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20 de dezembro de 2025

Mantendo um diário em 2025 | RETROSPECTIVA 2025


Em 2025 escrevi menos e me registrei menos. É algo curioso e não sei dizer o porquê disso ter acontecido; talvez seja só uma fase mesmo. De qualquer forma, em relação aos anos anteriores, o número de journals completos foi inferior. Iniciei o primeiro journal (Journal #28) do ano no dia 4 de janeiro e atualmente estou no Journal #31, que deve me acompanhar por pelo menos um mês em 2026.

Os journals de 2025 e o planner que também guarda registros

Journal favorito: #29
Journal menos favorito: #28

Boa parte do meu problema com o Journal #28 tem a ver com o caderno; tem também o fato de que durante boa parte dos registros desse journal não estive em um bom lugar do ponto de vista psicológico. Ainda assim, gosto de muitas das coisas que escrevi nesse caderno, das memórias e registros. Então não é um journal menos favorito que sinto que não poderei tirar algum proveito no futuro.

Já o Journal #29 traz uma soma de coisas que me fazem gostar mais dele do que dos demais. O principal sendo a aesthetic; é o journal que melhor capturou em seu visual a minha personalidade e essência em 2025. Ele também tem alguns insights e pensamentos bem legais.

Como tenho a sensação de que os meus registros em 2025 foram bem desconexos, não sei nem dizer se tive uma técnica favorita. Fiz mais do mesmo, que é um exercício de memória e talvez um pouco de fluxo de consciência.


Já em relação ao material, sem dúvidas este ano encontrei o melhor combo: caderno A5 de capa dura pautado e caneta gel. No caso, a Pentel EnergelX é a minha favorita e as cores que se destacaram foram  azul (é um royal blue, mas mais brilhante), Indigo Blue (da coleção Black Colors) e Marsala. Ah, e a melhor ponta é 0.5!

Em 2026 quero manter em mente que journaling é uma atividade leve, divertida e que não está na minha vida para acrescentar complicação e mais pressão. Mais que tudo, funciona como uma válvula de escape e é algo que faço por mim e pela minha saúde mental. Outro aspecto ao qual quero dedicar mais atenção é a questão do consumismo. Longe de mim julgar os gastos alheios com caderninhos, canetas, adesivos, etc. Deus sabe o tanto que já gastei com isso e o tanto que nunca me arrependi. Porém, me sinto meio sobrecarregada nesse departamento, então em 2026 quero evitar gastos em stationary. A palavra-chave é evitar, então acho que é mais uma questão de pensar bem antes de comprar itens novos.


  • 1 - 3: usei o final do journal para decorar as páginas com as washi tapes que usei no journal, assim como adesivos, rótulos e até cartões de loja (ephemera). Também gosto de criar uma playlist com as músicas que mais gostei de ouvir durante o período que usei o journal.
  • 4: resolvi fazer uma pilha com alguns dos cadernos que tenho na coleção, apenas esperando para serem transformados em journals. Decidi que vou completar essa pilha antes de comprar mais cadernos (ou pegar outros de tamanhos diferentes e que aguardam no armário). Estou empolgada para saber quais desses cadernos serão journals em 2026!

Tem também a questão dos espaços em branco numa folha de papel. Por alguma razão, eu sempre acho que preciso preencher o maior espaço possível e que deixar páginas em branco ou iniciar uma nova entrada em uma nova folha, mesmo que a folha anterior só tenha uma linha escrita, são um grande absurdo. Em 2026 quero parar com isso; as folhas e espaços em branco são respiros. Simples assim.

Total de journals completos: 3
Total de páginas escritas: aproximadamente 597

30 de dezembro de 2024

Mantendo um diário em 2024 | RETROSPECTIVA 2024


A prática de journaling já se tornou algo tão comum na minha vida que não tenho muito para acrescentar sobre este hábito em 2024. Acho que em alguns momentos, principalmente no início do ano, estava ansiosa e me pressionei para manter um journal; então gostaria de deixar as coisas mais leves em 2025. Gostaria de me lembrar que não preciso escrever se não estiver com vontade ou se não tiver nada para dizer. Só preciso me lembrar que o meu objetivo é me registrar, escrever para lembrar.


