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31 de dezembro de 2025

A trilha sonora do meu 2025 | RETROSPECTIVA 2025


Sem dúvidas, das áreas de meus interesses, música foi a mais marcante; acho até que será a primeira coisa em que meu eu do futuro irá pensar quando estiver lembrando de 2025 - mais especificamente a banda sueca Ghost. Não estou exagerando quando digo que o Ghost não só marcou a trilha sonora do meu ano, mas em muitos aspectos "me carregou" nesses últimos doze meses. Foi exatamente o tipo de escape e acolhimento que eu precisava. Descobri Square Hammer alguns anos antes, mas o mergulho veio justamente no melhor momento. Não tenho muito mais para acrescentar, visto que praticamente todas as outras coisas que ouvi em 2025 perdem um pouco do brilho quando penso no Ghost. Em todo caso, vou tentar fazer alguns comentários. 

Começando por Blackmore's Night, acho que ao longo dos anos esta se tornará uma das minhas bandas favoritas; digo o mesmo em relação ao duo sueco (!!!) Roxette. Ozzy Osbourne também teve seu momento de brilho na trilha sonora do meu ano e, curiosamente, começou antes da sua triste partida em julho. Sem dúvidas, Hard Rock/Metal foi o principal gênero e os anos 1980 foram a principal década. Sinceramente, nada de novo sob o sol (risos). Adoro que todo ano eu "descubro músicas novas" dos anos 80 e pretendo manter essa tradição no ano que vem.

Teve também lançamento da Taylor Swift e, apesar de eu nunca achar que é exagero e amar coisas novas dela, sinto que talvez nossa relação esteja entrando em uma fase mais morna na qual eu mantenho o interesse em lançamentos, mas não necessariamente me identifico com tudo e, consequentemente, acabo perdendo um pouco do interesse. Mas não posso ignorar que essa mulher é a minha cantora favorita da última década e provavelmente irei envelhecer ainda interessada em acompanhar a sua narrativa musical. Em todo caso, já estou me acostumando com a ideia da Gracie Abrams ocupar o "cargo" de Sad Girl na trilha sonora da minha vida.

Também acho que é importante mencionar que em 2025 eu voltei a ouvir Rádio FM e a melhor descoberta nesse departamento foi a Classic Pan FM - o fato de ser a única estação com um sinal ótimo no meu quarto também contribuiu para essa decisão. Ah, sim, adquirir um aparelho de som foi uma excelente ideia, que me fez voltar a ouvir e colecionar CDs. Fui além na nostalgia e adquiri também um mp3 player para voltar a ouvir música com mais intenção e sem distrações.

Depois dessa longa introdução e apanhado geral do ano, vamos seguir com a retrospectiva propriamente dita e a distribuição de troféus.

É sempre bom lembrar que:

  1. Não escutei todos os lançamentos de 2025;
  2. O post é sobre o que eu escutei em 2025 e, por isso, irá incluir coisas que não foram lançadas durante o ano;
  3. As categorias estão diferentes das edições anteriores. Algumas sumiram, outras surgiram e algumas foram modificadas.

ARTISTAS:


Escutei pouco, mas gostei e deveria ter prestigiado mais:
Miley Cyrus
A descoberta do ano: Ghost
A grata surpresa do ano: Blackmore's Night
O reencontro do ano: Ed Sheeran 
Finalmente entendi o hype: Gracie Abrams
A voz do ano: Tobias Forge
A banda do ano: Ghost

Bate-bola das músicas:


A primeira música do ano (ritual do shuffle): Blue Denim (Stevie Nicks)
A música do ano: Peacefield (Ghost)
A mais tocada durante o ano: Square Hammer (Ghost)
A favorita: Respite On The Spitalfields (Ghost)
Clássicas do rock que só aconteceram na minha vida em 2025: Poison (Alice Cooper); Rainbow in The Dark (Dio); Love Gun (Kiss); Dancin' in the Ruins (Blue Öyster Cult), The Unforgiven (Metallica)
A power ballad sentimental do ano: Guiding Lights (Ghost)
O cover do ano: Nothing Breaks Like a Heart (Damiano David)
Os covers que não foram lançados em 2025, mas que amei conhecer: Diamonds and Rust (Blackmore's Night); Poison (Exit Eden); Stay (feat. Patrick Wilson) (Ghost); Rainbow Blues (Blackmore's Night)
Grata surpresa do ano: I Want It That Way - Alternate Lyrics (Backstreet Boys)
Resgatada pelo shuffle: Cast No Shadow (Oasis)
Troféu Taylor Swift 2025: Ruin The Friendship
Troféu Algoritmo: Moskau (Dschinghis Khan) 
Troféu anos 80: Throwing It All Away (Genesis)
Troféu conheci ouvindo rádio em 2025: It's A Mistake (Men At Work); Good News (Shaboozey)
Músicas lançadas em 2025 e que amei ouvir: Satanized (Ghost); Lachryma (Ghost); Umbra (Ghost), The Fate of Ophelia (Taylor Swift); Elizabeth Taylor (Taylor Swift)
Músicas que não são de 2025, mas que amei conhecer esse ano: Griftwood (Ghost); Witch Image (Ghost); Year Zero (Ghost); Cirice (Ghost); Way to Mandalay (Blackmore's Night); You Are My Love (Liverpool Express); Zenith (Ghost); Risk (Gracie Abrams); Let It Happen (Gracie Abrams); Tough Love (Gracie Abrams); Afterlife (Avenged Sevenfold); Just Call My Name (I'll Be There) (Blackmore's Night)
Músicas que já faziam parte da trilha sonora da minha vida, mas que foram bem marcantes de 2025 mais uma vez: (Don't Fear) The Reaper (Blue Öyster Cult); Mama I'm Coming Home (Ozzy Osbourne); The Tortured Poets Department (Taylor Swift); No One Like You (Scorpions)


ÁLBUNS:

Achei que ia amar, mas foi só ok: Play (Ed Sheeran, 2025)
Gostei bastante, mas sinto que deveria ter ouvido mais: Ghost of a Rose (Blackmore's Night)
O álbum que não foi lançado em 2025, mas ouvi bastante durante o ano e virou favorito: IMPERA (Ghost, 2022)
Álbum de 2024 que só aconteceu na minha vida em 2025: The Secret of Us (Gracie Abrams)
São questões: The Life of a Showgirl (Taylor Swift, 2025)
Completamente ignorado por anos para ser apreciado somente em 2025: Strange Desire (Bleachers, 2014)
Aqueles que voltaram para aquecer o meu coração: Battle Born (The Killers, 2012); Speak Now (Taylor's Version) (Taylor Swift, 2023); Look Sharp! (Roxette, 1988)
Álbum de 2025 que não ouvi, mas quero prestigiar em 2026 (espero não esquecer): FUNNY little FEARS (Damiano David); Idols (YUNGBLUD)
Álbum surpresa que me deixou muito feliz: Passiflora (Tobias Forge, 2009)
Os melhores álbuns dos anos 80 que conheci em 2025: Cargo (Men At Work, 1983)
Menções honrosas: Prequelle (Ghost, 2018); Rite Here Rite Now (Ghost, 2024); Meliora (Ghost, 2015)
O álbum do ano: Skeletá (Ghost, 2025)

★

23 de dezembro de 2025

Ghostfied: uma playlist para virar fã de Ghost

Imagem criada com o ChatGPT.

