A leitura de "Noah foge de casa" foi uma experiência bastante agradável e a história apresentada por John Boyne, além de muito fofa, se revelou uma surpresa. Narrado em terceira e em primeira pessoa, o infantojuvenil parece o tipo de história para ser lida em voz alta para uma criança. É impossível não se emocionar ou se deixar cativar pelo enredo com ar de mistério e aspectos sutis de fantasia.
13 de fevereiro de 2015
Noah foge de casa (John Boyne)
A leitura de "Noah foge de casa" foi uma experiência bastante agradável e a história apresentada por John Boyne, além de muito fofa, se revelou uma surpresa. Narrado em terceira e em primeira pessoa, o infantojuvenil parece o tipo de história para ser lida em voz alta para uma criança. É impossível não se emocionar ou se deixar cativar pelo enredo com ar de mistério e aspectos sutis de fantasia.
30 de janeiro de 2015
O garoto no convés (John Boyne)
Em O garoto no convés, John Boyne entrega ao leitor um romance histórico e de formação, trazendo a história de John Jacob Turnstile, um rapaz que terá a sua vida transformada após integrar a tripulação do famoso navio HMS Bounty.
16 de janeiro de 2015
Eu sou Malala (Malala Yousafzai & Christina Lamb)
Após ser baleada por um membro do Talibã, em 2012, Malala Yousafzai se tornou conhecida em todo o mundo e muitos questionaram os motivos para uma garota de 15 anos ser considerada uma ameaça. Um ano depois, já recuperada e refugiada em outro país, Malala resolve contar a sua história em um livro.
O homem usava um gorro de lã tradicional e tinha um lenço sobre o nariz e a boca, como se estivesse gripado. Parecia um estudante universitário. Então avançou para a porta traseira do ônibus e se debruçou em nossa direção. 'Quem é Malala', perguntou (...). Minhas amigas mais tarde me contaram que a mão do rapaz tremia ao atirar. Quando chegamos ao hospital, meu cabelo longo e o colo de Moniba estavam cobertos de sangue. Quem é Malala? Malala sou eu e esta é minha história. (p.17)
Sentíamos que o Talibã nos via como pequenos bonecos a ser controlados, aos quais se dizia o que fazer e como vestir-se. Pensei que se Deus quisesse que fôssemos assim, não nos teria feito diferentes uns dos outros. (p.135)
Nosso povo ficou desorientado. Pensa que o mais importante é defender o Islã e é malconduzido por aqueles que, como o Talibã, interpretam deliberadamente o Corão de forma errada. Devíamos nos concentrar em problemas práticos. Há tantos analfabetos em nosso país! As mulheres, sobretudo, não têm nenhuma instrução. Vivemos numa nação onde pessoas explodem escolas. Não dispomos de fornecimento confiável de energia elétrica. Não se passa um único dia sem o assassinato de pelo menos um paquistanês. (p. 234)
Além de bastante inspirador, o livro também é bastante interessante por tratar um pouco da história do Swat e do Paquistão. Confesso que, antes da leitura, tinha pouco conhecimento sobre estas regiões e o que sabia vinha de algumas notícias que li na internet e que sempre me deixavam confusa. Malala contextualiza sua história de forma a tornar um pouco mais clara para o leitor do mundo ocidental a realidade em que vivem muitos paquistaneses. Ela também frisa a importância de não classificar todo e qualquer muçulmano como terrorista, explicando que o Islã é uma religião que prega a paz e a igualdade, enquanto o Talibã distorce tudo para alcançar seus objetivos.
Eu não conseguia entender o que o Talibã queria fazer. 'Eles estão caluniando nossa religião', falei em entrevistas. 'Como você vai aceitar o Islã se eu apontar uma arma para sua cabeça e afirmar que o Islã é a verdadeira religião? Se eles querem que todas as pessoas do mundo sejam muçulmanas, por que primeiro não se mostram bons muçulmanos?' (p. 159)
Acredito que, levando em consideração o momento que estamos vivendo, esta mensagem é bastante válida. Leitura recomendadíssima!
31 de dezembro de 2014
As Melhores Leituras de 2014
17 de dezembro de 2014
Anjos à mesa (Debbie Macomber) • BOOK REVIEW
Anjos à mesa traz Goodness, Shirley e Mercy, anjos criados por Debbie Macomber e que já apareceram em seis outros romances da autora. Porém, os livros podem ser lidos em qualquer ordem. Nesta história, o trio precisa treinar um novo aprendiz, Will, e a ocasião escolhida para visitar a Terra é o dia de Ano Novo.
Na Times Square, faltando pouco tempo para a contagem regressiva, Lucie se encontra perdida, sem saber onde se encontram suas amigas. Cansada de esperar e decidida a ir embora, ela esbarra em Aren e os dois, inesperadamente e inexplicavelmente, se beijam ao soar da meia-noite. Depois de sair da rua movimentada, os dois decidem tomar um café para conversarem e descobrem que foram feitos um para o outro. Pouco sabiam que a maneira inusitada como se conheceram fora resultado de um descuido do jovem anjo Will. E como toda ação tem uma reação, este descuido trará consequências.
Ao constatarem que gostaram muito de se conhecer e de que querem seguir adiante com um relacionamento, Aren e Lucie também percebem que o momento não é o mais apropriado. Ele é novo na cidade e está prestes a iniciar em um novo emprego; ela tem planos de abrir um restaurante nos próximos meses. Ainda assim, Aren propõe que Lucie pense na situação e que se decidir levar a sério a relação, ela deveria encontrá-lo no topo do Empire State Buildind em uma semana.
Imprevistos acontecem, meses se passam e agora Lucie e Aren deparam com uma segunda chance. E os anjos farão de tudo para ajudá-los...ou quase isso.
O livro traz uma premissa bastante simples e até previsível, o que não impede a possibilidade de uma boa experiência de leitura. Não tinha altas expectativas e/ou esperava encontrar um livro que mudaria a minha vida, de forma que, a princípio, tudo fluiu muito bem. Meus problemas começaram na segunda metade do livro. O tempo todo fiquei com a impressão de que Debbie Macomber criou problemas nas vidas dos personagens para que a história se estendesse; no início, o recurso funcionou, mas aos poucos ficou repetitivo e pareceu enrolação. No fundo, acho que o enredo funcionaria melhor se fosse um conto, ou se tivesse menos clichês.





