20 de outubro de 2018

Are you ready for it?: uma playlist atualizada com as minhas músicas favoritas da Taylor Swift


#01 ... Ready For It?
#02 I Did Something Bad
#03 Blank Space
#04 Haunted
#05 I Knew You Were Trouble
#06 Should've Said No
#07 I Wish You Would
#08 You're Not Sorry
#09 Red
#10 Teardrops on my Guitar - Pop Version
#11 Don't Blame Me
#12 Wildest Dreams
#13 All Too Well
#14 We Are Never Ever Getting Back Together
#15 Sparks Fly
#16 Gorgeous
#17 Wonderland
#18 Enchanted
#19 Love Story
#20 Mine - Pop Mix
#21 Style
#22 Welcome to New York
#23 22
#24 A Place in This World
#25 New Romantics
#26 Delicate
#27 Out of the Woods
#28 Getaway Car
#29 Call It What You Want
#30 Bad Blood
#31 This Is Why We Can't Have Nice Things
#32 Shake It Off
#33 Long Live



***

Observação (14/10/20): essa é a segunda versão da minha playlist de músicas favoritas da Taylor Swift. Se a memória não falha - e os dados do Last.FM e do Spotify me ajudaram -, comecei a mudar a playlist anterior em outubro de 2018, mas a versão do post ficou desse jeito já no início de 2019. Na época, o reputation era o álbum que eu mais ouvia e a Taylor dessa fase era a minha preferida. Assim, destaquei as minhas faixas preferidas do álbum, assim como as novas favoritas dos álbuns anteriores.

Analisando as estatísticas do meu Last.FM | Boletim Musical #02

Hoje resolvi escrever por aqui para registrar mais um boletim musical. Gostaria de dizer que o post de hoje trará algo de diferente, mas novamente irei analisar as informações que o Last.Fm me oferece. Vamos aos dados da minha vida musical nos últimos dois meses. 😃

ARTISTAS:

  1. Scorpions
  2. Michael Jackson
  3. Taylor Swift
  4. The Weeknd
  5. Shawn Mendes
  6. Paul McCartney
  7. Liam Gallagher
  8. James Bay
  9. Kid Abelha
  10. Ariana Grande
Não é surpresa que os Scorpions estejam em em primeiro lugar, já que tenho a impressão de que tenho escutado as músicas da banda há uma eternidade, mesmo que seja só desde agosto (convenhamos que desde então é como se o tempo tivesse quase parado, né?). Tenho certeza de que serão eles os donos do troféu de banda do ano na edição 2018 do retrospectiva musical. Entre os outros artistas, quero destacar o Paul McCartney, que lançou álbum novo em setembro e eu escutei bastante nas semanas seguintes. Como encontrei meu CD do acústico do Kid Abelha, a banda tem me feito companhia como som ambiente enquanto trabalho ou organizo alguma coisa. Por fim, acho válido destacar o Liam Gallagher. Eu tenho escutado o álbum solo dele nos últimos dias, mas não sabia que tinha sido tanto para entrar em um top 10. No mais, tá tudo bem coerente com meu gosto musical mais recente.

ÁLBUNS:

  1. MTV Unplugged - Live in Athens (Scorpions, 2013)
  2. Born To Touch Your Feelings (Scorpions, 2017)
  3. reputation (Taylor Swift, 2017)
  4. Shawn Mendes (Shawn Mendes, 2018)
  5. Starboy (The Weeknd, 2016)
  6. Egypt Station (Paul McCartney, 2018)
  7. As You Were (Liam Gallagher, 2017)
  8. Acústico MTV: Kid Abelha (Kid Abelha, 2002)
  9. Electric Light (James Bay, 2018)
  10. Michael (Michael Jackson, 2010)

Como disse, Scorpions se tornou a banda da minha vida no momento e nenhum disco tem sido tão minha trilha sonora quanto o MTV Unplugged - Live in Athens (2013). É uma delicinha do começo ao fim, deixo tocar em loop. E, para dar uma variada, escuto também a coletânea Born To Touch Your Feelings (2017). O novo disco do Shawn Mendes continua encantando meu coração e eu tô bem apaixonadinha pelas músicas do moço. E a grande surpresa é o primeiro disco póstumo do Michael Jackson, lançado em 2010. Fazia anos que não escutava inteiro, incluindo as faixas fakes, e fiquei feliz por perceber que continuo gostando, ainda que tenha algumas questões (Sony, eu tô olhando pra você!). Também voltei a escutar o Electric Light (2018), do James Bay, e a única razão que encontro para ter escutado pouco é que não tenho me sentido muito ~rockeira em 2018 e esse trabalho recente tá mais do rock. 

