10 de setembro de 2022

evermore (Taylor Swift, 2020) | TayloReview #03


Até hoje não sei dizer o que penso deste álbum, além do fato de que gosto dele. Achei incrível que, perto de seu aniversário, Taylor Swift tenha aparecido com (mais) uma surpresa para os fãs; um belo presente de natal! Como swiftie, não tenho do que reclamar, pois ainda não encontrei outro artista que goste tanto de mimar os fãs como ela. De fato, Taylor tem nos presenteado com belas canções que se tornaram trilha sonora de nossas vidas há anos e em 2020 ela se superou com dois álbuns experimentando um som bem diferente de seus trabalhos anteriores. Acho que agora o céu é o limite para ela, já que consigo imaginá-la mergulhando em qualquer estilo daqui pra frente.

Sobre o evermore, a própria Taylor explica que enxerga as faixas como irmãs das que estão no folklore; são parecidas, mas não são iguais; e depois de um tempo ouvindo com atenção, é possível entender o que ela quis dizer. Os projetos foram feitos pelo mesmo time e a partir do mesmo tipo de processo criativo, mas a atmosfera é sim diferente. Em evermore, assim como em Lover, consegui ouvir todas as Taylors combinadas em uma só e achei isso incrível demais!

O que mais me encantou ao ouvir o álbum foi perceber pela sonoridade das músicas que, enquanto ela trabalhava no evermore, Taylor também trabalhava na regravação do Fearless. No meio das músicas melancólicas e oníricas que parecem ter nascido em uma cabana no meio do mato é possível ouvir os ecos da voz da adolescente cheia de vida que começou a realizar o seu sonho em Nashville como uma das artistas mais promissoras do country enquanto navegava pelas angústias e alegrias da adolescência.

Acho que, justamente por ter sido criado após o lançamento do folklore e junto com o Fearless (Taylor's Version), evermore veio liberto do peso angustiante e sofrido de seu antecessor e já de braços abertos para toda a magia ingênua e doce da Taylor de 18 anos. No fim, encontramos uma mistura de melancolia e nostalgia permeada por romances trágicos, aprendizados, despedidas e até assassinato! Há algo de sombrio em evermore, até mais que em folklore, mas também tem leveza e sentimentos bonitos, como a saudade de quem já se foi e também o sentimento que a Taylor sabe abordar como ninguém: o amor. Aqui tem amor não correspondido, amor proibido, amor por quem está do seu lado, amor por quem não está mais entre nós e também o amor próprio.

Assim como em folklore, aqui a Taylor também deixa a sua imaginação divagar, criando histórias e escrevendo sobre vidas que não são suas. Porém, em evermore ela também retorna à narrativa de sua vida e é claro o momento em que ela está falando de si, de suas vivências e seus sentimentos. Se os álbuns de 2020 tivessem sido um surto, ela já teria tudo sob controle para retornar ao Lover. Mas como ela é louca e pensa tudo com muita antecedência, ela também linkou o trabalho com Fearless, de forma que folklore e evermore ficam como um universo paralelo no Taylorverse, uma pausa para escapar da realidade e mergulhar em outras histórias. São álbuns que eu gosto de enxergar como coletâneas de contos que a Taylor escreveu quando estava com bloqueio criativo ao escrever seu romance principal.

E, com isso, não quero dizer que os álbuns sejam obras inferiores; acho até que serão os trabalhos pelos quais ela será mais lembrada no futuro. E, talvez, aqui esteja o meu único lamento quando penso no evermore: já que ele parece ter ficado à sombra dos trabalhos que vieram antes e depois, pode acabar meio esquecido. Uma pena, pois é um álbum lindo.

🍁Faixas preferidas: willow, ivy, it's time to go, no body, no crime, long story short, marjorie.

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Post originalmente escrito em setembro de 2021.