#01
Peacefield - Single Version
#02 Rats
#03 Satanized
#04 Mary On A Cross
#05 Cirice
#06 Hunter's Moon
#07 Zenith
#08 Year Zero
#09 Faith
#10 He Is
#11 Darkness At The Heart Of My Love
#12 Guiding Lights
#13 Absolution
#14 Call Me Little Sunshine
#15 Marks Of The Evil One
#16 Square Hammer
#17 Griftwood
#18  Witch Image
#19 Lachryma
#20 Spillways
#21 Kiss The Go-Goat
#22 Dance Macabre
#23 Hanging Around
#24 Stay (Feat. Patrick Wilson)
#25 The Future Is A Foreing Land
#26 Pro Memoria
#27 Bible
#28 Umbra
#29 Life Eternal
#30 Respite On The Spitalfields

22 de dezembro de 2025

As músicas que (talvez) mais ouvi em 2025 | RETROSPECTIVA 2025


Fiz uma anotação no meu planner no dia primeiro de janeiro sobre finalmente ter descoberto o nome dessa música, que viveu rent free na minha memória por anos. Desde então, devo ter escutado todos os dias; o que fica evidente pelo fato de ter sido a música mais tocada de 2025.

Descobri essa por acaso, quando fui procurar a versão original no Spotify. A capa do álbum chamou minha atenção pela aesthetic meio celta, conto de fadas, folk, etc. Ouvi a música e simplesmente amei e, claramente, ouvi bastante. Ela é também a responsável por introduzir o Blackmore's Night à trilha sonora da minha vida.

Como desde que criei essa categoria da retrospectiva musical anual tem a regra de não poder repetir o artista, não pude colocar a versão original do Ghost, que é a versão de Life Eternal que mais ouvi em 2025; contudo, esse cover ficou em loop por algumas semanas no início do ano e acho que é justo que tenha o seu momento de destaque na retrospectiva. Covers à parte, essa música é uma das melhores criações de Tobias Forge.

Seguindo na temática não intencional de covers, aqui temos mais um que marcou meu ano. Conheci em 2024, mas essa versão brilhou mesmo foi em 2025. O que mais gosto nela é que ela virou algo próprio, mas sem descaracterizar ou desrespeitar a versão original. E a vibe épica é tudo de bom.

Esse é o último cover da lista, prometo. Basicamente a mesma situação que aconteceu com Life Eternal; o cover da música do Alice Cooper ficou em loop por semanas na trilha sonora da minha vida e nem preciso explicar muito o porquê, já que é excelente. Adoro quando artistas fazem covers bons que não se tornam cópias opacas das versões originais, mas também não soam como algo completamente novo. Essa música é isso.

Demorei para me apaixonar pela Gracie, mas agora ela já é a nova dona da posição sad girl vibes na trilha sonora da minha vida. O que mais gosto nas músicas dela é a vulnerabilidade e a honestidade, mesmo que isso possa fazer com que ela soe meio desesperada ou doida em alguns momentos. Gracie é verdadeira com seus sentimentos e os expressa de forma encantadora. Não sabia qual de suas músicas havia tocado mais no meu 2025, mas gostei de descobrir que foi Risk, já que essa foi uma das minhas primeiras favoritas do álbum mais recente.

Que a Taylor Swift é uma gênia da categoria singer/songwritter não é surpresa para ninguém, mas com essa música ela se superou. Sou completamente apaixonada por Would've Could've Should've desde o seu lançamento, em 2022, e com o passar dos anos, ela se torna cada vez mais impactante. O que mais se destaca para mim é como a música evidencia o quão profundas podem se tornar as raízes de um trauma e que, mesmo após mais de uma década, as marcas ainda estão vivas. A letra God rest my soul, I miss who I used to be é de partir o coração. Eu odeio demais o John Mayer.

Olha, não sei como eu vivi tanto tempo ignorando Bleachers, mas antes tarde do que nunca, não é mesmo? Não ouvi nada além do álbum de estreia e prefiro seguir assim por um tempo, já que dessa forma posso degustar a discografia aos poucos. Me apaixonei por Strange Desire logo que ouvi pela primeira vez e Reckless Love foi aquela que ficou na cabeça por causa do refrão marcante.

Em 2025 eu voltei a ouvir rádio e essa belezinha é um oferecimento da programação da Classic Pan FM. Lembro de ter começado a ouvir e achar algo familiar, mas sem conseguir reconhecer imediatamente. Aí, com a ajuda do Shazan (eu amo esse app), descobri que era do Men At Work, banda que conheço pouquíssimo mas considero pakas. Por causa dessa música, ouvi o álbum inteiro e amei. Ah, os anos 80!

Um oferecimento do subreddit Ghost B.C., no qual alguém fez um post perguntando quais músicas seriam interessantes em versões covers do Ghost e algum usuário sugeriu essa joia da discografia do BÖC. Fui ouvir e acabei encontrando uma das minhas músicas favoritas do ano. Aliás, por causa disso, decidi que preciso ir além na discografia da banda, já que conheço pouco e o maior sucesso da carreira deles é, provavelmente, a minha música favorita da vida toda ((Don't Fear) The Reaper).

Não tenho nem o que dizer, basta sentir. Que música!