FAIXAS:

Still Loving You - Scorpions
Dancing With The Moonlight - Scorpions
Wind of Change - Scorpions
Born To Touch Your Feelings (MTV Unplugged) - Scorpions
In Trance (MTV Unplugged) - Scorpions
The Best Is Yet To Come (MTV Unplugged) - Scorpions
Born To Touch Your Feelings (MTV Unplugged - Studio Edit) - Scorpions
Send Me An Angel (Acoustic Version 2017) - Scorpions
Can't Love Without You (MTV Unplugged) - Scorpions
Delicate - Taylor Swift


A única surpresa por aqui é Delicate, que eu gosto, mas não sabia que gostava tanto assim, mesmo sendo uma das mais gostosinhas do reputation (2017). De resto, só temos Scorpions e todas as músicas que aparecem na lista recebem um seems legit de minha parte, pois só de ler os títulos já começo a cantarolar trechos. As minhas preferidas são In Trance, que não conhecia até este ano, e Still Loving You, que nunca valorizei muito, mas agora amo demais, amo intensamente, amo para sempre. Power Ballad da maior qualidade! 

1 de outubro de 2018

TRILOGIA: A Rebelde do Deserto (Alwyn Hamilton) • BOOK REVIEW


A série de A Rebelde do Deserto é uma das que mais gostei de acompanhar nos últimos anos. Normalmente, espero as séries serem concluídas antes de me arriscar na leitura, mas nesse caso não resisti e comecei a ler em 2016, quando o primeiro livro foi lançado. Desde então, foi difícil aguentar até que os próximos livros fossem lançados e mais difícil ainda foi me despedir da história.

Aqui temos uma história de fantasia ambientada em um universo marcado pela magia dos gênios. Amani, a protagonista, vive na Vila da Poeira, um lugarzinho no meio do deserto de Miraji bastante impiedoso para qualquer pessoa, mas particularmente péssimo para uma garota pobre e órfã. Suas perspectivas de futuro apresentam duas possibilidades: um casamento forçado, no qual será condenada à uma vida de submissão, ou ir embora da Vila da Poeira antes disso. De forma meio inesperada, e com a ajuda de um misterioso forasteiro que chega na cidade (Jin❤), ela consegue escapar em um cavalo mágico. E o que se segue é uma trama repleta de aventura, ação, magia, reviravoltas e romance.

O primeiro livro - A Rebelde do Deserto - funciona mesmo como uma introdução ao universo criado por Alwyn Hamilton, pois mesmo que o leitor perceba que há muito mais acontecendo do que o que Amani vê, alguns pontos não ficam muito claros e ao fim da leitura, restam dúvidas. Principalmente em relação à situação política de Miraji, que é governada por um Sultão que, além de precisar lidar com ameaças estrangeiras, enfrenta uma forte oposição de um grupo de rebeldes. Ainda assim, como a primeira parte de uma história, o livro funciona muito bem e deixa o leitor bem empolgado para ler a continuação - tem uma super reviravolta no final! 

Em A Traidora do Trono, a história avança e, ao contrário do que costumo achar dos segundos livros, este aqui é realmente necessário. As explicações surgem aos poucos, a trama política fica ainda mais interessante e os personagens ganham ainda mais camadas conforme acompanhamos seus desenvolvimentos. A Amani está incrível nesse livro e, por causa disso, comecei a considerá-la uma das minhas heroínas preferidas em histórias de fantasia. Ah, os aspectos mágicos também ganham mais destaque, aprendemos mais sobre os gênios e outras criaturas que habitam esse universo. O final é de tirar o fôlego, cheio de ação, mais reviravoltas! e, claro, um enorme gancho para deixar o leitor com o queixo no chão, desesperado pela próxima parte. 

