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| Imagem criada com deepai.org e ChatGPT. |
13 de dezembro de 2016
Minhas 13 músicasfavoritas da Taylor Swift em 2016 | TayloRanking #01
10 de dezembro de 2016
As músicas que (talvez) mais ouvi em 2016 | RETROSPECTIVA 2016 (parte 1)
14 de outubro de 2016
Aquele sobre o meu amicão
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| Scooby, bebê, te amo imensamente. Feliz aniversário e muito obrigada por tudo. ❤ |
24 de agosto de 2016
Em 2016 virei directioner
Senhoras e senhores, se preparem. Hoje eu vou falar sobre One Direction.
Mas, calma, meu intuito neste post não é falar sobre a formação da banda e nem sobre quem é quem. Tenho certeza de que o Google pode fazer isso muito melhor do que eu. O que quero é divagar sobre os seis meses nos quais One Direction se fez uma presença obrigatória na trilha sonora da vigésima sexta temporada da minha vida e as consequências dessa ~revolução~. Porque sim, houve um impacto significativo por aqui.
Comecemos, obviamente, pelo início. Ou quase isso. Pois bem, quando One Direction se transformou em um fenômeno mundial durante a era paleozóica, também conhecida como o ano 2012, esta que vos escreve estava no último ano da faculdade de jornalismo e prestes a concluir um TCC. Como vocês devem imaginar, tinha muita coisa borbulhando no meu cérebro e, por isso, pouco me importei para o que raios poderia ser One Direction. E assim permaneci por mais alguns anos - menos a parte do TCC, claro. Vejam bem, não era preconceito, era indiferença. Até entendo que para algumas pessoas o conceito de boyband pode ser algo meio inadmissível, mas para esta ser humana que cresceu ao som de Hanson e Backstreet Boys, tudo é bem natural. No entanto, permaneci nas trevas por longos quatro anos.
Uma breve lista dos meus conhecimentos sobre 1D até fevereiro de 2016:
1 - A música do Nissim é, na verdade , What Makes You Beautiful;
2 - Um deles se chama Harry e ele tem um corte de cabelo ~estiloso~;
3 - Esse que se chama Harry é também um ex-lover da Taylor Swift;
4 - Um deles tem um filho;
5 - Um tal de Zayn já fez parte da banda, mas um dia se cansou e pediu para sair.
Porém, durante uma tarde do verão brasileiro, motivada pela curiosidade levantada por um review da Rolling Stone e do constante incentivo de Anna Vitória, resolvi dar uma chance para a banda e encontrei a luz. Meus caros, eu era muito triste e não sabia. E o One Direction foi o furacão que me tirou da vida em sépia para me jogar em Oz. Um admirável mundo novo se abriu para mim e todos os meus demônios foram exorcizados. Pode parecer exagero, mas juro juradinho que não é. Tenho certeza de que existem estudos que analisam os efeitos de One Direction em nosso organismo. Tem que existir. Basicamente, o que acontece é uma explosão de sentimentos positivos. Uma mistura muito louca de alegria alucinada e vontade de voar. É o tipo de coisa que você sente quando encontra o Peter Pan e ele te convida para ir para a Terra do Nunca com a ajuda de pó de pirlimpimpim. One Direction te faz acreditar em unicórnios.
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| I know, Harry. I have absolutely no control. |
Há algo de muito maravilhoso e louvável na arte de fangirlizar intensamente sobre aquilo que a gente ama. Principalmente quando isso deixa a gente meio besta. E eu adoro ser besta. Mesmo sendo criança dos anos 90 e tendo vivido durante a Era de Ouro das Boybands, nunca pude mergulhar de cabeça nesse tipo de fandom. Eu era muito nova, não assistia MTV e preferia gastar meu dinheiro do cofrinho com chiclete. Mas como eu era, basicamente, a sombra da minha prima mais velha - que até hoje é muito fã do Justin Timberlake - e queria ser como ela, acabei sendo influenciada e acho que é por isso que tenho um pouquinho da essência de fangirl de boyband no meu DNA. E, de verdade, eu acredito sim que todas nós precisamos ter uma boyband do coração, sabe? É tipo um rito de passagem e agora, com o One Direction, posso me entregar à essa vida de vez. Ou não, já que a banda entrou em ~hiato~. Eu sempre sou aquela que chega atrasada para a festa.