Journal #22: quando penso nesse journal, a primeira palavra em que penso é confusão. Nada faz muito sentido nos registros dessas páginas e também não gosto muito de como decorei as páginas. Comecei decorando de um jeito e depois me arrependi e mudei o estilo. Como disse, confusão.

Journal #23: meu maior problema com este journal é que quando comecei, ele já estava decorado há meses e não refletia mais a minha aesthetic pessoal do momento em que comecei a usá-lo. Fica aqui o lembrete para controlar a empolgação para decorar as páginas de um caderno novo assim que ele chega à coleção. Também me lembro que quando estava nesse journal, perdi bastante tempo pensando em tintas e canetas. Lembrando disso agora, resolvi que irei manter as coisas mais simples em 2025.

Journal #24: adorei decorar as páginas deste journal e o aspecto mais outonal. Também me empolguei voltando ao tamanho B6, apesar de preferir o formato A5. Sobre o conteúdo, já não me lembro muito bem, mas estava neste journal quando The Tortured Poets Department foi lançado e são suas páginas que guardam as minhas primeiras impressões do álbum.

Journal #25: este eu gostei ainda mais de decorar do que o anterior! Mantive a estética outonal com as fadas e lembro de ter passado por uma frustração inicial com uma tinta verde que havia escolhido especialmente para este journal, o que me fez retornar ao preto básico e também ao marrom.

Journal #26: é bem capaz de esse ser o journal mais bonito do ano; realmente gostei do resultado da decoração e da combinação de cores. Também acho que este é o journal mais importante que mantive este ano.

Journal #27: é difícil dizer o que penso desse journal, já que estou nele até agora. Acho que só vou saber com certeza o que acho dele daqui há um tempo. Este também é um journal que já estava decorado e, assim como aconteceu com o Journal #20, foi composto por dois daqueles cadernos que comprei na Daiso e que, provavelmente, são os meus favoritos. Tenho usado caneta tinteiro e gel e intercalado as cores preto e violeta/roxo.



Journal favorito:
Provavelmente, #25 e #26. São os mais bonitos do ano, deixei a minha criatividade solta e adorei o resultado. Em relação ao conteúdo, provavelmente, o #26; mas talvez o #27 também seja.


Journal menos favorito:
Sem dúvidas, o #22. Eu estava um caos e o journal, refletindo este estado, também ficou caótico.

Técnica favorita:
Em 2024, eu não testei nenhuma técnica diferente; talvez seja uma boa ideia pesquisar algumas para 2025.

Caneta favorita: 
O modelo safari genérico lilás que comprei no AliExpress, minhas Jinhao 82 nas cores lilás, rosa e bege. Coloquei uma pena <M> da Platinum na lilás (a caneta que comprei na Daiso simplesmente quebrou) e ficou perfeita! Minhas queridinhas Pentel Energel 0.5 retráteis também brilharam muito nas cores preto e violeta.




Tinta favorita:
Pelikan 4001 nas cores Royal Blue e Brilliant Black, além da minha misturinha Perfect Coffee.



Total de journals em 2024: 6
Total de páginas em 2024: aproximadamente 969

Objetivos para 2025:
Manter as coisas mais leves, sem me pressionar para escrever se não estiver com vontade. Usar as coisas que eu tenho ao invés de gastar dinheiro com coisas novas.

20 de agosto de 2024

Journaling em 2024 até o momento | Journal Chronicles #03

2024 tem sido um ano esquisito para mim no departamento de journaling. Na verdade, acho que é mais que esquisito; na verdade, não tenho sentido muito o hábito na minha vida desde o final do ano passado. Apesar da frequência com que escrevo para mim ter diminuído, ainda consigo manter alguma constância. Até o momento, já preenchi quatro cadernos em 2024. Só que algo está meio travado, meio morno; não tenho sentido aquela empolgação para escrever. Não sei se diria que estou passando por um journaling slump, mas definitivamente estou em uma fase meio sem graça.

