um livro que me manteve intrigada, mesmo em uma segunda leitura. Já havia me esquecido de alguns detalhes que gostei de "descobrir" novamente. Porém, assim como aconteceu na primeira vez que li, achei a história um tanto previsível a partir de um determinado ponto e mesmo que não seja o suficiente para estragar a experiência, fico pensando se não foi o que me fez achar a história apenas ok. Ainda assim, não me arrependo pela releitura e recomendo o livro.

Só depois de anos é que fui descobrir que o livro é na verdade um prequel de Rhymes With Witches, publicado em 2005. Talvez isso explique algumas pontas que ficam soltas em Bliss, mas não sei se tenho tanto interesse assim na leitura. Acho que por enquanto um livro é o suficiente.

28 de janeiro de 2022

life goes on... | journal pages #01

Estamos caminhando para o fim do primeiro trimestre do ano e eu não faço ideia do que ele representou para mim. Foram meses muito estranhos. Há uma certa retomada de normalidade, ainda que não esteja tudo normal. Mas é aquilo: life goes on...

Então a gente busca se ajustar e tenta seguir na medida do possível. Para mim, acho que o mais importante desses primeiros meses foi poder voltar a enxergar a possibilidade de fazer planos e, com isso, conseguir visualizar um futuro diferente do presente. É um futuro meio incerto, mas não foi assim sempre?

Ontem resolvi voltar para o Twitter. Retomei o meu antigo username. À princípio, é só para eu ter um lugar para compartilhar links de coisas que gosto ou postei na internet. Não acho que saiba mais usar a rede como antigamente e nem sei se quero saber. Na verdade, sei sim! Não quero! Hoje a minha saúde mental é algo que eu valorizo muito mais e me afastar ao máximo da toxicidade daquele espaço e sua bolha é algo que importa para mim. É necessário silenciar os ruídos para que se possa ouvir a própria voz.

Então é isso; o Twitter é só para eu ter um espaço de compartilhamento. Ainda não faço ideia de como farei a minha voz ter algum alcance por lá. Pensando bem, também não sei dizer se quero um alcance. Só quero um espaço para falar quando sentir vontade. E, quem sabe, conversar com pessoas que pensem igual. Pode ser que eu use mais do que eventuais compartilhamentos de links. Mas, sinceramente, não sei como será. É uma experiência. Se for ruim, posso sempre excluir novamente.

Começo a perceber enquanto escrevo essas palavras que voltar ao site com um perfil pessoal é quase como meu jeito de dizer que estou pronta para voltar à vida depois da pandemia. Depois dos meus anos perdidos. Ontem li um texto ótimo da Maki no blog Desancorando em que ela fala justamente dos Anos Perdidos e como praticamente todo mundo passa por essa fase na vida. E isso não quer dizer que você precise ser definido por eles; são só um capítulo em uma história bem maior e complexa.

Eu ainda não sei o que os meus anos perdidos representaram e nem quais lições eles me ensinaram, mas estou pronta para deixá-los e seguir em frente. Hoje começo a valorizar a paciência e tenho aprendido a exercê-la. Uma hora tudo vai se encaixar e eu vou entender o que agora ainda está confuso, vou processar as lições que já assimilei de forma inconsciente e vou passar por aquele momento em que tudo faz sentido e balanço a cabeça sorrindo para mim e digo "ah, então era isso que o universo estava querendo me ensinar!". Esse momento vai chegar e eu estou pronta para ele. Mal posso esperar!

♡

25 de janeiro de 2022

Sobre Tarot, novos interesses e meus decks favoritos em 2021| RETROSPECTIVA 2021 (parte 4)


Em 2021 eu virei mística. Na verdade, acho que sempre fui e só agora é que aceitei essa realidade. Junto com essa constatação, veio também a vontade de colocar em prática algo que queria fazer há alguns anos, mas sempre acabava deixando de lado por algum motivo qualquer: aprender a ler o Tarot. Entrar em mais um ano de isolamento social, sem saber quando uma vacina iria chegar e, de forma geral, sem me sentir confortável para planejar qualquer coisa além de me manter viva e saudável e fazer a minha parte para garantir o mesmo para outras pessoas, se mostrou o cenário perfeito para me dedicar à atividade. Mais do que nunca, em 2021 eu precisei encontrar mais formas de escapar da realidade para manter alguma sanidade e o Tarot se revelou uma ótima ferramenta - tanto de uma perspectiva mais psicológica e terapêutica, quanto por um viés mais espiritual. Mais do que qualquer coisa, aprender sobre Tarot me trouxe paz em tempos de caos e eu sou muito grata por isso.