28 de junho de 2016
Norwegian Wood (Haruki Murakami) • BOOK REVIEW
Norwegian Wood, foi a minha primeira experiência com o escritor japonês Haruki Murakami; foi também um dos livros que mais me marcaram em 2016. A experiência de leitura foi intensa, cheia de anotações e reflexões, e desde o início ficou claro para mim que se tratava de uma obra que valia muito a pena. Estamos falando de uma leitura sobre memória, luto e amadurecimento.
Haruki Murakami é, provavelmente, o autor japonês mais conhecido da literatura contemporânea. Eu já tinha curiosidade em conhecê-lo desde que a trilogia 1Q84 começou a ser publicada no Brasil, quando seu nome passou a circular com ainda mais força entre as pessoas leitoras que faziam parte do meu círculo social. A dúvida era por onde começar e acabei escolhendo Norwegian Wood por um motivo curioso: o título, que faz referência direta à famosa música dos Beatles.
Somente depois da leitura descobri que o livro foi lançado no Japão em 1987, se tornando um enorme sucesso por lá e, posteriormente, conquistando leitores no mundo inteiro.
A história pertence a um tipo de narrativa que me agrada muito: aquela que acompanha a transição da adolescência para a vida adulta. O narrador é Toru, que, já próximo dos 40 anos, revive seu passado ao ouvir Norwegian Wood, faixa dos Beatles lançada em 1965 no álbum Rubber Soul, tocando em um aeroporto. A música funciona como um gatilho para memórias adormecidas, levando-o a revisitar o período entre seus 17 e 21 anos. A partir daí, a narrativa se constrói como um grande flashback ambientado no Japão do fim dos anos 1960.
Nesse retorno ao passado, conhecemos o Toru adolescente, seu melhor amigo de infância, Kizuki, e Naoko, a namorada desse amigo. Pouco depois de completar 17 anos, o amigo comete suicídio, um acontecimento que marca profundamente tanto Toru quanto Naoko. Os dois acabam se afastando, e Toru segue para outra cidade, onde inicia sua vida universitária.
O livro acompanha suas experiências nesse novo ambiente: o alojamento estudantil, o colega de quarto completamente diferente dele, as aulas, as leituras e os novos encontros. Paralelamente, acompanhamos o reencontro com Naoko e percebemos o contraste entre os dois. Enquanto Toru, ainda em luto, consegue seguir em frente, Naoko permanece profundamente afetada pela perda.
Esses momentos conferem à narrativa um tom melancólico muito forte — um dos aspectos que mais me marcaram. Norwegian Wood trata da morte de maneira recorrente, não apenas pelo suicídio, mas também por meio de doenças, envelhecimento e perdas inevitáveis. Ao mesmo tempo, aborda as descobertas e inseguranças típicas da juventude, o amadurecimento emocional e as complexidades psicológicas desse período da vida.
Grande parte do livro gira em torno da relação entre Toru e Naoko e da tentativa dele de compreendê-la. O mais interessante é perceber que essa tentativa não pertence apenas ao Toru jovem: o Toru adulto, que narra a história, também demonstra não entender completamente certos acontecimentos, revelando que algumas percepções só surgem com o passar do tempo. Esse jogo entre memória e compreensão tardia torna a narrativa especialmente rica.
No entanto, há um ponto que me incomodou bastante ao longo da leitura: a presença frequente de cenas de sexo. Em alguns momentos, elas fazem sentido dentro do processo de amadurecimento do personagem, mas em outros surgem de forma gratuita, sem contribuir para a narrativa. Essas passagens acabam quebrando o ritmo do livro e destoando do tom delicado e melancólico construído em outros trechos. Não tenho objeções ao tema em si, desde que haja um propósito narrativo claro — o que nem sempre acontece aqui.
Em relação aos personagens, gostei muito de como são apresentados. Em certos momentos, eles podem parecer superficiais, mas isso faz sentido dentro da proposta do livro: estamos acompanhando memórias narradas muitos anos depois. Com o tempo, lembranças se tornam fragmentadas, e apenas aquilo que foi mais marcante permanece nítido. Essa abordagem reforça o caráter memorialista da obra.