Talvez seja apenas o reflexo de como a vida anda no momento? Ou talvez, de como eu acho que ela está andando no momento? Ou talvez seja porque estou vivendo um momento de silêncio e não sei bem como lidar com isso. Estou tão acostumada a estar sempre dialogando comigo na minha cabeça que quando resolvo ficar quieta, acho estranho e começo a pensar que deve ter algo de errado. Mas, sabe, os silêncios são necessários. E isso vai refletir na escrita, no journaling.

Em todo caso, tenho mantido alguma forma de registro como posso. Definitivamente a maior mudança nesse departamento da minha vida foi o abandono do bullet journal. Se não me engano, me mantive firme e forte nessa forma de organização de responsabilidades desde 2018, até que simplesmente não consegui mais suportar a ideia de precisar personalizar as páginas para que elas se adaptassem às minhas necessidades. Acho que esse é o ponto mais legal do método bullet journal e funcionou muito bem para mim durante todos esses anos, mas precisei mudar.

Então voltei para as agendas; neste caso, para uma agenda planner (nem sabia da existência deste conceito) e, mesmo estranhando no início, logo me adaptei. Ainda acho que não tenho necessidade de todas as funcionalidades e certamente algumas seções ficarão em branco até o final do ano, mas devo repetir a experiência em 2025; inclusive, já estou namorando os modelos da coleção da Cícero para o ano que vem. 

Ah, sim, este ano estou usando o modelo Pássaros - Floresta Tropical na cor branca, tamanho A5. Não estou me sentindo muito tropical este ano (aliás, só fui à praia uma vez e foi em janeiro), mas acho essa capa linda e certamente me sinto mais motivada a buscar uma vida organizada toda vez que vejo a capa bonita.

Já o journal da vez é o de número 26! Depois de dois cadernos em tamanho A5 nos quais me senti profundamente intimidada, resolvi mudar para B6. Tive duas experiências com o tamanho em 2022 e minhas boas lembranças ajudaram a tomar essa decisão em abril. Já estou no terceiro nessas medidas e acho que devo seguir assim até o fim do ano, mas nunca se sabe que tipo de mudança posso decidir fazer com a chegada da primavera. 😅

A falta de empolgação se estendeu também para a categoria das canetas, de forma que não saberia dizer se tenho algum tipo de preferência no momento. Na agenda, tenho usado a Pentel Energel retrátil de ponta 0.5 mm na cor navy blue e faço alguns detalhes usando um marcador verde pastel da Cis e também um verde água (turquesa?) pastel da Faber Castell que esqueci de fotografar. No journal, usei um pouco este outro modelo da Pentel Energel, da linha (?) Wave, na cor verde com ponta 0.7 mm e achei a cor bem bonita, mas detestei a falta de conforto proporcionada pela caneta. O pior é que comprei pela Amazon e tive que comprar mais de uma; e comprei da marrom também! 😭

Em algum momento, decidi parar de experimentar com cores e voltei para o preto básico. Usei um pouco essa Oval, da Spiral, que também tem ponta 0.7 mm e gostei de como a cor fica viva no papel e também de como ela é macia para escrever; mas senti que ela passou um pouco para o outro lado e depois de um tempo, começou a falhar. Ainda assim, valeu a experiência. Tenho uma azul também, que terei que usar eventualmente. Depois dessas duas experiências medianas com canetas gel, voltei para as tinteiro. A da vez é um modelo genérico da Lamy Safari que comprei na AliExpress; queria uma em cor pastel e me contentaria com um modelo Jinhao 777, mas como já tenho o trio macaron, fui atrás de outra cor (consumista, eu?) e acabei comprando logo três. A amarelinha é uma graça e a escrita é deliciosa, super macia, parece que está deslizando pelo papel.

Ela é ponta fina, mas acho que é um pouquinho mais grossa que as da Jinhao 777 e isso faz toda a diferença. Comprei também a de cor lilás, que é tão confortável e perfeita quanto a amarela. O mesmo não digo da branca que adquiri na mesma compra. Acho que é sempre uma questão de sorte e azar quando a gente compra esses produtinhos baratos da China. 