Por fim, em A Heroína da Alvorada, encontramos o desfecho dessa história maravilhosa e, de minha parte, digo que não poderia pedir por algo melhor do que o final que a autora nos deu. Aqui ela conseguiu juntar tudo de melhor dos livros anteriores e multiplicou tudo, de forma que encontramos uma história muito intensa, cheia de mistérios, mais reviravoltas e muita, muita ação. Tudo fica bem amarradinho e, realmente, não tenho do que reclamar. É surpreendente e emocionante e eu vou ficar com muitas saudades dessa história. 

Recomendo para todos que gostam de histórias de fantasia envolventes, com um universo cheio de lendas e personagens cativantes. 😉

26 de setembro de 2018

Um milhão de finais felizes (Vitor Martins) • BOOK REVIEW



Sabe aquela sensação gostosa de conforto que só um banho quente ou uma colherada de brigadeiro de panela podem proporcionar? Pois foi exatamente a sensação que que tive ao Um milhão de finais felizes, de Vitor Martins, lançado este ano pelo Globo Alt.

Aqui conhecemos Jonas, um jovem que está meio perdido e não sabe muito bem o que fazer com sua vida depois que terminou o Ensino Médio. Ele quer ser escritor e anota todas as ideias de histórias que parecem ótima em um caderninho de bolso que está sempre ao seu alcance. 

Um dia, durante o seu turno de trabalho no Rocket Café, ele conhece Arthur, um garoto de barba ruiva que parece um pirata e lhe inspira a começar a escrever uma história com protagonistas muito parecidos com eles dois. Enquanto tenta entender os seus sentimentos em relação a Arthur, Jonas também precisa lidar com uma família conservadora e que não sabe que ele é gay, além dos desafios de manter as amizades de colégio quando a vida adulta começa a consumir o seu tempo.

A primeira coisa que chamou minha atenção logo que comecei a ler foi o tom descontraído e bem humorado da narrativa, que faz com que Jonas pareça real e acaba por nos aproximar dele. Adorei que, ao mesmo tempo em que há uma leveza em tudo, também há uma dose certa de drama, o que mais uma vez deixa tudo muito real. Ler sobre a relação de Jonas com seus pais foi de partir o coração e saber que essa é a realidade de muitas pessoas é ainda mais doloroso. Outro ponto que merece destaque é a maneira cuidadosa com que o Vitor abordou a religião nisso tudo. Em nenhum momento ele soa ofensivo.

Além de Jonas, os outros personagens também são bem reais. Os amigos do Jonas, Danilo e Karina, são muito cativantes e queria muito que eles existissem. O Arthur é, além de bonito, muito fofo e jamais poderia julgar o Jonas por ficar meio sem reação quando olha para ele (quem nunca?). Ele tem seus próprios dramas e conflitos, que também ganham espaço. 

Os capítulos são intercalados com partes da história que o Jonas escreveu, o que me lembrou um pouco Fangirl, da Rainbow Rowell, e adorei que o Vitor fez isso também. Se eu tivesse que fazer uma ressalva, seria para dizer que queria ler mais sobre Tod e Bart, os piratas bonitões que integram a tripulação do Verloren II. Tomara que os leitores possam conhecer mais das aventuras dos dois. 

Lembro que quando eu era adolescente, não existia essa variedade de livros voltados para o público jovem adulto e fico muito feliz por saber que a literatura jovem cresceu e continua a crescer. E fico ainda mais feliz por saber que a nossa literatura jovem tem essa voz tão única do Vitor e que muitos adolescentes como o Jonas possam encontrar personagens com os quais se identificar e uma história na qual possam se encontrar. Leitura mais que recomendada! 😉

"A gente não tem controle de nada. Mas você não pode deixar essa falta de controle te impedir de viver o agora".

21 de setembro de 2018

O canto mais escuro da floresta (Holly Black) • BOOK REVIEW



Descobri O canto mais escuro da floresta enquanto procurava algo que despertasse o meu interesse no catálogo do Kindle Unlimited e, sem muitos critérios além de achar a capa bonita, resolvi arriscar a leitura. E ainda bem que o fiz, porque a experiência acabou se revelando uma das minhas preferidas do ano. Até então, meu único contato com o trabalho de Holly Black havia sido o conto Krampuslauf, um dos meus preferidos da coletânea O presente do meu grande amor, e não demorei muito para perceber certa familiaridade na narrativa, cheia de bom humor e personalidade.