20 de julho de 2025

The 80's Nostalgia - Vol. 4: voltei com mais vinte músicas para sentir saudades da década que não vivi, mas considero pakas


#01 Cherri Cherri Lady - Modern Talking
#02 You Can Do Magic - America
#03 Stuck With You - Huey Lewis & The News
#04 Hold Me - Fleetwood Mac
#05 Stay on These Roads - a-ha
#06 Save a Prayer - Duran Duran
#07 Billie Jean - Michael Jackson
#08 It's a Mistake - Men At Work
#09 Throwing It All Away - Genesis
#10 Young Hearts - Commuter
#11 Running Up That Hill (A Deal With God) - Kate Bush
#12 A Matter of Feeling - Duran Duran
#13 Like a Prayer - Madonna
#14 She Drives Me Crazy - Fine Young Cannibals
#15 We Don't Need Another Hero - Tina Turner
#16 I Won't Back Down - Tom Petty 
#17 Down Under - Men At Work 
#18 Valerie - Steve Windwood
#19 Harden My Heart - Quarterflash
#20 Stay The Night- Benjamin Orr

7 de abril de 2025

ÁLBUNS NOVOS NA COLEÇÃO | janeiro, fevereiro e março • 2025


💿Prequelle (Ghost, 2018): primeiro álbum do Ghost que me interessou, tinha que ter na coleção. É um digipack bem pobrinho, mas era a única opção disponível para compra e tinha cupom na Amazon.

💿 Impera (Ghost, 2022): primeiro álbum do Ghost que ouvi inteirinho e está em loop desde então. Acho que não é exagero dizer que já é um dos meus favoritos da vida.

💿Red (Taylor’s Version) (Taylor Swift, 2021): FINALMENTE COMPREI MEU RED TV! Tô enrolando desde 2021 e como ficou esgotado por um tempão, já estava desistindo. Tô feliz que tenho na coleção, mesmo que a jewel case tenha vindo quebrada - coisa que aparentemente só acontece com as edições nacionais.

💿Rumors (Fleetwood Mac, 1977): um dos meus álbuns favoritos dos últimos tempos, parte definitiva da trilha sonora da minha vida na última década e o álbum mais famoso do Fleetwood Mac. Agora finalmente na minha coleção!

💿Tango In The Night (Fleetwood Mac, 1987): primeiro álbum do Fleetwood Mac que eu ouvi inteiro e, provavelmente, o responsável por me fazer entrar em uma fase bem intensa de músicas dos anos 80. Acho que nunca saí completamente dela. Em todo caso, amo esse álbum e a arte da capa é lindíssima.

💿Look Sharp! (Roxette, 1988): esse é provavelmente um dos meus álbuns favoritos da vida também, não sei explicar o que acontece sempre que coloco ele para tocar, mas é uma sensação muito boa. E agora está finalmente na minha coleção.

💿Joyride (Roxette, 1991): para ser sincera, só conheço os singles desse álbum, mas como achei por um bom preço quando fui comprar o Look Sharp! resolvi pegar também porque tenho certeza de que vou gostar. Estou salvando o álbum para quando eu enjoar um pouco do outro e acho que vai ser bem legal conhecer do jeito que as pessoas faziam antigamente, colocando o CD para tocar e ouvindo inteiro.

💿The Tortured Poets Department: The Anthology (Taylor Swift, 2024): fiquei quase um ano esperando uma edição definitiva de TTPD para investir meu dinheiro e, meses depois, ela finalmente chegou e não decepcionou. Só não tenho escutado muito desde que comprei porque acho que tive uma overdose depois de um ano inteiro apenas ouvindo esses álbuns. Em todo caso, como swiftie, acho importantíssimo ter este item na minha coleção.

* Post originalmente publicado no Tumblr.

13 de dezembro de 2024

TOP 11: álbuns da Taylor Swift | TayloRanking #04

Arte criada pelo ChatGPT com base na fotografia original.

Hoje é aniversário da Taylor e, para marcar a ocasião, resolvi atualizar o meu ranking dos álbuns dela. Como já faz um tempo desde que fiz isso e em 2024 ganhamos o Tortured Poets Department, achei o momento oportuno. Não sei se amanhã as minhas escolhas permanecerão as mesmas, mas hoje penso que essa é a minha ordem 😸:

11° Taylor Swift (2006) 🦋
👍Vantagens: é um debut sólido e envelheceu muito bem. Traz algumas das melhores músicas da Taylor.
👎Desvantagens: são os registros de uma menina de 16 anos falando do que viveu desde os 13 (?). As letras são juvenis; bonitinhas, mas perdem o brilho perto dos trabalhos que vieram depois.
💚Faixa favorita: Should've Said No
O Taylor's Version desse álbum é provavelmente o mais rodeado de mistério e o mais enigmático para mim. Não sei o que esperar, não sei se devo me empolgar ou apenas ser indiferente. Estou curiosa.

10° Lover (2019) 💗
👍Vantagens: este é um álbum sobre amor e todas as suas formas e manifestações. Taylor estava prestes a completar 30 anos e o álbum é uma celebração de sua carreira, de sua vida e de tudo o que a torna única. É o álbum do amor próprio e de valorizar as coisas que realmente importam. É também o primeiro álbum propriedade total da Taylor. Ah, e é nele que a loirinha nos presenteou com Cruel Summer.
👎Desvantagens: em alguns momentos, pode parecer mais do mesmo e soar como um irmão do 1989. Também o considero um álbum longo, com outra das músicas que acho mais chatas da Taylor: It's Nice To Have a Friend.
🩷Faixa favorita: Cruel Summer

9° Fearless (2008) 🫶
👍Vantagens: foi o álbum que tornou a Taylor um sucesso internacional, a porta de entrada para muitos swifties. Fala sobre ser vulnerável de forma destemida quando se é adolescente. É um álbum lindo e premiado! Ele é o primeiro Album of The Year da carreira.
👎Desvantagens: não são muitas. Também acho que pode ser um pouco longo, dependendo da paciência de quem está ouvindo. Algumas faixas bônus são dispensáveis. A versão original nunca chamou a minha atenção, mas não sei se isso chega a ser uma desvantagem, considerando que temos uma regravação.
💛Faixa favorita: Fearless (Taylor's Version)


8° Red (2012) 🧣
👍Vantagens: é um álbum sobre amadurecimento, sobre decepções que deixam cicatrizes e aprendizados. É cheio de dor, mas também de felicidade, liberdade e confusão. É o ultimate breakup álbum, todas as músicas são carregadas de sentimentos. É o marco da amizade da Taylor com o Ed Sheeran. É o filho favorito dela também, pois traz a melhor música de toda a carreira.
👎Desvantagens: é longo demais e algumas faixas são genuinamente chatas (The Last Time e Girl At Home, estou olhando para vocês!) e poderiam sim ser substituídas pelas faixas bônus ou pelas que ficaram no cofre.
❤️Faixa favorita: All Too Well (10 Minute Version) (The Short Film)