Segue abaixo um teste das canetas gel, caso alguém se interesse por esse tipo de coisa.

E por hoje é só! Até o próximo post! 😉


26 de janeiro de 2024

Mantendo um diário em 2023 | RETROSPECTIVA 2023

De forma geral, em 2023 o hábito de escrever no journal esteve tão presente na minha rotina que se tornou algo bem consistente. Diferente do que houve no ano passado, não me pressionei para escrever todos os dias e o hábito fluiu de forma bastante natural.

O maior aprendizado foi perceber quando o hábito se torna fonte de ansiedade por eu estar usando a ferramenta de forma errônea. Mais uma vez, me lembrei que o mais importante é a escrita e não a estética e quero cada vez mais voltar ao básico. Será que em 2024 conseguirei manter um journal sem decorar as páginas? Ou com apenas algumas colagens? Difícil saber.

Em determinados momentos, usei o journal de forma excessivamente autoanalítica (estudante de psicanálise, oi!) e acho que isso contribuiu também para a sensação de ansiedade. Então, quero voltar a trazer a leveza para a minha prática e a manter o foco na função de registro.

Com exceção do primeiro caderno de 2023 - o journal #15 -, todos os outros foram no estilo flex. Gostei, mas enjoei. Por ter sido, provavelmente, o meu estilo favorito em 2022, este ano acabei usando bastante e acho que vou dar um tempo no ano que vem. Ah, outro ponto: foi uma loucura usar cadernos com mais de 160 páginas! Eu disse que não iria repetir a experiência depois do journal #15, mas cinco cadernos depois lá estava eu cometendo esse absurdo com um journal de quase 300 páginas! Repito: uma loucura!

Para 2024, minha meta é voltar ao meu formato mais "clássico", isto é, os cadernos A5 de capa dura e cerca de 80 folhas.

Journal #15: o caderno mais bonito que usei em 2023, foi claramente feito para ser um diário. Espaçamento entre linhas satisfatórios, principalmente porque me permitiram usar canetas de ponta fina e grossa. Durante esse journal, vivi a saga em busca da cor marrom perfeita e, após misturar duas tintas, consegui! Porém, depois de 200 páginas, enjoei.

Journal #16: meu primeiro caderno Cícero e o journal em que mais gostei de escrever. No começo, achei que as linhas eram um pouco estreitas, mas logo consegui me adaptar. A qualidade do papel é realmente boa; usei caneta tinteiro e a tinta não vazou e também não fez sombra. Meus registros foram em azul, mais precisamente, a tinta Pelikan 4001 Blue Black.

Journal #17: gostei de como decorei as páginas usando bastante a cor azul, para combinar com a capa e também com a tinta. Porém, a qualidade do papel é a pior do ano. Realmente não gostei, achei muito fino. Porém, consegui contornar a situação usando apenas ponta extra fine.

Journal #18: apesar de estar gostando de escrever em azul, decidi mudar nesse journal e registrei em verde (Pelikan 4001 Dark Green); usei uma Pentel Energel 0.5 retrátil para escrever a data no início de cada registro e gostei da combinação; mantive a decoração das páginas com essas duas cores. A qualidade do papel é ok. Não é a melhor do mundo, mas é bem melhor que a do caderno anterior. O segredo aqui foi seguir escrevendo em ponta fina.

Journal #19: esse caderno foi o meu modelo favorito no ano passado e decidi reviver a emoção nesse journal. Infelizmente, o papel parece não reagir muito bem com caneta tinteiro e a minha experiência não foi tão boa quanto a anterior. Aqui voltei a escrever em marrom e usei o verde para escrever a data. As duas cores combinaram com os adesivos de café.