Assim, empenhada em me dedicar ao aprendizado, decidi que me daria um deck de presente de aniversário. Eu já tinha um Tarot de Marselha adquirido alguns anos atrás, mas depois de algumas tentativas frustradas de me conectar com aquelas imagens, desisti e resolvi investir em outras cartas. Depois de uns dias de pesquisa pela internet, lendo reviews e assistindo vídeos no Youtube, encontrei o deck que fazia meus olhos brilharem e assim começou de verdade a minha relação com o Tarot. Minha irmã me disse que encontrar decks de Tarot é que nem descobrir o bias de um grupo de k-pop:  não é a gente que escolhe, eles que nos chamam. Quando o Mystic Faerie Tarot me chamou, só me restou atender ao chamado.

Desde então, comecei a pesquisar mais sobre o assunto em livros e sites na internet, além de acompanhar a comunidade online no Youtube - principalmente a gringa, com gente de tudo quanto é canto do mundo. Aos poucos, comecei a fazer minhas próprias tiragens e a atividade vem se revelando uma ótima forma de acessar o inconsciente e obter autoconhecimento. Junto com a terapia e a escrita, o Tarot tem sido de grande auxílio na manutenção da minha saúde mental - principalmente quando precisei pausar a terapia.

Sempre que encontro uma nova paixão, fico querendo mais. Foi assim com livros, com maquiagem, com caderninhos, com camisetas e, claro, tem sido assim com decks de Tarot. Com poucas opções de lazer em uma realidade de isolamento social, optei por ser indulgente comigo e me permiti uma quantidade considerável de decks para uma novata. Alguns já viraram bons amigos, outros ainda preciso conhecer um pouco melhor e tem aqueles que sei que vão esperar um pouquinho porque preciso ganhar mais experiência. Em todo caso, gosto da ideia de ter uma pequena coleção particular ao meu alcance sempre que eu precisar. Tenho pensado nos meus decks da mesma forma que penso nos meus livros: investimentos em mim e promessas para o futuro.

***

Enquanto sigo aprendendo, pensei que seria legal manter um registro dos meus decks favoritos ao longo dos anos. Em 2021, foram cinco os decks que mais me marcaram e contribuíram para o meu aprendizado. Vou falar um pouco sobre eles nessa segunda parte do post.

Mystic Faerie Tarot (Tarô Místico das Fadas, Barbara Moore & Linda Ravenscroft)

Meu primeiro deck de verdade e que considero minha real introdução ao Tarot. O que mais me atraiu para esse deck foi a forma lúdica que Barbara Moore utilizou para apresentar os arcanos. Apesar de seguir o sistema Rider Waite Smith, aqui somos convidados à entrar em um jardim habitado por fadas e cada naipe tem a sua própria história, ou melhor, seu próprio conto de fadas. As belas ilustrações de Linda Ravenscroft dão vida às cartas, além de esconderem (acho) alguns simbolismos  relacionados à mitologia de fadas e ao paganismo. Ainda quero estudar melhor esse deck e me aprofundar mais nos detalhes. Por trazer uma estrutura própria e por eu ainda estar começando a estudar Tarot quando o adquiri, sinto que perdi algumas coisas e um reencontro deverá revelar muitas novas surpresas. Aqui no Brasil, esse deck foi lançado pela editora Ísis com o título Tarô Místico das Fadas.

Llewellyn's Classic Tarot (Barbara Moore & Eugene Smith)

Adquiri esse deck no kit Tarot Made Easy: Your Tarot, Your Way e confesso que só o fiz porque tinha interesse no livro escrito por Barbara Moore. Depois de meses me virando apenas com guidebooks de decks e informações da internet, senti a necessidade de procurar um livro de introdução ao Tarot e de todas as opções, essa me pareceu a mais favorável. Assim, imaginei que usaria o deck apenas para estudos, mas logo percebi que estava enganada. Acho que dá para dizer que esse deck é o que os gringos chamam de um clone do Rider Waite Smith, mas eu não enxergo isso como demérito. O trabalho de Eugene Smith com as ilustrações é, a meu ver, uma modernização da arte tradicional de Pamela Colman Smith com o intuito de tornar o Tarot algo mais atraente para iniciantes. As cores vibrantes e o movimento das ilustrações me lembra os desenhos animados que eu gostava de assistir quando era criança e, justamente por isso, não demorei para me conectar com as cartas. Há algo de familiar, nostálgico, seguro e, ao mesmo tempo, bastante direto na forma como esse deck se comunica com o leitor. Gostei tanto dele que adquiri uma versão mini para carregar na bolsa e levar em viagens.

