26 de janeiro de 2024

Mantendo um diário em 2023 | RETROSPECTIVA 2023

De forma geral, em 2023 o hábito de escrever no journal esteve tão presente na minha rotina que se tornou algo bem consistente. Diferente do que houve no ano passado, não me pressionei para escrever todos os dias e o hábito fluiu de forma bastante natural.

O maior aprendizado foi perceber quando o hábito se torna fonte de ansiedade por eu estar usando a ferramenta de forma errônea. Mais uma vez, me lembrei que o mais importante é a escrita e não a estética e quero cada vez mais voltar ao básico. Será que em 2024 conseguirei manter um journal sem decorar as páginas? Ou com apenas algumas colagens? Difícil saber.

Em determinados momentos, usei o journal de forma excessivamente autoanalítica (estudante de psicanálise, oi!) e acho que isso contribuiu também para a sensação de ansiedade. Então, quero voltar a trazer a leveza para a minha prática e a manter o foco na função de registro.

Com exceção do primeiro caderno de 2023 - o journal #15 -, todos os outros foram no estilo flex. Gostei, mas enjoei. Por ter sido, provavelmente, o meu estilo favorito em 2022, este ano acabei usando bastante e acho que vou dar um tempo no ano que vem. Ah, outro ponto: foi uma loucura usar cadernos com mais de 160 páginas! Eu disse que não iria repetir a experiência depois do journal #15, mas cinco cadernos depois lá estava eu cometendo esse absurdo com um journal de quase 300 páginas! Repito: uma loucura!

Para 2024, minha meta é voltar ao meu formato mais "clássico", isto é, os cadernos A5 de capa dura e cerca de 80 folhas.

Journal #15: o caderno mais bonito que usei em 2023, foi claramente feito para ser um diário. Espaçamento entre linhas satisfatórios, principalmente porque me permitiram usar canetas de ponta fina e grossa. Durante esse journal, vivi a saga em busca da cor marrom perfeita e, após misturar duas tintas, consegui! Porém, depois de 200 páginas, enjoei.

Journal #16: meu primeiro caderno Cícero e o journal em que mais gostei de escrever. No começo, achei que as linhas eram um pouco estreitas, mas logo consegui me adaptar. A qualidade do papel é realmente boa; usei caneta tinteiro e a tinta não vazou e também não fez sombra. Meus registros foram em azul, mais precisamente, a tinta Pelikan 4001 Blue Black.

Journal #17: gostei de como decorei as páginas usando bastante a cor azul, para combinar com a capa e também com a tinta. Porém, a qualidade do papel é a pior do ano. Realmente não gostei, achei muito fino. Porém, consegui contornar a situação usando apenas ponta extra fine.

Journal #18: apesar de estar gostando de escrever em azul, decidi mudar nesse journal e registrei em verde (Pelikan 4001 Dark Green); usei uma Pentel Energel 0.5 retrátil para escrever a data no início de cada registro e gostei da combinação; mantive a decoração das páginas com essas duas cores. A qualidade do papel é ok. Não é a melhor do mundo, mas é bem melhor que a do caderno anterior. O segredo aqui foi seguir escrevendo em ponta fina.

Journal #19: esse caderno foi o meu modelo favorito no ano passado e decidi reviver a emoção nesse journal. Infelizmente, o papel parece não reagir muito bem com caneta tinteiro e a minha experiência não foi tão boa quanto a anterior. Aqui voltei a escrever em marrom e usei o verde para escrever a data. As duas cores combinaram com os adesivos de café.

Journal #20: o maior journal de todos, com quase 300 páginas. Na verdade, ele foi composto por três cadernos iguais aos do journal anterior. Colei os três e usei washi tape para decorar a lombada. Mantive esse journal durante os meses de reforma em casa, quando todas as minhas coisas estavam guardadas em caixas; apesar de ser uma loucura, fez sentido na época, já que não queria correr o risco de não ter um journal para escrever. Fiquei nele durante quase todo o segundo semestre do ano e já estava bem enjoada quando finalmente cheguei ao fim. Quis testar outra marca de tinta e comprei a Graphite, da Diamine. Porém, também não funcionou e acabei comprando uma Pentel Energel 0.5. retrátil na cor Navy Blue. Foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado, adorei essa caneta.