Journal #20: o maior journal de todos, com quase 300 páginas. Na verdade, ele foi composto por três cadernos iguais aos do journal anterior. Colei os três e usei washi tape para decorar a lombada. Mantive esse journal durante os meses de reforma em casa, quando todas as minhas coisas estavam guardadas em caixas; apesar de ser uma loucura, fez sentido na época, já que não queria correr o risco de não ter um journal para escrever. Fiquei nele durante quase todo o segundo semestre do ano e já estava bem enjoada quando finalmente cheguei ao fim. Quis testar outra marca de tinta e comprei a Graphite, da Diamine. Porém, também não funcionou e acabei comprando uma Pentel Energel 0.5. retrátil na cor Navy Blue. Foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado, adorei essa caneta.

Journal #21: ainda estou nesse journal e sei que ele vai me acompanhar até os primeiros dias de 2024. Apesar das experiências meio frustradas anteriores, decidi continuar tentando escrever com tinteiro e acho que finalmente encontrei a melhor opção para esse tipo de papel: minha fiel escudeira Jinhao 777 Powder Rosè, também conhecida como a minha primeira caneta e também a mais confiável. Estou usando outra tinta da Diamine, dessa vez é a cor Aurora Borealis; é um verde água lindo!

A Tina, do canal Overall Adventures, criou algumas categorias para fazer a retrospectiva dela no ano passado e gostei tanto que resolvi fazer aqui.

Journal favorito: o journal #16; amei o caderno, amei a tinta e o momento foi bom também, gosto dos registros que estão nas páginas desse journal.

Journal menos favorito: provavelmente, o #15 ou o #19. A vida é feita de altos e baixos e acho que esses cadernos têm os registros dos baixos de 2023. Provavelmente serão os journals do ano que menos terei vontade de ler no futuro.

Técnica favorita: registrar os meus sonhos logo que acordo. É impressionante como rapidamente nos esquecemos deles; eu mesma me esqueci de várias coisas e fiquei bem feliz de ter registrado.

Caneta favorita: a já mencionada Jinhao 777 na cor Powder Rosè; a minha linda Pelikan Jazz na cor Rose Gold; a Pentel Energel 0.5 retrátil na cor Navy Blue. 

Tinta favorita: Pelikan 4001 Blue Black. 2023 foi o ano em que me apaixonei por canetas tinteiro e tentei cores diferentes. Gostei de todas, mas acho que a Blue Black tem fortes chances de rivalizar com preto como minha cor preferida para escrever. Só lamento não ter encontrado ainda uma tinta Navy Blue.

Total de journals: 7

Número de páginas: aproximadamente 1146


Em relação aos meus objetivos para o ano que vem, não tenho muitos. Basicamente se resumem em não gastar com coisas novas (canetas, cadernos, tintas, adesivos, etc.) até eu terminar de usar o que já tenho. Espero conseguir :)

5 de abril de 2023

O primeiro journal que concluí em 2023! | Journal Chronicles #02


Esse foi o décimo quinto journal que concluí! O primeiro de 2023, comecei no dia 3 de janeiro e ele me acompanhou até o dia 25 de fevereiro. Praticamente dois meses me registrando nesse caderno claramente criado com o intuito de ser um diário e comercializado pelas lojas Marisa. Comprei em 2021, não resisto à esse design com Mickey retrô. Os detalhes em dourado, lateral das folhas em preto e a fita vermelha para marcar as páginas também são um charme.

De forma geral, gostei desse journal. As folhas têm um bom espaçamento entre as linhas, então deu para escrever com caneta de ponta fina e de ponta grossa. Aqui, me registrei com uma Jinhao 777 (minha primeira caneta tinteiro, na cor rose) e, depois, com uma Parker Frontier. A experiência foi bem interessante e me possibilitou ver as diferenças no desempenho da tinta. Com a Parker, talvez por ter uma ponta mais grossa e a tinta sair mais concentrada, pude perceber melhor as variações nos tons. Gostei disso.