Sem sombra de dúvidas, depois da capa bonita, a primeira característica que me atraiu foi o fato de a autora explorar a mitologia de fadas. Sinceramente, acho que nunca havia lido algo com essa temática, então tudo me pareceu interessante e, ao mesmo tempo, confuso. Aliás, acho válido mencionar que a autora não dedica muito tempo para explicações; sua história acontece em uma cidade em que fadas convivem com humanos, pregando todos os tipos de peças, e todo mundo parece estar bem tranquilo em relação a isso, de forma que o leitor deve simplesmente aceitar essa realidade e não questionar muito as estruturas do universo da história. Basta saber que o povo das fadas vive na floresta próxima da cidade e que, de forma geral, não causa muitos desconfortos para os habitantes. O mesmo não pode ser dito em relação aos turistas.

Há também o mistério do garoto que dorme no esquife no meio da floresta, o que acaba por deixar a história toda com um ar de contos de fadas moderno, porém do tipo que subverte alguns clichês e também é muito mais sombrio do que aqueles que costumávamos ler quando éramos crianças. O que mais gostei em relação ao garoto adormecido é que, enquanto nas histórias infantis a pessoa que dorme só desperta no final, aqui o despertar surge como um "chamado para a aventura", pois é justamente a partir deste momento que Hazel acaba se envolvendo em uma trama cheia de reviravoltas. A narrativa, como disse, é divertida e bastante fluída e Holly Black sabe como conduzir a história de um jeito que prende o leitor do começo ao fim. Ao mesmo tempo em que há linearidade, a autora parece esconder alguns elementos relacionados ao passado dos personagens e só os revela no momento oportuno, criando vários plot twists que me pegaram de surpresa.

Os personagens também são um ponto muito positivo; talvez o mais positivo, na minha opinião. Hazel é engraçada e bastante determinada. Há momentos em que realmente não sabemos o que esperar de suas atitudes e digo isso de um jeito positivo, porque ela é capaz de fazer qualquer coisa se isso significar que aqueles com quem se importa estarão salvos (também achei ótimo que ela não consegue se controlar e sai beijando todo mundo - juro que faz sentido no livro!). Ben, seu irmão, pode parecer mais avoado, mas logo percebemos que ele também é uma caixinha cheia de surpresas - meio inseguro, é verdade, mas sempre disposto a ajudar. Tem também o Jack, melhor amigo de Ben e interesse romântico de Hazel, e confesso que demorei um pouco para ter uma opinião formada a seu respeito e até para entender qual era a dele. Ele é aquele tipo de personagem do qual a gente desconfia (e temos um ótimo motivo para isso também, viu?). Por fim, mas jamais menos importante: Severin, meu personagem preferido do livro todo. Não dá para falar muita coisa sobre ele, pois poderia revelar muito da história; contudo, basta saber que ele é um personagem diferente do que eu esperava, possui um ótimo senso de humor e eu adoraria tê-lo como amigo.
Somos todos suscetíveis ao autoengano quando este nos é favorável.
A única forma de acabar com a tristeza era passando por ela.

De forma geral, adorei a leitura de O canto mais escuro da floresta e tenho apenas duas ressalvas. A primeira delas é em relação ao relacionamento de Hazel e Ben com seus pais. Existem muitas questões não resolvidas entre eles e o livro chega ao fim sem explorar esses aspectos, de forma que ficou parecendo algo meio jogado na história sem muito propósito. A autora chega a apresentar algumas explicações, mas não achei muito satisfatório. A outra ressalva diz respeito ao desfecho, que aconteceu, a meu ver, muito rápido. Não é algo que tenha atrapalhado a compreensão do que estava acontecendo, mas acho que algumas páginas a mais teriam funcionado melhor. O vilão também não me pareceu muito ameaçador e achei um pouco caricato (algo meio "sou mal apenas por ser mal", sabem?), mas como a ideia era contar uma história com ares de contos de fadas, acho que deu certo e não me incomodou. Leitura recomendada!