Infelizmente, não existe uma versão traduzida para o português, mas a versão que eu comprei pode ser encontrada facilmente na Amazon e entra sempre em promoção. Existe também uma versão chamada Llewellyn's Classic Tarot em uma caixa amarela, mas ela está sempre bem mais cara e é vendida apenas por vendedores internacionais no Amazon Market Place.

Mystical Manga Tarot (Barbara Moore & Rann)

Esse deck se tornou um sonho de consumo assim que soube de sua existência e eu fiquei muito feliz quando ele voltou ao estoque da Amazon e eu pude adquiri-lo. Ele segue o sistema RWS, que funciona apenas como uma base para que o ilustrador e a autora acrescentem detalhes e interpretações próprias. A arte segue o estilo de mangá e as cartas são cheias de detalhes que vão revelando seus significados aos poucos. O livro que o acompanha, de autoria de Barbara Moore (!), é um dos que mais gostei, pois traz informações sobre o deck, mas também faz um apanhado geral sobre a história do Tarot e a jornada do Louco e apresenta algumas ideias de tiragens que gostei bastante. Conforme fui usando, percebi que esse é um deck bem profundo também - pelo menos foi essa a experiência que tive com ele -, como se ele tivesse camadas além da primeira impressão. Senti também um aspecto de sombra em algumas cartas que achei bem interessante. Depois de um mês usando apenas ele, precisei parar um pouco porque senti que algumas imagens estavam me perturbando um pouco. Claro que isso pode ser só meu inconsciente projetando alguma coisa, mas acho que há algo de intencionalmente incômodo na arte e adorei isso. 

A única desvantagem desse deck é que as cartas são bem finas e com poucos dias de uso já começaram a ficar com desgastes notáveis. Se eu soubesse disso, provavelmente não teria comprado, pois pelo preço pago esperava algo melhor. Espero que uma nova impressão traga cartas mais resistentes. Infelizmente, esse deck também não tem uma versão brasileira, mas a versão importada pode ser encontrada facilmente na Amazon. O preço costuma variar, então vale a pena ficar atento.

Radiant Wise Spirit Tarot

Não demorou muito para eu perceber que para avançar nos estudos eu iria precisar de um Rider Waite Smith e a versão Radiant Wise Spirit logo despertou o meu interesse. A ausência das bordas originais e a modificação das cores fez algo de muito mágico com as ilustrações de Pamela Colman Smith. Não sei explicar muito bem, mas é como se as imagens se tornassem mais visíveis. O deck não é perfeito, algumas das ilustrações ficam notavelmente saturadas e digitalmente recortadas com um olhar mais atento, mas esse é um detalhe que eu consigo ignorar pois acho as cartas lindas. O verso é um dos meus favoritos e as cores fazem meus olhos brilharem. Esse é um deck que eu sinto que sempre será um preferido. Um dos aspectos que mais gosto no RWS, não importa a versão, é que uma vez que a gente começa a amar, a gente sabe que sempre vai voltar para ele. Então eu sei que todo ano irei ler com essa belezinha. 

O Radiant Wise Spirit Tarot foi lançado pela editora italiana Lo Scarabeo, que costuma lançar seus decks com um livreto em quatro idiomas e uma das línguas no livreto desse deck é o português! O deck também está sempre em estoque na Amazon, mas os preços ficam sempre variando. Então, vale a pena ficar atento para não pagar mais caro.


Everyday Witch Tarot (Diário de uma Bruxa, Deborah Blake & Elisabeth Alba)

Meu deck favorito! Lembro que quando comecei a usar esse deck, não precisei fazer esforço algum para compreender as mensagens das tiragens e foi assim que entendi o que as pessoas queriam dizer com ler intuitivamente. As ilustrações dessas cartas são, além de muito bonitas e divertidas, bastante claras e diretas. Pelo menos para mim. Adoro a temática de bruxinhas e o aspecto meio caricato de desenho animado que mexe com o meu imaginário. É um ótimo deck para o dia a dia, mas isso não quer dizer que ele não seja profundo, pois ele já me deu uns tapas na cara também. Me disse umas verdades, sabem? É um deck bem versátil, que se adapta facilmente às necessidades do leitor. E eu adoro que todas as cartas trazem um gatinho às vezes em situações mirabolantes, às vezes apenas companheiro. Gosto tanto desse deck que também comprei uma versão mini para carregar comigo para onde eu for. E na ocasião de fim do mundo em que eu só poderia salvar um deck, ele seria a minha escolha. Esse é o tamanho do meu amor por esse deck.

Essa belezinha tem sim uma versão brasileira que foi lançada pela editora Ísis e se chama Diário de uma Bruxa. A qualidade das cartas é ótima e é bem fácil de achar na Amazon e também em lojas no Mercado Livre e na Shopee.

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