E falando em tinta, foi uma verdadeira saga chegar ao tom exato. Decidi que, depois de um ano me registrando em tinta preta (esferográficas diversas e depois com tinteiro), queria experimentar outra cor. Depois de escolhido o journal, decidi que o ideal seria o marrom. Comprei a tinta Pelikan 4001 Brilliant Brown e detestei o resultado. A cor ficou muito clara, parecendo um laranja. Aí, assisti uns vídeos sobre mistura de tintas e decidi comprar Brilliant Black, da mesma marca, para achar o marrom ideal. Depois de algumas tentativas, cheguei ao tom perfeito de café. Decidi chamar de Perfect Coffee, porque sou dessas, e guardei a mistura em um vidrinho de geleia que estava de bobeira aqui em casa.

Voltando ao journal, a gramatura das folhas também é satisfatória; não tem muito shading.  Acho que o meu único "porém" é a quantidade de folhas. Não é exatamente um problema, principalmente quando o objetivo é que o journal dure bastante tempo. Mas eu me acostumei a concluir os meus cadernos relativamente rápido (até porque acumulei uma quantidade considerável ao longo dos anos; sou a louca da papelaria e não posso ver um caderninho bonito), então fiquei meio desesperada ao ver que esse parecia nunca acabar, mesmo eu mantendo um hábito bastante consistente de escrita. Depois de enumerar, a contagem de páginas chegou a 286! Não gosto de dizer que nunca vou repetir a experiência (até porque tenho outro caderno desse tipo também comprado na Marisa), mas devo demorar para repetir a experiência.

Depois que concluí, optei por algo menos intimidador e, aproveitando uma promoção relâmpago na Amazon, investi no meu primeiro Cícero. A experiência tem sido interessante, mas vou deixar para falar disso quando concluir esse journal. Não deve demorar, faltam só algumas páginas.



15 de maio de 2022

Sobre manter um journal & dicas para quem quer começar | Journal Chronicles #01

Falta pouco menos de um mês para entrarmos oficialmente na metade do ano, mas acho que já posso afirmar que 2022 está sendo meu ano de journaling. Não que eu já não venha mantendo o hábito da escrita como forma de registrar meu eu do presente como uma lembrança para o meu eu do futuro há um tempo, mas esse ano está sendo diferente. É como se eu estivesse um pouco mais consciente do que estou fazendo quando me coloco na situação de me transferir para uma folha de papel com o auxílio de uma caneta. Então, pela primeira vez, me sinto confortável para compartilhar algumas dicas com quem me acompanha. Minha intenção é dividir um pouco do que aprendi ao longo dos anos e, ao mesmo tempo, auxiliar quem quer começar a manter um journal e não sabe muito bem por onde começar.


Ao pesquisar a tradução da palavra journaling no Google, a definição que obtemos é diário. Na superfície, acho que faz sentido, mas na minha percepção, journaling é mais que isso. Muito mais do que manter registros dos acontecimentos dos nossos dias, um journal mantém registros da nossa jornada. Pode parecer a mesma coisa, mas não é. Gosto de pensar que há algo de mais profundo e poético na escrita de um journal, é como se usássemos suas páginas para deixar impressões digitais dos nossos sentimentos e reflexões, que muitas vezes surgem a partir dos acontecimentos dos nossos dias. É como uma fotografia na forma de manuscrito.

Existem estudos sobre os benefícios do journaling como uma ferramenta eficaz de autoconhecimento e que pode auxiliar na manutenção da nossa saúde mental e até na prevenção de doenças que afetam a memória. Tenho certeza que essas funcionalidades são realmente eficientes e estaria mentindo se elas também não estivessem por trás das minhas razões para manter um journal, porém vou além: para mim, manter um journal é uma forma de autocuidado e amor próprio. É algo que faço pensando apenas no meu próprio bem-estar emocional e com o intuito de manter equilíbrio mental. Isso ocorre quando desabafo sobre algum desentendimento que tive com alguém, quando escrevo sobre meus medos e anseios em relação ao futuro sempre incerto ou quando registro todas as emoções que me foram proporcionadas por qualquer lançamento da Taylor Swift. Os assuntos são variados e, por eu ser a minha própria editora, decidi que não preciso seguir linha editorial e nem manter um limite de palavras; quanto mais páginas por entrada, melhor!