O grande destaque, para mim, é a escrita de Murakami. Sua narrativa é envolvente, com um ritmo muito agradável, e suas descrições — especialmente da natureza — são de uma beleza impressionante. Além disso, o livro está repleto de referências culturais, principalmente musicais. Além da canção que dá título à obra, várias músicas dos Beatles aparecem ao longo da narrativa, assim como referências literárias, entre elas Walden e O Grande Gatsby.
Apesar das ressalvas, Norwegian Wood foi uma leitura extremamente válida. Gostei quase tanto quanto esperava e considero um excelente ponto de entrada para quem deseja conhecer a obra de Haruki Murakami - mesmo que a obra seja considerada, em alguns aspectos, um ponto fora da curva na bibliografia do autor. É um livro sensível, melancólico e reflexivo, que permanece com o leitor muito depois do fim da leitura.
***
Aparentemente, em 2012 o artista Grant Snider criou um bingo com os elementos mais marcantes e/ou repetidos na obra do Murakami e, apesar de Norwegian Wood destoar da obra posterior do autor, ainda assim é possível fazer "check" em algumas caixinhas:
14 de junho de 2016
Chaos And The Calm (James Bay, 2015)
6 de maio de 2016
Fangirl (Rainbow Rowell)
Com uma narrativa bem humorada e, claro!, marcada por referências pop (Lady Gaga, O Senhor dos Anéis e Gilmore Girls são alguns exemplos), o livro acompanha a trajetória de Cath durante o seu primeiro ano universitário - marcado por novas amizades, dificuldades de adaptação, obstáculos acadêmicos, primeiros romances, etc. De forma geral, podemos dizer que é um livro sobre amadurecimento, pois vai tratar da transição da adolescência para a vida adulta, mas é também um livro sobre família e amizade. E, claro, sobre a importância das coisas que a gente ama e que nos fazem bem.
Apesar de já ter passado pela experiência universitária - com todas as alegrias e mazelas que o pacote traz - os aspectos da protagonista com os quais mais me identifiquei foram a sua introspecção e as suas constantes fugas da realidade por meio de sua paixão pelos livros de Simon Snow. Como muitas das pessoas na casa dos vinte e poucos, vivi a Pottermania no seu auge e lembro da sensação de conforto e alívio que eu sentia quando chegava da escola e podia finalmente me perder pelos corredores e escadas de Hogwarts. Apesar de ter amigos, sempre me senti meio deslocada e esquisita durante meus anos de colégio e sei que, em partes, isso se deve ao fato de que eu sou uma pessoa que prefere viver mais com os próprios pensamentos do que ter que engajar em algum tipo de convívio social diário. Não que eu goste de ficar sozinha, só aprecio e valorizo momentos de solitude. Gosto da minha própria companhia. Às vezes, até demais.
Outro tópico que me interessou durante a leitura foi a forma como a autora - por meio de seus personagens - trata do universo dos fandoms e, mais especificamente, das fanfictions. Não sei como é com vocês, mas sempre que vejo pessoas comentarem sobre o assunto é com certa dose de desdém e preconceito, como se escrever fanfic fosse coisa de gente estranha. Particularmente, não sou muito familiarizada com este universo, mas não condeno quem faz parte e acho completamente justificável que pessoas criem histórias com seus personagens e mundos preferidos como uma forma de entretenimento. (Não vou entrar na questão de fanfics que acabam virando livros, mas fica aí um tópico para se pensar). Digo isso porque me lembro muito bem que a Michelle de 11 anos sonhou com a sua carta de Hogwarts. E a Michelle de 26 lamenta muito que um Senhor do Tempo com uma caixa azul sejam apenas o fruto da imaginação dos criadores de uma série de ficção científica.
8 de janeiro de 2016
As Melhores Leituras de 2015
Ano novo, vida nova, leituras novas! Mas antes disso, vou recordar as histórias que marcaram o meu 2015 e encarar a difícil missão de escolher aquelas que farão parte do ~seleto~ grupo de favoritas. Os dez livros que escolhi não estão em ordem de preferência e aparecerão na ordem em que os li.