17 de agosto de 2022

The road so far #01 • 17/08/2022

Hoje senti vontade de escrever no blog. Na verdade, já se passaram algumas semanas desde que a vontade surgiu, mas só agora consegui colocar a vontade em prática. Já estamos na metade do segundo mês do terceiro trimestre do ano e eu sinto que vivi tanto e ao mesmo tempo tão pouco desde a última vez que escrevi, que nem sei direito por onde começar. Acho que essa sensação de viver muito e pouco de forma simultânea é um resultado direto de o mundo ter "voltado ao normal" em 2022. Pelo menos para mim, esses últimos meses têm sido sobre me colocar de novo em movimento depois de viver em pausa. Acho que, em partes, tem sido assim para todos nós. E enquanto sigo meus caminhos, acabo me distraindo com outros interesses e me esqueço de voltar à internet. E tudo bem.

Mas hoje senti vontade de aparecer no blog e fazer jus à minha bio falando das coisas que eu gosto.

Webtoon - esse app é a única razão para eu ainda não precisar devolver a minha carteirinha de leitora. Desde maio, terminei a segunda temporada de Thrid Shift Society; adorei, mas provavelmente terei que reler quando a série retomar pois minha memória tá fraca. Terminei a primeira temporada de Rooftops & Roomates; também adorei, minha única crítica é para os capítulos curtos, mas como as atualizações aconteceram duas vezes por semana, nem sei se é uma crítica valida. Era só deixar para ler os dois episódios no domingo. Atualmente estou enrolando para concluir Mystical, porque sou apegada e amo demais a história, a arte e os personagens e não sei se estou pronta para dizer adeus. Essa Webtoon foi a primeira que comecei a ler, em 2020, e nem lembro mais de como era a minha vida sem acompanhar Garam e Myst. Comecei a ler When Jesy Whistles, que estou gostando, mas ainda estou no começo. A arte é linda, adoro o desenho (?) da protagonista e resolvi transformar em avatar no Twitter. Por fim, li uns episódios de True Beauty, que tinha pausado no fim do ano passado e não retomei por pura falta de disciplina.

Outras leituras - faz quase um mês que comecei a ler Violeta, de Isabel Allende. Nunca havia lido nada da autora e estou gostando desse primeiro contato. É um livro de ritmo mais lento, com uma protagonista já idosa contando a história de sua vida. Gosto desse tipo de livro. Antes desse, conclui a minha releitura de A História Sem Fim, que segue como um dos meus livros favoritos! Adoro tudo nesse livro, tudo mesmo! Também estou lendo Tales From The Shadowhunter Academy, porque a Cassandra Clare tem uns mil livros e eles não irão se ler sozinhos. Estou gostando, mas como esse ano não estou muito dedicada aos audiobooks, o livro ficou parado por meses. Resolvi continuar em eBook no Storytel e agora acho que vai. O que mais me surpreende nesse volume é que o protagonismo é do Simon, personagem que eu achava bem chato no começo da história, mas que ao longo de Os Instrumentos Mortais ganhou minha total admiração. Também sigo na leitura do mangá BECK: Mongolian Chop Squad, a melhor descoberta que fiz nos últimos tempos. Também fico enrolando para economizar, mesmo que a série tenha 34 volumes!

Filmes & Séries - me transformei no meu maior medo quando era adolescente: a pessoa que não faz a menor ideia de qual é o filme do momento, aquele imperdível e do qual todo mundo está falando. A última vez que participei do hype foi em dezembro de 2019 com o último Star Wars! Por favor, me ajudem, aceito recomendações de filmes que não sejam de super-herói. Há duas semanas, mais ou menos, finamente assisti ao primeiro filme de Downton Abbey e foi tudo o que eu esperava, amei cada instante e decidi que em algum momento preciso rever a série. Aí, descobri que saiu outro filme esse ano e quero muito assistir, mas não tenho mais paciência de ir atrás então vou só esperar que chegue em algum streaming. Desde maio, concluí o k-drama Vincenzo e gostei bastante! Acho que até agora não me decepcionei com nenhuma série coreana - mas eu só assisti três até o momento. Quero começar outro, mas ainda não escolhi; provavelmente será Hotel Del Luna. Assisti também a temporada mais recente de Stranger Things e ouvi dizer que opiniões ficaram divididas, mas não entendi o motivo. Adorei a temporada e preferi evitar a fadiga de tentar entender as reclamações. Recomendo. 