Grifa-texto para marcar a data, adesivo para decorar as páginas, mudar de caneta no meio do registro porque a tinta está falhando ou a ponta não é macia, escrever em caixa alta para deixar claro que estou gritando, caligrafia feia porque estou cansada ou com muita pressa para colocar meus pensamentos no papel... tudo é válido e parte do processo que é manter um journal. No futuro, o que parecia um defeito era, na verdade, parte da magia que é se registrar em papel. A gente descobre muito sobre si a partir de garranchos, ingressos guardados, fotos de k-pop idols e washi tapes coloridas. É por isso que eu acho que todo mundo tinha que manter um journal. 

Journaling 101


Agora, vamos às dicas para quem quer manter esse hábito, mas não sabe por onde começar.

Seja verdadeiro. Parece óbvio, mas o lembrete é sempre válido. Você está escrevendo para você e é você quem irá ler as páginas no futuro, então não faz muito sentido se censurar, certo? Escreva sobre a sua vida como você realmente a percebe, sem filtros. Não tenha medo de enaltecer algo ou de admitir alguma falha, até porque você é humano e como tal, é complexo. Então, faz sentido que o seu journal reflita isso. 

Escreva regularmente. Essa é uma dica que eu gostaria de ter seguido mais, pois durante alguns períodos eu só escrevia no meu journal em dias ruins, como desabafo. Agora, sempre que releio aquelas páginas, fico com a sensação de que minha vida foi só uma sequência de tragédias. Por isso, tente escrever com regularidade, nos dias bons e ruins. Até aqueles dias em que nada parece ter acontecido merecem algum destaque, já que eles também fazem parte do todo que é a sua vida. 

Escolha materiais de que goste. Para começar a manter um journal, não é necessário muito mais que um caderno e uma caneta; justamente por isso, escolha aquilo que você gosta. O seu journal tem que ser atraente para que você se sinta motivado à escrever nele, ou seja, uma caneta confortável, um papel de boa gramatura e uma capa bonita valem ouro e fazem toda a diferença. Antes de começar, faça uma pesquisa na internet e opte por aquilo que faz mais sentido para você. Ah, e se permita ir descobrindo as suas preferências aos poucos. Dificilmente o seu primeiro caderno será o journal perfeito, até porque isso nem existe; então, veja o que funciona e o que deu errado e tente acertar no próximo. Acredite, você vai adorar o processo.

Faça um índice e enumere as páginas. Pode dar preguiça, mas faz muita diferença no momento em que você quer se lembrar de alguma ocasião ou sentimento. Antes de começar a escrever o journal, enumere as páginas e deixe a primeira página em branco para o índice, que você pode preencher aos poucos ou após concluir o caderno. Só depois de quatro cadernos é que adotei esse hábito, não sejam como eu.

Decore as páginas. Não é todo mundo que vai se interessar por essa dica, mas achei interessante colocar aqui porque me ajudou quando estava em uma fase em que precisava escrever, mas não encontrava ânimo para fazer isso. Decorar as páginas é um jeito de deixar o journal menos intimidador, já que isso pode aliviar a pressão imposta pela página em branco; também pode funcionar como uma forma de deixar o caderno mais atraente em períodos de desmotivação. Para aqueles que lidam com ansiedade, a atividade pode ser terapêutica. Não tem problema se você não é um Artista, pois todo mundo é artista da própria vida e do próprio journal, então faça o que quiser com as páginas do seu caderno. Eu costumo usar grifa-texto, washi tapes, adesivos, recortes e fotos. Tudo é válido, deixe a sua criatividade te conduzir.