7° The Tortured Poets Department (2024)⌨️
👍Vantagens: é o primeiro álbum da Taylor, desde Red (2012), cujo foco é o término de um relacionamento. Só que dessa vez ela fala da perspectiva de uma mulher com mais de trinta anos, cansada de sofrer por amor, desiludida, angustiada e, de certa forma, desesperada. Ah, e meio louca também. De certa forma, é tão vulnerável e honesto quanto Red, mas com uma atmosfera mais melancólica e pessimista. Se aos 22 anos, Taylor sabia que o sol voltaria a brilhar depois de dias de chuva, a Taylor de 34 anos não parece mais tão certa disso. Por mais dolorido que seja, esse é um álbum bastante pessoal e, por isso, acho que pode fazer com que muitas pessoas se identifiquem.
👎Desvantagens: Taylor tinha muito para dizer e processar após dois términos de relacionamentos bastante públicos (um deles, inclusive, durante uma turnê mundial) e, por isso, não conseguia parar de escrever. O resultado é um álbum duplo com 31 músicas! Sinceramente, acho excessivo e nunca consegui escutar tudo de uma vez. Este também é um trabalho bastante imerso no lore da Taylor, que não perde oportunidades de fazer referências à trabalhos passados. Este aspecto é um ponto positivo para os swifties, mas pode ser realmente enfadonho para novos ouvintes ou fãs casuais.
Particularmente, apesar de achar a sonoridade do primeiro álbum mais coesa, gosto mais do segundo (The Anthology).
🤍Faixa favorita: The Albatross

6° reputation (2017) 🐍

👍Vantagens: Taylor conseguiu reverter uma situação ruim ao retomar o controle de sua narrativa de forma louvável e entregando o que o público queria ver. O mais maravilhoso é que, por baixo da persona, é possível enxergar a pessoa real que sempre estará lá para os seus fãs e qualquer pessoa que precise de suas músicas. 
👎Desvantagens: pode ser meio confuso para quem não sabe o contexto em que surgiu; o álbum lançado em 2017 é, de certa forma, uma versão censurada, então só resta esperar pela regravação. Este é, provavelmente, o filho que a Taylor nunca desejou, mas que tenta amar de alguma forma.
Em termos técnicos, é um dos álbuns com a melhor produção da discografia e, julgando pelo que já foi vazado, acho difícil o Taylor's Version superar a versão original. Em todo caso, o vault do reputation é o que mais desperta a minha curiosidade.
🖤Faixa favorita: Don't Blame Me

5° folklore (2020)🌳
👍Vantagens: o álbum da pandemia, o escape para o pesadelo da vida real. Taylor, pela primeira vez, deixando a sua narrativa de lado para deixar sua imaginação falar mais alto e se revelar uma contadora de histórias. O terceiro AOTY, um quase retorno às raízes. O filho que a Taylor não planejou, mas que se tornou, provavelmente, o melhor de todos.
👎Desvantagens: nenhuma, o álbum é perfeito.
🩶Faixa favorita: illicit affairs

4° 1989 (2014)🗽
👍Vantagens: é o marco da mudança de gênero musical, a estreia no pop e o nascimento da Taylor popstar. É também o álbum que me apresentou à ela, o segundo AOTY. É pop perfection e gosto de pensar que é um dos responsáveis pelo revival dos anos 80 na cultura pop na última década. Um dos maiores orgulhos da Taylor.
👎Desvantagens: nenhuma, já que até as músicas "dispensáveis" se tornaram queridas na força do ódio. Este álbum não conhece fracasso, pois já nasceu destinado ao sucesso.
Particularmente, prefiro a versão original.
🩵Faixa favorita: Out of The Woods (Taylor's Version)

3º evermore (2020)🍂
👍Vantagens: apesar de se aproximar sonoramente do seu antecessor (folklore, 2020) evermore tem um brilho próprio. Aqui, Taylor retoma a narrativa sobre sua vida em algumas faixas. Ainda é um álbum sobre escape da realidade e, apesar de algumas músicas mais sérias, considero este um trabalho mais leve, divertido e até esperançoso - deve ser porque o lançamento ocorreu em época de Natal.
👎Desvantagens: por ter sido lançado pouco tempo depois do folklore e poucos meses antes da regravação do Fearless, este é um álbum que fica meio esquecido na discografia. Ele também tem uma das músicas que menos gosto da Taylor: cowboy like me (gosto ainda menos depois de saber que a provável inspiração para a música é o Matty Healy).
🤎Faixa favorita: ivy

2º Speak Now (2010)✨
👍Vantagens: foi a primeira vez que a Taylor deliberadamente assumiu o controle de sua narrativa. Não só porque começou a rebater as críticas que recebia, mas também porque assinou todas as letras sozinha. Da fase country, é o meu preferido e traz algumas das minhas músicas favoritas da Taylor. Visualmente, foi um álbum bem bonito, encantador, cinematográfico e mágico.
👎Desvantagens: em sua versão original, traz a letra mais vergonhosa da carreira em Better Than Revenge, que já nasceu vergonhosa e envelheceu bem mal; mas nem sei se dá pra considerar uma desvantagem, já que a Taylor reconheceu seu erro e nos presenteou com uma versão com mais nuances e amadurecida em sua regravação. 
💜Faixa favorita: Castles Crumbling (From The Vault)

1° Midnights (2022)🕰️


👍Vantagens: marca o retorno da Taylor Swift ao pop depois de seus anos de isolamento (tanto por conta da pandemia, quanto por conta de sua vida pessoal e relacionamento
na época) e composições mais folk. Ela disse que sentia saudades de brilhar e, por isso, brilhou tanto que acabou conquistando o seu quarto AOTY no Grammy Awards com essa belezinha. Midnights também tem a distinta característica de ser praticamente um easter egg na forma de álbum, revelando novas camadas quase um ano após o seu lançamento e ainda mais algumas com as novas informações compartilhadas em Tortured Poets Department. Ele basicamente anunciou o término do relacionamento da Taylor e do Joe Alwyn enquanto o processo ainda estava acontecendo. A sonoridade é uma delicinha também, trazendo mais uma vez a produção de Jack Antonoff e a sonoridade de synth pop já familiar nas colaborações dele e da Taylor. 
👎Desvantagens: sinceramente, quase nenhuma, já que aqui seria mais uma questão de gosto em relação a Paris e Glitch, faixas que considero pouco memoráveis; mas como elas são bônus na 3am edition, acho que tanto faz. De verdade, acho que não existe desvantagem alguma em Midnights, ele só melhora com o tempo.
💙Faixa favorita: Would've, Could've, Should've


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2 de setembro de 2024

Listen To Your Heart (Roxette, 1988) | SOUNDTRACKS #02


Listen To Your Heart é uma daquelas músicas que, se você foi criança nos anos 90 e ouvia a rádio Alpha FM de São Paulo, você conhece. É o tipo de música que conheço desde que consigo me lembrar; é clássica.