Journal #21: ainda estou nesse journal e sei que ele vai me acompanhar até os primeiros dias de 2024. Apesar das experiências meio frustradas anteriores, decidi continuar tentando escrever com tinteiro e acho que finalmente encontrei a melhor opção para esse tipo de papel: minha fiel escudeira Jinhao 777 Powder Rosè, também conhecida como a minha primeira caneta e também a mais confiável. Estou usando outra tinta da Diamine, dessa vez é a cor Aurora Borealis; é um verde água lindo!

A Tina, do canal Overall Adventures, criou algumas categorias para fazer a retrospectiva dela no ano passado e gostei tanto que resolvi fazer aqui.

Journal favorito: o journal #16; amei o caderno, amei a tinta e o momento foi bom também, gosto dos registros que estão nas páginas desse journal.

Journal menos favorito: provavelmente, o #15 ou o #19. A vida é feita de altos e baixos e acho que esses cadernos têm os registros dos baixos de 2023. Provavelmente serão os journals do ano que menos terei vontade de ler no futuro.

Técnica favorita: registrar os meus sonhos logo que acordo. É impressionante como rapidamente nos esquecemos deles; eu mesma me esqueci de várias coisas e fiquei bem feliz de ter registrado.

Caneta favorita: a já mencionada Jinhao 777 na cor Powder Rosè; a minha linda Pelikan Jazz na cor Rose Gold; a Pentel Energel 0.5 retrátil na cor Navy Blue. 

Tinta favorita: Pelikan 4001 Blue Black. 2023 foi o ano em que me apaixonei por canetas tinteiro e tentei cores diferentes. Gostei de todas, mas acho que a Blue Black tem fortes chances de rivalizar com preto como minha cor preferida para escrever. Só lamento não ter encontrado ainda uma tinta Navy Blue.

Total de journals: 7

Número de páginas: aproximadamente 1146


Em relação aos meus objetivos para o ano que vem, não tenho muitos. Basicamente se resumem em não gastar com coisas novas (canetas, cadernos, tintas, adesivos, etc.) até eu terminar de usar o que já tenho. Espero conseguir :)

20 de janeiro de 2024

1989 (Taylor's Version) (Taylor Swift, 2023) | TayloReview #05

Entre os acontecimentos da última semana que mais me marcaram de alguma forma está o fato de que finalmente me entreguei ao 1989 (Taylor's Version). Acho que a minha vida estava tão caótica e desconectada que não estava conseguindo dar atenção às coisas que normalmente me deixam feliz. Mas, assim, sem muita explicação, lá estava eu apertando o play no Spotify e me permitindo contagiar pela obra-prima pop da Taylor Swift. 

Porque é isso, nenhum álbum pop dela vai superar o 1989. Nem mesmo a regravação. Ainda assim, há algo de especial em ouvir a Taylor Swift revivendo as músicas tantos anos depois. Aliás, praticamente uma década depois.

A voz dela está mais potente e a produção, de forma geral, está mais avançada com  novas tecnologias; e isso é bom, porém a emoção e atmosfera geral são outras. Tantos anos já se passaram que é como se a Taylor já não se lembrasse de como se sentiu quando escreveu as músicas do 1989. E acho que isso é bem normal, até porque ela viveu novas experiências e outros amores depois disso. Sem contar todas as conquistas profissionais que vieram após o álbum.

Em 2014, a Taylor queria se reinventar para se manter relevante na indústria, se desafiar e provar que ainda merecia ocupar seu espaço. O resultado é um trabalho que capturou todo esse anseio, assim como toda a loucura e intensidade que é ter vinte e poucos anos e ser enxergado como um adulto, mas sem se sentir como um. No fundo, a década dos vinte é como uma adolescência tardia para os millennials.

Toda essa atmosfera se perde na regravação, já que hoje a Taylor é uma mulher com uma carreira bem consolidada e com méritos profissionais reconhecidos e premiados. Toda a insegurança da jovem de 24 anos já não existe mais. É bem provável que a Taylor ainda tenha algumas incertezas, mas ela sabe quem ela é, o que quer fazer, para onde quer ir e o que esperar profissionalmente. Ela não precisa se provar mais. E acho que é justamente essa confiança que tira um pouco do brilho da regravação do 1989.

Ainda assim, gostei de finalmente ter conseguido ouvir o álbum e apreciar o projeto pelo que ele é. Como muitos, também considero algumas das escolhas de produção questionáveis e responsáveis por prejudicar algumas faixas; mas não quaisquer faixas e sim algumas das melhores do 1989 e da carreira da Taylor. Particularmente, músicas que eram minhas favoritas do álbum.