Use prompts (comandos). A internet está cheia de listas de prompts que podem ajudar quem é iniciante e não sabe sobre o que escrever ou até os mais experientes que passam por uma fase de bloqueio. Você pode imprimir essas listas e colar no seu journal ou fazer a sua própria lista em uma das primeiras páginas para quando sentir vontade de escrever, mas estiver sem inspiração. Em todo caso, aqui vão alguns que acho que podem ser úteis para quem quer começar o seu primeiro journal e precisa de um incentivo:

  • Se apresente. Fale um pouco sobre você, qual é a sua história até agora, como você se enxerga.
  • Por que você quer manter um journal? Você pode discorrer sobre isso ou fazer uma lista dos motivos.
  • Faça um resumo da sua vida no momento e como você está se sentindo
  • Favoritos! Livros, filmes, séries, músicas, etc. Podem ser da vida toda ou só de agora. Fale do porquê de serem os seus favoritos. Falar das coisas que a gente gosta é uma ótima forma de desbloquear algumas travas.
  • Registre um fato sobre o seu dia. Pode ser o mais aleatório e banal, vai ser divertido reler no futuro.

Se permita não escrever. Minha última dica do post e uma das mais importantes. Journaling é para ser uma atividade positiva e que nos faça bem, então não tem porque complicar, certo? Se você não estiver sentindo vontade de escrever, não escreva e não se sinta culpado por isso. Acho essa uma dica valiosa principalmente pelos tempos em que vivemos, em que se exige produtividade o tempo todo, excelência em tudo, além de uma cobrança desumana . O mundo e a sociedade já colocam pesos demais nas nossas costas, a última coisa que precisamos é que mais pesos sejam adicionados por nós mesmos. Se a vontade de escrever sumir, seja gentil com você mesmo e não se preocupe, uma hora ela volta. Aproveite o seu tempo com outras atividades.

♡

28 de janeiro de 2022

life goes on... | journal pages #01

Estamos caminhando para o fim do primeiro trimestre do ano e eu não faço ideia do que ele representou para mim. Foram meses muito estranhos. Há uma certa retomada de normalidade, ainda que não esteja tudo normal. Mas é aquilo: life goes on...

Então a gente busca se ajustar e tenta seguir na medida do possível. Para mim, acho que o mais importante desses primeiros meses foi poder voltar a enxergar a possibilidade de fazer planos e, com isso, conseguir visualizar um futuro diferente do presente. É um futuro meio incerto, mas não foi assim sempre?

Ontem resolvi voltar para o Twitter. Retomei o meu antigo username. À princípio, é só para eu ter um lugar para compartilhar links de coisas que gosto ou postei na internet. Não acho que saiba mais usar a rede como antigamente e nem sei se quero saber. Na verdade, sei sim! Não quero! Hoje a minha saúde mental é algo que eu valorizo muito mais e me afastar ao máximo da toxicidade daquele espaço e sua bolha é algo que importa para mim. É necessário silenciar os ruídos para que se possa ouvir a própria voz.

Então é isso; o Twitter é só para eu ter um espaço de compartilhamento. Ainda não faço ideia de como farei a minha voz ter algum alcance por lá. Pensando bem, também não sei dizer se quero um alcance. Só quero um espaço para falar quando sentir vontade. E, quem sabe, conversar com pessoas que pensem igual. Pode ser que eu use mais do que eventuais compartilhamentos de links. Mas, sinceramente, não sei como será. É uma experiência. Se for ruim, posso sempre excluir novamente.

Começo a perceber enquanto escrevo essas palavras que voltar ao site com um perfil pessoal é quase como meu jeito de dizer que estou pronta para voltar à vida depois da pandemia. Depois dos meus anos perdidos. Ontem li um texto ótimo da Maki no blog Desancorando em que ela fala justamente dos Anos Perdidos e como praticamente todo mundo passa por essa fase na vida. E isso não quer dizer que você precise ser definido por eles; são só um capítulo em uma história bem maior e complexa.

Eu ainda não sei o que os meus anos perdidos representaram e nem quais lições eles me ensinaram, mas estou pronta para deixá-los e seguir em frente. Hoje começo a valorizar a paciência e tenho aprendido a exercê-la. Uma hora tudo vai se encaixar e eu vou entender o que agora ainda está confuso, vou processar as lições que já assimilei de forma inconsciente e vou passar por aquele momento em que tudo faz sentido e balanço a cabeça sorrindo para mim e digo "ah, então era isso que o universo estava querendo me ensinar!". Esse momento vai chegar e eu estou pronta para ele. Mal posso esperar!

♡