Apesar de ter certeza disso, a memória mais antiga que consigo ter dela é dos anos 2000, mais precisamente de estar assistindo à um DVD que meu pai comprou em uma barraquinha de camelô e que continha uma seleção de flashbacks. Várias daquelas músicas são verdadeiras preciosidades e lembro sempre com carinho.

Acho que é por isso que não consigo dizer muita coisa sobre Listen To Your Heart, a nostalgia que a envolve talvez seja a principal razão de gostar dela e de nunca dar a devida atenção à letra. Mas acho que o refrão é bem direto e enfatiza a mensagem central da música.

E essa música tem toda uma aesthetic que, mesmo sem assistir ao vídeo ou ter acesso à qualquer imagem da dupla Roxette, a gente consegue formar uma imagem na nossa mente. Eu penso em vaporwave e neon. Jaquetas de couro e penteados bem exagerados. Maquiagem escura. É aquela coisa mágica que parece só existir nas músicas dos anos 80.

Da letra, o trecho que mais se destacou para mim agora foi the precious moments are all lost in the tide/ they're swept away, nothing is what it seems/ the feeling of belonging to your dreams.

Antes de escrever o post, fui procurar covers e me lembrei da versão de Glee cantada pela Lea Michele e pelo Josh Groban na 6ª temporada. Ela ficou realmente boa, recomendo bastante. Recomendo também o álbum Look Sharp! (Roxette, 1988). 

Gosto da música e ela certamente merece um espaço na minha playlist de favoritas. Mas ela é a favorita? Não.




1 de setembro de 2024

Sign of the Times (Harry Styles, 2017) | SOUNDTRACKS #01

Há um tempo eu comecei a me perguntar qual seria a minha música favorita e não consegui responder. Acho que gosto de músicas demais para conseguir escolher apenas uma que seja a minha favorita. Ou talvez eu não tenha pensado muito bem sobre o assunto; então eu resolvi criar um desafio para ver se eu descubro, entre as minhas músicas favoritas, qual é a favorita. 

Basicamente, abri a minha playlist de favoritas no Spotify, ativei o shuffle e agora vim aqui registrar alguns comentários sobre as música que saiu. A ideia é repetir o exercício até chegar à alguma conclusão.

Imagem gerada pelo ChatGPT.

A primeira faixa selecionada pelo algoritmo é a belíssima Sign of the Times, do igualmente belo Harry Styles. Desses artistas mais atuais, o Harry é um dos meus favoritos, apesar de eu não me empolgar mais com os lançamentos dele e de não ter parado para dar a devida atenção aos seus álbuns desde o primeiro deles, o homônimo lançado em 2017. Sign of The Times foi o debut solo do Harry, assim como lead singles do álbum.

Gosto da sensação de fim do mundo e apresentada na música e do escapismo apresentado como solução. Lembro daquele ano e a impressão que eu tinha era mesmo a de que o mundo havia se transformado em um caos absoluto e caminhava para o seu inevitável fim. Pensando nos anos que se seguiram, 2017 foi bem inofensivo. De qualquer forma, seguimos vivos e o mundo não acabou. 

Ouvir essa música hoje me faz sentir certa nostalgia em relação à época de seu lançamento e, ao mesmo tempo, um grande alívio por aquela fase agora ser parte do meu passado. Em todo caso, penso com carinho em Sign of the Times e nas lembranças afetivas que ela me desperta.

É a minha favorita da vida toda? Não. Mas acho que é a minha favorita do Harry Styles.





20 de janeiro de 2024

1989 (Taylor's Version) (Taylor Swift, 2023) | TayloReview #05

Entre os acontecimentos da última semana que mais me marcaram de alguma forma está o fato de que finalmente me entreguei ao 1989 (Taylor's Version). Acho que a minha vida estava tão caótica e desconectada que não estava conseguindo dar atenção às coisas que normalmente me deixam feliz. Mas, assim, sem muita explicação, lá estava eu apertando o play no Spotify e me permitindo contagiar pela obra-prima pop da Taylor Swift. 

Porque é isso, nenhum álbum pop dela vai superar o 1989. Nem mesmo a regravação. Ainda assim, há algo de especial em ouvir a Taylor Swift revivendo as músicas tantos anos depois. Aliás, praticamente uma década depois.

A voz dela está mais potente e a produção, de forma geral, está mais avançada com  novas tecnologias; e isso é bom, porém a emoção e atmosfera geral são outras. Tantos anos já se passaram que é como se a Taylor já não se lembrasse de como se sentiu quando escreveu as músicas do 1989. E acho que isso é bem normal, até porque ela viveu novas experiências e outros amores depois disso. Sem contar todas as conquistas profissionais que vieram após o álbum.

Em 2014, a Taylor queria se reinventar para se manter relevante na indústria, se desafiar e provar que ainda merecia ocupar seu espaço. O resultado é um trabalho que capturou todo esse anseio, assim como toda a loucura e intensidade que é ter vinte e poucos anos e ser enxergado como um adulto, mas sem se sentir como um. No fundo, a década dos vinte é como uma adolescência tardia para os millennials.

Toda essa atmosfera se perde na regravação, já que hoje a Taylor é uma mulher com uma carreira bem consolidada e com méritos profissionais reconhecidos e premiados. Toda a insegurança da jovem de 24 anos já não existe mais. É bem provável que a Taylor ainda tenha algumas incertezas, mas ela sabe quem ela é, o que quer fazer, para onde quer ir e o que esperar profissionalmente. Ela não precisa se provar mais. E acho que é justamente essa confiança que tira um pouco do brilho da regravação do 1989.

Ainda assim, gostei de finalmente ter conseguido ouvir o álbum e apreciar o projeto pelo que ele é. Como muitos, também considero algumas das escolhas de produção questionáveis e responsáveis por prejudicar algumas faixas; mas não quaisquer faixas e sim algumas das melhores do 1989 e da carreira da Taylor. Particularmente, músicas que eram minhas favoritas do álbum.