Lembro que em 2016, quando me tornei swiftie, nem pensava duas vezes antes fazer o meu top 3 do álbum: New Romantics, Out of The Woods e Style. Dessas, apenas uma ficou boa  - aliás, melhor que a original - na regravação: Out of The Woods. Style ficou esquisita e New Romantics parece uma demo.

Sobre as faixas From The Vault, dá para dizer com 100% de certeza que é a melhor seleção até o momento (tenho altas expectativas pelo que virá com a regravação do reputation). Todas as músicas são ótimas e a minha favorita é Say Don't Go, mas Suburban Legends tem um charme que pode torná-la uma favorita.

26 de dezembro de 2023

Meus Decks de Tarot favoritos em 2023 | RETROSPECTIVA 2023


2023 foi um ano meio esquisito para mim, de forma geral, e acho que isso refletiu também na forma como usei as cartas. Comparando com as listas dos anos anteriores, acho essa bem peculiar; mas gosto dela mesmo assim. Aqui está o meu TOP 5:


X - Mas Elf Tarot 
Um deck bem divertido que encontrei no AliExpress; perfeito para as festas de fim de ano, com a dose certa de fantasia, brincadeira e sinceridade. Não posso dizer que fiz leituras profundas com ele, mas estaria mentindo se dissesse que tive esse objetivo. No geral, é um deck confiável e que acredito que se tornará mais familiar com o passar dos anos.



Tarot of the Pagan Cats (Mini)
Comprei para ler para o Chico e também porque agora estou apaixonada por gatinhos. É um deck fácil de ler e mescla bem o universo felino com o RWS, mas algumas cartas são mais enigmáticas e exigem certa pesquisa. Então acho que será interessante no futuro fazer um 'deep dive' e estudar as cartas.



Mermaid Tarot
 
Forte candidato a se tornar o meu deck preferido; não sei explicar, mas senti algo parecido com o que senti com o Everyday Witch Tarot, apesar de não conseguir ler intuitivamente tão rápido com ele. Para ser justa, estava ansiosa e com muita dificuldade para manter o foco dos pensamentos. Pretendo me aprofundar nele em 2024.



Dreaming Way Tarot
Acho que foi o deck que mais me fez companhia, o período em que o usei foi longo e gostei muito. Esse é outro que já entrou na lista de favoritos; é um deck excelente para períodos de ansiedade e confusão mental. Passa uma sensação de tranquilidade e as mensagens são claras.



The Rider Tarot
 
Compra errada, mas que não consegui devolver. Gostei do tamanho das cartas e, de certa forma, ele veio ocupar o espaço deixado pelo meu primeiro RWS. É um dos meus decks favoritos do ano e dá pra dizer que, apesar de não ser o meu RWS favorito, é um deck bastante confiável.

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20 de outubro de 2023

TOP 10: meus decks de tarot favoritos

Decidi que já era tempo de fazer um top 10, visto que já estou nessa jornada com o tarot há pouco mais de dois anos e já usei baralhos o suficiente para conseguir fazer uma lista com dez deles.

10º Mystical Manga Tarot

Às vezes eu tenho a sensação de que já atingi o meu limite com esse deck. De fato, ele traz muito mais do que um primeiro olhar pode perceber e eu tenho certeza de que não encontrei boa parte dos detalhes. Porém, sinto que estou enjoada das imagens.

Não sei dizer exatamente o porquê, mas acho que tem relação com o período intenso que passei com ele logo que o adquiri. Eu estava bem ansiosa e estudando bastante e acho que acabei usando demais esse deck. Em todo caso, é um deck pelo qual sou bastante grata pois aprendi bastante com as imagens e as interpretações dos arcanos; e o guidebook é ótimo, um dos meus favoritos. Mesmo assim, sinto que dificilmente irei escolher este deck para fazer leituras no futuro. Talvez seja o momento de aposentá-lo? Não sei. Em todo caso, é um deck que acho bem bonito e que sem dúvidas marcou a minha jornada com o tarot, o que faz com que ele seja merecedor de entrar nesta lista.



9º Mystic Faerie Tarot
Meu primeiro deck! É verdade que eu tive um tarot de Marselha antes, mas nunca me conecte com ele e/ou aprendi muito, então foi este deck delicado de fadas que me introduziu de verdade ao universo das cartas de tarot.