Música - esse ano virei a pessoa que ouve praticamente todos os dias a mesma playlist que vai sendo alimentada quase diariamente com músicas escolhidas de forma aleatória. Recentemente, parei de ignorar as recomendações do algoritmo do Instagram, então qualquer música que prenda o meu interesse com um trechinho de 15 segundos nos stories ganha a oportunidade de ir para a minha playlist. Junto com elas tem uma mistura de coisas mais recentes e também algumas mais nostálgicas, da época que eu estava no colégio ou que remetam ao período. Eu tô amando esse revival do pop punk/emocore. Na playlist tem vários atos de k-pop e, claro, algumas da Taylor. Segue uma listinha das minhas favoritas dos últimos tempos: 

  1. Supermodel (Måneskin) - adoro a voz do Damiano!
  2. All Too Well (Ten Minute Version) (The Short Film) (Taylor Swift) - nunca vou cansar da melhor música da Taylor, ela pode lançar quantas versões ela quiser e eu irei ouvir todas exaustivamente.
  3. Still Life (Bigbang) - o comeback que eu mais aguardei desde que comecei a navegar as águas do k-pop, o grupo que mais me fascinou liderado pelo meu idol favorito. Os reis do k-pop. Não sabia o que esperar e depois que ouvi percebi que não teria a menor chance de me decepcionar. Essa música soa atual e clássica ao mesmo tempo. É triste e é linda. G-Dragon, T.O.P., Taeyang e Daesung: eu amo vocês e não sei se essa é uma despedida, mas se for, obrigada e contem comigo para apoiar projetos futuros. 
  4. Thursday's Child Has Far To Go (Tomorrow x Together) - esse grupo não erra e essa música é a mais pura perfeição. Amei desde que ouvi pela primeira vez e sigo amando. 
  5. Fantasy (Thrillchaser) - recomendação do algoritmo, amei e ouvi todas as músicas da banda. Essa é uma das que mais ouço quando estou caminhando. 
  6. TOP "Tower of God" OP (Stray Kids) - não li a webtoon e nem assisti ao anime, mas tenho total interesse apenas por essa música. Adoro!
  7. Levanter (Stray Kids) - mais uma deles porque o grupo é o meu favorito do momento. Essa é mais antiga, mas é perfeita. Repito: adoro o aspecto mais power e cheio de energia do grupo, mas as baladas e as mais sofredoras são as que me ganham sempre.
  8. Young Hearts (Commuter) - trilha sonora do primeiro Karate Kid, bastante esquecida no rolê e bem subestimada. Uma das minhas músicas favoritas do momento.
  9. Dream Like Me (Crowd Lu, The Black Skirts) - recomendação do Namjoon no Instagram que se transformou instantaneamente em uma música favorita da vida. Essa música é linda - e triste também.

Por fim, ouvi Harry's House. Mas como não ouvi tanto, não tenho muito o que comentar além de que senti que é o álbum mais maduro do Harry até o momento. Minha favorita é Little Freak. Também ouvi tudo que a Taylor Swift lançou esse ano e tô achando que é pouco, quero saber quando vem a próxima regravação ou álbum inédito. Não aguento mais sentir saudades da Taylor.

Outros interesses - sigo bastante interessada em journaling, um dos meus maiores hábitos em 2022. Aceito todas as recomendações do Youtube sobre o assunto e estou sempre procurando listinhas de prompts para quando não estiver me sentindo muito inspirada ou quando sinto a necessidade de mudar um pouco o tom da ~narrativa em dias mais difíceis. Continuo adorando ler e pesquisar e colecionar decks de tarot. Atualmente, estou apaixonada pelo Crystal Visions Tarot. A paleta de cores em tons de roxo, rosa e azul é muito minha vibe, assim como as ilustrações de criaturas do reino das fadas, sereias, dragões, etc. Estou adorando o simbolismo das cartas e também as leituras profundas que elas têm me proporcionado.