Lembro que em 2016, quando me tornei swiftie, nem pensava duas vezes antes fazer o meu top 3 do álbum: New Romantics, Out of The Woods e Style. Dessas, apenas uma ficou boa  - aliás, melhor que a original - na regravação: Out of The Woods. Style ficou esquisita e New Romantics parece uma demo.

Sobre as faixas From The Vault, dá para dizer com 100% de certeza que é a melhor seleção até o momento (tenho altas expectativas pelo que virá com a regravação do reputation). Todas as músicas são ótimas e a minha favorita é Say Don't Go, mas Suburban Legends tem um charme que pode torná-la uma favorita.

31 de dezembro de 2022

A trilha sonora do meu 2022 | RETROSPECTIVA 2022

 É sempre bom lembrar que:

  1. Não escutei todos os lançamentos de 2022;
  2. O post é sobre o que eu escutei em 2022 e, por isso, irá incluir coisas que não foram lançadas durante o ano;
  3. As categorias estão diferentes das edições anteriores. Algumas sumiram, outras surgiram e algumas foram modificadas.

A descoberta do ano: THRILLCHASER
O orgulhinho do ano: J-Hope
O reencontro do ano: Di Ferrero      
A voz do ano:  Taylor Swift
O grupo do ano: Stray Kids

Bate-bola das músicas:


A primeira música do ano (ritual do shuffle):
Back To December (Taylor Swift)
A música do ano: Still Life (Bigbang)
A mais tocada durante o ano: Quit It! (THRILLCHASER)
Os k-pops do ano: Maniac (Stray Kids); Lonely St. (Stray Kids); Still Life (BIGBANG); Excuse Me (B.A.P.); Blessed-Cursed (ENHYPEN); Good Boy Gone Bad (TOMORROW X TOGETHER); Dear Sputnik (TOMORROW X TOGETHER); Thursday's Child Has Far To Go (TOMORROW X TOGETHER); TOMBOY ((G)-IDLE); TOP - "Tower Of God" OP (Stray Kids); Make it (2PM); More (J-Hope)
As good vibes do ano: MAGIC (TOMORROW X TOGETHER); Taylor Swift (Matt Cooper); Peru (Acoustic) (Fireboy DML feat. Ed Sheeran); Give a Little Love (Ziggy Marley & The Melody Makers); CAFE (Bigbang); Left and Right (Charlie Puth feat. Jung Kook); Dreamers (Jung Kook feat. Fahad Al Kubaisi); Coca-Cola (The Kiffness feat. Faisan)
Os feats. do ano: Left and Right (Charlie Puth feat. Jung Kook); UM BRINDE (Di Ferrero feat. Badauí); Anti-Hero (Taylor Swift feat. Bleachers); Dreamers (Jung Kook feat. Fahad Al Kubaisi)
O cover do ano: If I Can Dream (Maneskin)
O cover que não foi lançado em 2022, mas que amei conhecer: Don't Fear The Reaper (HIM)
Grata surpresa do ano: Block me out (Gracie Abrams); DREAM LIKE ME (Crowd Lu feat. The Black Skirts)
Resgatada pelo shuffle: NUMB / ENCORE (JAY-Z, Linkin Park)
Chegou no fim do ano, mas ganhou meu coração mesmo assim: Nothing is Lost (You Give Me Strenght) (The Weeknd)
Troféu Taylor Swift 2022: Would've Could've Should've 
Troféu algoritmo 2022: Fantasy (THRILLCHASER)
Músicas lançadas em 2022 e que amei ouvir: SUPERMODEL (Maneskin); City Nights (Genie The Band); Jezebel (The Rasmus); As It Was (Harry Styles); Block me out (Gracie Abrams); DREAM LIKE ME (Crowd Lu feat. The Black Skirts); Yet To Come (BTS); CIRCUS (Stray Kids); Birthday (TEN)
Músicas que não são de 2022, mas que amei conhecer e ouvir: Red Lights (Stray Kids); Levanter (Stray Kids); Destiny (MAMAMOO); Runaway (EXO); Happier Than Ever (Billie Eilish); Dream of Me (The Winters); Let's Live For Today (The Grass Roots); Joyride (Roxette)

A playlist do ano: DAILY K-POP

ÁLBUNS


Escutei pouco, mas gostei e deveria ter prestigiado mais: Harry's House (Harry Styles, 2022); Jack in the box (J-Hope, 2022)
Achei que ia amar, mas foi só ok: Dawn FM (The Weeknd, 2022)
Foi bom enquanto durou: Solar Power (Lorde, 2021)
Aquele que voltou para aquecer o meu coração: evermore (Taylor Swift, 2020)
Os mini albuns/EPs que amei ouvir em 2022: Oddinary (Stray Kids); minisode 2: Thursday's Child (TOMORROW X TOGETHER)
O álbum que não foi lançado em 2022, mas ouvi bastante durante o ano e virou um favorito favorito: The Chaos Chapter: Fight or Escape (TOMORROW X TOGETHER, 2021)
O (melhor) álbum do ano: Midnights (3am) (Taylor Swift, 2022)

***
Post escrito em 2025 com a ajuda dos dados do Last.FM.

10 de dezembro de 2022

As músicas que (talvez) mais ouvi em 2022 | RETROSPECTIVA 2022


Descobri a banda graças ao algoritmo do Instagram e só agradeço, porque acabei encontrando um dos meus artistas favoritos do ano e essa música, apesar de ser uma versão mais antiga do que a lançada em 2022, ganhou o meu coração e virou favorita. A prova está justamente no fato de chegar na trilha sonora da minha vida só em agosto e ainda assim conseguir se tornar a mais ouvida do ano!

Toda vez que a Taylor lança álbum novo fico na expectativa de descobrir novas músicas favoritas e com Midnights não foi diferente, apesar de ter sido mais difícil em relação aos lançamentos anteriores, já que eu amei esse trabalho e várias faixas se tornaram favoritas imediatas. Porém, há algo de especial em Maroon. Acho que é o aspecto narrativo da letra, que faz passar um filme na minha mente enquanto ouço e imagino as cenas descritas. Referências à cores são uma marca das letras mais icônicas da Taylor e, dessa vez, gosto de que ela traz uma cor diferente, mas que se relaciona de alguma forma com outras que já apareceram no lore swiftie (afinal, marrom surge a partir de vermelho, né?). Ah, sim, e a bridge, apesar de simples e direta, é uma das mais perfeitas da obra da Taylor Swift. Ah, eu amo essa música!