É um deck bem surpreendente e que engana um pouco por conta da aparência mais leve. Por estar ainda no início da minha jornada, não consegui compreender as cartas totalmente; em todo caso, este é um deck bastante sapeca! Eu sempre tenho a impressão de que ele quer me pregar uma peça, porém ele é eficaz quando quer passar uma mensagem direta.

A verdade é que preciso dedicar um período longo para passar com as fadinhas do jardim místico. Esse é um deck que esconde várias camadas por trás das fadas delicadas e sinto que a minha relação com essas cartas deve se aprofundar com o passar dos anos conforme eu for estudando e aprendendo mais.



8º Morgan Greer Tarot
Esse é um deck especial. Lembro de assistir vídeos de walkthrough no Youtube e sentir uma conexão com as imagens. Acredito que isso tenha acontecido por causa do estilo meio hippie já que é um deck que foi lançado nos anos 1970. É quase como se fosse possível ouvir as músicas da época quando olho para as cartas.

Ainda não consegui passar um período longo usando apenas essas cartas, mas em 2022 usei o deck para fazer uma tiragem de aniversário e desde então ele é a escolha oficial quando completo mais um ciclo de vida. 

As cartas trazem representações bem parecidas com as do Rider Waite Smith, mas têm detalhes que possibilitam interpretações bem interessantes. Apesar de agora ele ocupar a 8ª posição, acredito que isso possa mudar com o passar dos anos.



7º Mermaid Tarot
Mais um deck recente na lista! Usei pela primeira vez em 2023, durante o verão, e mesmo não conseguindo me aprofundar nas cartas, pude perceber que elas são bastante ricas. É um deck com camadas e parece destacar pontos menos evidentes nos arcanos. Gostei disso porque faz com que eu perceba outros aspectos das cartas.

Outro ponto que adorei é a interpretação das cartas da corte! De forma simples, mas eficaz, é um deck bastante didático no aprendizado dessas cartas.

Adoro sereias e esse deck é, além de lindo, rico na mitologia desses seres das águas. Sei que vou me conectar mais profundamente com ele nos próximos anos. Ah, esse é um deck com perfil top 5 e que, com certeza, ficará na lista por muitos anos.



6º Llewellyn's Classic Tarot
Esse é um deck divertido. Lembro que quando o vi pela primeira vez, não muito sentido em tê-lo na minha coleção, mas depois de alguns meses decidi ceder e comprei. Usei bastante logo que ele chegou aqui em casa e até hoje lembro com carinho do período em que estive em sua companhia.

Acho que o que mais gosto nele é o ar divertido e as cores vivas que fazem as imagens parecer em movimento. Elas parecem histórias em quadrinhos, ou desenho animado. Esse aspecto dá um ar menos sério para o tarot e faz o aprendizado ser mais leve. 

Não sei se com o passar dos anos esse deck vai permanecer na lista, mas agora faz sentido que esteja aqui.



5º Tarot of The Sweet Twilight
Sem dúvidas esse é o deck esquisito da lista. Ele tem uma vibe própria e, provavelmente, é o único da lista que eu não recomendaria para todo mundo.

Esse é um deck com personalidade; no caso, a de um adolescente emocore dos anos 2000 que gosta dos filmes do Tim Burton e também de surrealismo. Gosto dele porque ele não diz nada sobre mim hoje, mas muito sobre meu eu adolescente. É um deck sensível e bastante confuso; é como se ele não soubesse para onde está indo e nem o que ele quer dizer; ele é meio perdido e, ao que tudo indica, tem o seu próprio sistema.

É um deck que me deixa nostálgica e que, ao mesmo tempo, evito usar porque sempre me faz viajar para as profundezas da minha psique. Sei que este é um deck para poucas ocasiões, mas também sei que estas cartas nunca sairão da minha coleção.



4º Dreaming Way Tarot
Até o momento, este é o deck mais recente da minha lista. Comecei a usar só agora em 2023, mas já foi o suficiente para saber que ele é um deck top 5.

O que mais gosto nele é atmosfera leve e de cores em tom pastel. A arte também me transmite uma sensação de paz e tranquilidade. É um excelente deck para trabalhar em períodos de ansiedade. Digo isso porque, mesmo com a dificuldade em manter o foco, consegui compreender muito bem as mensagens. É um deck que consegue me acalmar e é realmente lindo.