Desde que me aventurei pelas terras do k-pop, a banda que mais mexeu comigo foi o Bigbang e, desde então, integrei o número enorme de fãs que aguardavam alguma novidade depois de cinco anos de pausa, alistamentos militares, escândalos e alterações na formação. Infelizmente, Still Life não foi exatamente um comeback, mas a música de despedida (pausa?) que todos precisávamos. Ela é tudo que queria e mais; é bonita, melancólica e com ar de clássico. AMEI.

Stray Kids foi o meu grupo favorito de k-pop em 2022 e essa música, apesar de não ter sido lançada este ano, logo se tornou uma favorita, principalmente para meus momentos de treino. Aliás, uma das características mais marcantes do grupo é justamente músicas cheias de energia. TOP foi feita para a trilha sonora de um anime, que não assisti mas só pela música fico curiosa.

Ressuscitada pelo shuffle enquanto eu fazia uma caminhada e responsável por vários sentimentos nostálgicos que senti ao longo do ano. Essa música me fez perceber como foi bom ser adolescente nos anos 2000 e poder assistir MTV e descobrir tantas músicas boas. Numb/Encore era um greatest hit na minha época de ensino médio e sinto que depois daquela época poucas músicas se tornaram unanimidade em grupos de jovens de diferentes tribos. Saudades, anos 2000.

Primeiro single no álbum mais recente da banda! Entrou na minha playlist do ano logo que foi lançada e não saiu mais. Adorei!

Essa é uma música que foi lançada primeiro em japonês, há alguns anos. A versão coreana chegou em 2020 e tenho a sensação de que não prestigiei o suficiente porque ela ficou ofuscada por outros lançamentos de k-pop naquele ano, incluindo do próprio TAEMIN. Em todo caso, antes tarde do que nunca, não? Eu amo essa música, acho até que é a minha favorita do artista!

TXT é aquele grupo de k-pop que nem me preocupo com o que vou pensar de um lançamento porque já sei que vou gostar. Esse é um grupo que parece programado para nunca dar errado e eu amo isso. Eles são perfeitinhos demais, talentosos demais e essa música é pura nostalgia anos 80. Ah, sim, e fortemente influenciada por Blinding Lights (outro ícone!).

B.AP. é um grupo que está em hiato (?) desde 2017 e, justamente por isso, vou degustando aos poucos. Sem dúvidas, é um dos meus favoritos do k-pop e, às vezes, tenho a sensação de que se tivesse entrado nesse universo antes, as chances do grupo se tornar o meu favorito seriam bem altas. Mesmo sendo um grupo da terceira geração, ele ainda tem algo que remete bastante à segunda (a minha favorita) e isso é tudo para mim! Essa música é ótima e eu adoro o clipe (infelizmente, só tem da versão japonesa).

Não dei muita bola para o álbum mais recente da Lorde no ano passado, mas ele teve sua chance de brilhar na minha vida em 2022 e Mood Ring logo se tornou uma favorita que ouvi bastante. Adoro a letra e o deboche ao millennial místico (não julgo, pois também sou).

***

Menção honrosa: 
Porque o algoritmo do Instagram me apresentou e, depois que eu coloquei na playlist de caminhada, devo ter escutado todos os dias.

20 de novembro de 2022

Midnights (Taylor Swift, 2022) | TayloReview #04

Faz um mês que a Taylor Swift lançou o seu décimo álbum de estúdio, Midnights, e faz também um mês que o álbum não sai do repeat; não sei mais como era não ter essas músicas na trilha sonora da minha vida e como parte da minha playlist de músicas favoritas da Taylor. 


Ainda não sei se o álbum será o meu favorito da faceta pop dela, mas tem grandes chances de ficar em um Top 2. Acho que o que eu mais gostei em Midnights foi a forma que a Taylor encontrou para amarrar toda a sua narrativa até o momento. Adorei o conceito noites de insônia e a ideia de revisitar esses momentos com um olhar atual e mais maduro. O jeito que ela vai nos conduzindo por meio da narrativa é, mais uma vez, mágico; a gente consegue visualizar as cenas e sentir suas emoções. Analisando o álbum dentro da discografia, parece uma progressão natural do que ela já vinha fazendo, mesmo que a gente demore um pouco para perceber.

Praticamente todo Swiftie vai dizer que Midnights é o filho do 1989 com o reputation, e eu concordo. Mas acho que não dá para ignorar a influência de folklorevermore, principalmente na forma como ela construiu suas letras, sem contar as temáticas que se repetem em algumas músicas. A libertação criativa que a Taylor se permitiu em 2020 fez muito bem para ela e para sua obra. Ah, sim, e como a própria Taylor deixa claro no álbum, ela é uma mastermind e, justamente por isso, não dá para ignorar o enorme buzz que ela já está gerando para as próximas regravações ao falar de alguns de seus romances e frustrações passados. Acho que ela vai usar tudo aquilo que usaram contra ela para diminuir o seu trabalho como munição para alavancar as próximas Taylor's Version e, sinceramente, acho que ela vai conseguir.

Pontos altos: Would've, Could've, Should've; a clara influência de Michael Jackson em Lavender Haze; as músicas sobre Haylor; a vulnerabilidade de Anti - Hero.

Pontos baixos: colocar a Lana Del Rey (!!!!) para fazer backing vocal e ter a audácia de chamar isso de feat. Taylor, eu te amo, mas isso não dá pra defender.

Faixas favoritas: Would've, Could've, Should've, Maroon, The Great War, Midnight Rain, Lavender Haze. 

♥

10 de setembro de 2022

evermore (Taylor Swift, 2020) | TayloReview #03


Até hoje não sei dizer o que penso deste álbum, além do fato de que gosto dele. Achei incrível que, perto de seu aniversário, Taylor Swift tenha aparecido com (mais) uma surpresa para os fãs; um belo presente de natal! Como swiftie, não tenho do que reclamar, pois ainda não encontrei outro artista que goste tanto de mimar os fãs como ela. De fato, Taylor tem nos presenteado com belas canções que se tornaram trilha sonora de nossas vidas há anos e em 2020 ela se superou com dois álbuns experimentando um som bem diferente de seus trabalhos anteriores. Acho que agora o céu é o limite para ela, já que consigo imaginá-la mergulhando em qualquer estilo daqui pra frente.

Sobre o evermore, a própria Taylor explica que enxerga as faixas como irmãs das que estão no folklore; são parecidas, mas não são iguais; e depois de um tempo ouvindo com atenção, é possível entender o que ela quis dizer. Os projetos foram feitos pelo mesmo time e a partir do mesmo tipo de processo criativo, mas a atmosfera é sim diferente. Em evermore, assim como em Lover, consegui ouvir todas as Taylors combinadas em uma só e achei isso incrível demais!

O que mais me encantou ao ouvir o álbum foi perceber pela sonoridade das músicas que, enquanto ela trabalhava no evermore, Taylor também trabalhava na regravação do Fearless. No meio das músicas melancólicas e oníricas que parecem ter nascido em uma cabana no meio do mato é possível ouvir os ecos da voz da adolescente cheia de vida que começou a realizar o seu sonho em Nashville como uma das artistas mais promissoras do country enquanto navegava pelas angústias e alegrias da adolescência.

Acho que, justamente por ter sido criado após o lançamento do folklore e junto com o Fearless (Taylor's Version), evermore veio liberto do peso angustiante e sofrido de seu antecessor e já de braços abertos para toda a magia ingênua e doce da Taylor de 18 anos. No fim, encontramos uma mistura de melancolia e nostalgia permeada por romances trágicos, aprendizados, despedidas e até assassinato! Há algo de sombrio em evermore, até mais que em folklore, mas também tem leveza e sentimentos bonitos, como a saudade de quem já se foi e também o sentimento que a Taylor sabe abordar como ninguém: o amor. Aqui tem amor não correspondido, amor proibido, amor por quem está do seu lado, amor por quem não está mais entre nós e também o amor próprio.

Assim como em folklore, aqui a Taylor também deixa a sua imaginação divagar, criando histórias e escrevendo sobre vidas que não são suas. Porém, em evermore ela também retorna à narrativa de sua vida e é claro o momento em que ela está falando de si, de suas vivências e seus sentimentos. Se os álbuns de 2020 tivessem sido um surto, ela já teria tudo sob controle para retornar ao Lover. Mas como ela é louca e pensa tudo com muita antecedência, ela também linkou o trabalho com Fearless, de forma que folklore e evermore ficam como um universo paralelo no Taylorverse, uma pausa para escapar da realidade e mergulhar em outras histórias. São álbuns que eu gosto de enxergar como coletâneas de contos que a Taylor escreveu quando estava com bloqueio criativo ao escrever seu romance principal.

E, com isso, não quero dizer que os álbuns sejam obras inferiores; acho até que serão os trabalhos pelos quais ela será mais lembrada no futuro. E, talvez, aqui esteja o meu único lamento quando penso no evermore: já que ele parece ter ficado à sombra dos trabalhos que vieram antes e depois, pode acabar meio esquecido. Uma pena, pois é um álbum lindo.

🍁Faixas preferidas: willow, ivy, it's time to go, no body, no crime, long story short, marjorie.

...


Post originalmente escrito em setembro de 2021.

31 de dezembro de 2021

A trilha sonora do meu 2021 | RETROSPECTIVA 2021 (parte 2)


É sempre bom lembrar que:
  1. Não escutei todos os lançamentos de 2021;
  2. O post é sobre o que eu escutei em 2021 e, por isso, irá incluir coisas que não foram lançadas durante o ano;
  3. As categorias estão diferentes das edições anteriores. Algumas sumiram, outras surgiram e algumas foram modificadas.
ARTISTAS

A descoberta do ano: Maneskin
O orgulhinho do ano: Taylor Swift
O reencontro do ano: Britney Spears e Marina
A voz do ano: Taylor Swift
O grupo do ano: B.A.P.

Bate-bola das músicas:


A primeira música do ano (ritual do shuffle): I Remember (Bang Yongguk)
A música do ano: All Too Well (10 Minute Version) (Taylor Swift)
A mais tocada do ano: Heartbreaker (Choice37 Remix) (G-DRAGON)
OS k-pops do ano: Heartbreaker (Choice37 Remix) (G-DRAGON); COMA (B.A.P); Intro: Never Mind (BTS); Thunderous (Stray Kids); Wake Me Up (B.A.P.); Juliette (SHINee); Atlantis (SHINee); Drunk - Dazed (ENHYPEN); 0X1=LOVESONG (TXT); Celebrity (IU); DHALIA ((G)-idle); Blueming (IU)
As good vibes do ano: 80's Movie (Nick Carter); Low Key In Love (The Struts feat. Paris Jackson); Low Low (TEN & YANGYANG); Feel So Good (B.A.P.)
O feat. do ano: Low Key in Love (The Struts feat. Paris Jackson)
Grata surpresa do ano: Zitti e Buoni (Maneskin); Mr. Perfectly Fine (Taylor Swift)
Resgatada pelo shuffle: I2I (Tevin Campbell e Rosie Gaines)
Troféu Taylor Swift 2021: All Too Well (10 Minute Version)
Troféu anos 80: Young Hearts (Commuter)
Músicas lançadas em 2021 que amei ouvir: Take My Breath (The Weeknd); Bad Habits (Ed Sheeran); Butter (BTS); Paint Me Naked (TEN); Shivers (Ed Sheeran); Save Your Tears (The Weeknd feat. Ariana Grande); Love (Sweet Love) (Little Mix); Flames (MOD SUN feat. Avril Lavigne); All Too Well (10 Minute Version) (Taylor Swift)
Músicas que não são de 2021, mas que amei conhecer esse ano: Someday (Michael Learns To Rock); Strange Days (The Struts feat. Robbie Williams); Bluebird (Miranda Lambert); I Want You (Savage Garden); Easy Silence (The Chicks); Swimming in The Stars (Britney Spears); Tô Vivão (Pe Lanza feat. Thomas); 17 Crimes (AFI); 
São questões: Permission to Dance (BTS)


ÁLBUNS


Escutei pouco, mas gostei e deveria ter prestigiado mais: Ancient Dreams in a Modern Land (Marina, 2021)
Achei que ia amar, mas foi só ok: = (Ed Sheeran, 2021)
Foi bom enquanto durou: SOUR (Olivia Rodrigo, 2021)
O EP que amei ouvir em 2021: Elo (Lu Andrade)
O álbum que não foi lançado em 2021, mas ouvi bastante durante o ano, virou favorito e álbum do ano: evermore (Taylor Swift)
Outros álbuns que amei ouvir em 2021: Fearless (Taylor's Version) (Taylor Swift, 2021); Red (Taylor's Version) (Taylor Swift, 2021)

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Post escrito em 2025 com a ajuda dos dados do Last.FM.