3º Crystal Visions Tarot
Se eu fosse um deck de tarot, eu seria o Crystal Visions Tarot! A energia dele e a vibe geral é muito minha cara. Ele tem uma estética mágica, mística, de fantasia e também sonhadora. E mesmo com esse ar de sonho e contos de fada, este é um deck com mensagens bem certeiras.



2º Everyday Witch Tarot
O primeiro deck que considerei favorito! Não tenho muito o que falar para além do que já falei anteriormente, não me canso dele e acho que não vai ter um ano em que ele fique parado na estante esperando para ser usado.

O que mais gosto é que com o passar dos anos nossa relação já é bem próxima e as cartas me trazem certa familiaridade mesmo com tantas coisas ainda para descobrir sobre elas.



1º Radiant Wise Spirit Tarot
Ainda não sei qual é o meu RWS favorito, mas na última vez em que parei para pensar sobre isso, decidi que era esse Radinat Wise Spirit. De qualquer forma, não tem como competir com a arte de Pamela Colman Smith, visto praticamente todos os demais decks da lista são baseados nela.

O que mais gosto no RWS é que as cartas são carregadas de simbologia que às vezes passa despercebida, mas que conforme vamos aprofundando a relação com o deck , se tornam evidentes. Em relação à versão Radiant Wise Spirit, o que mais me atrai é justamente a coloração mais vibrante e que parece trazer mais vida às imagens; sem dúvidas é um deck do qual nunca me canso e que acho que sempre estará na lista.

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5 de abril de 2023

O primeiro journal que concluí em 2023! | Journal Chronicles #02


Esse foi o décimo quinto journal que concluí! O primeiro de 2023, comecei no dia 3 de janeiro e ele me acompanhou até o dia 25 de fevereiro. Praticamente dois meses me registrando nesse caderno claramente criado com o intuito de ser um diário e comercializado pelas lojas Marisa. Comprei em 2021, não resisto à esse design com Mickey retrô. Os detalhes em dourado, lateral das folhas em preto e a fita vermelha para marcar as páginas também são um charme.

De forma geral, gostei desse journal. As folhas têm um bom espaçamento entre as linhas, então deu para escrever com caneta de ponta fina e de ponta grossa. Aqui, me registrei com uma Jinhao 777 (minha primeira caneta tinteiro, na cor rose) e, depois, com uma Parker Frontier. A experiência foi bem interessante e me possibilitou ver as diferenças no desempenho da tinta. Com a Parker, talvez por ter uma ponta mais grossa e a tinta sair mais concentrada, pude perceber melhor as variações nos tons. Gostei disso.

E falando em tinta, foi uma verdadeira saga chegar ao tom exato. Decidi que, depois de um ano me registrando em tinta preta (esferográficas diversas e depois com tinteiro), queria experimentar outra cor. Depois de escolhido o journal, decidi que o ideal seria o marrom. Comprei a tinta Pelikan 4001 Brilliant Brown e detestei o resultado. A cor ficou muito clara, parecendo um laranja. Aí, assisti uns vídeos sobre mistura de tintas e decidi comprar Brilliant Black, da mesma marca, para achar o marrom ideal. Depois de algumas tentativas, cheguei ao tom perfeito de café. Decidi chamar de Perfect Coffee, porque sou dessas, e guardei a mistura em um vidrinho de geleia que estava de bobeira aqui em casa.

Voltando ao journal, a gramatura das folhas também é satisfatória; não tem muito shading.  Acho que o meu único "porém" é a quantidade de folhas. Não é exatamente um problema, principalmente quando o objetivo é que o journal dure bastante tempo. Mas eu me acostumei a concluir os meus cadernos relativamente rápido (até porque acumulei uma quantidade considerável ao longo dos anos; sou a louca da papelaria e não posso ver um caderninho bonito), então fiquei meio desesperada ao ver que esse parecia nunca acabar, mesmo eu mantendo um hábito bastante consistente de escrita. Depois de enumerar, a contagem de páginas chegou a 286! Não gosto de dizer que nunca vou repetir a experiência (até porque tenho outro caderno desse tipo também comprado na Marisa), mas devo demorar para repetir a experiência.

Depois que concluí, optei por algo menos intimidador e, aproveitando uma promoção relâmpago na Amazon, investi no meu primeiro Cícero. A experiência tem sido interessante, mas vou deixar para falar disso quando concluir esse journal. Não deve demorar, faltam só algumas páginas.