É isso! Tô sumida, mas tô bem. Para acompanhar minhas leituras, é só seguir lá no Goodreads. Não tenho lido muito, mas tento manter as coisas atualizadas por lá. Para ouvir as músicas, é só visitar minha playlist feeling 2022 que vou deixar na barra lateral. Quanto às redes, tem o meu Instagram literário, que tá em hiatus, e o Twitter, que às vezes eu lembro que existe e posto alguma coisa. Agora vou ficando por aqui, espero que quem esteja lendo esse post esteja bem também. Até o próximo!

15 de maio de 2022

Sobre manter um journal & dicas para quem quer começar | Journal Chronicles #01

Falta pouco menos de um mês para entrarmos oficialmente na metade do ano, mas acho que já posso afirmar que 2022 está sendo meu ano de journaling. Não que eu já não venha mantendo o hábito da escrita como forma de registrar meu eu do presente como uma lembrança para o meu eu do futuro há um tempo, mas esse ano está sendo diferente. É como se eu estivesse um pouco mais consciente do que estou fazendo quando me coloco na situação de me transferir para uma folha de papel com o auxílio de uma caneta. Então, pela primeira vez, me sinto confortável para compartilhar algumas dicas com quem me acompanha. Minha intenção é dividir um pouco do que aprendi ao longo dos anos e, ao mesmo tempo, auxiliar quem quer começar a manter um journal e não sabe muito bem por onde começar.


Ao pesquisar a tradução da palavra journaling no Google, a definição que obtemos é diário. Na superfície, acho que faz sentido, mas na minha percepção, journaling é mais que isso. Muito mais do que manter registros dos acontecimentos dos nossos dias, um journal mantém registros da nossa jornada. Pode parecer a mesma coisa, mas não é. Gosto de pensar que há algo de mais profundo e poético na escrita de um journal, é como se usássemos suas páginas para deixar impressões digitais dos nossos sentimentos e reflexões, que muitas vezes surgem a partir dos acontecimentos dos nossos dias. É como uma fotografia na forma de manuscrito.

Existem estudos sobre os benefícios do journaling como uma ferramenta eficaz de autoconhecimento e que pode auxiliar na manutenção da nossa saúde mental e até na prevenção de doenças que afetam a memória. Tenho certeza que essas funcionalidades são realmente eficientes e estaria mentindo se elas também não estivessem por trás das minhas razões para manter um journal, porém vou além: para mim, manter um journal é uma forma de autocuidado e amor próprio. É algo que faço pensando apenas no meu próprio bem-estar emocional e com o intuito de manter equilíbrio mental. Isso ocorre quando desabafo sobre algum desentendimento que tive com alguém, quando escrevo sobre meus medos e anseios em relação ao futuro sempre incerto ou quando registro todas as emoções que me foram proporcionadas por qualquer lançamento da Taylor Swift. Os assuntos são variados e, por eu ser a minha própria editora, decidi que não preciso seguir linha editorial e nem manter um limite de palavras; quanto mais páginas por entrada, melhor!

Grifa-texto para marcar a data, adesivo para decorar as páginas, mudar de caneta no meio do registro porque a tinta está falhando ou a ponta não é macia, escrever em caixa alta para deixar claro que estou gritando, caligrafia feia porque estou cansada ou com muita pressa para colocar meus pensamentos no papel... tudo é válido e parte do processo que é manter um journal. No futuro, o que parecia um defeito era, na verdade, parte da magia que é se registrar em papel. A gente descobre muito sobre si a partir de garranchos, ingressos guardados, fotos de k-pop idols e washi tapes coloridas. É por isso que eu acho que todo mundo tinha que manter um journal. 

Journaling 101


Agora, vamos às dicas para quem quer manter esse hábito, mas não sabe por onde começar.

Seja verdadeiro. Parece óbvio, mas o lembrete é sempre válido. Você está escrevendo para você e é você quem irá ler as páginas no futuro, então não faz muito sentido se censurar, certo? Escreva sobre a sua vida como você realmente a percebe, sem filtros. Não tenha medo de enaltecer algo ou de admitir alguma falha, até porque você é humano e como tal, é complexo. Então, faz sentido que o seu journal reflita isso. 

Escreva regularmente. Essa é uma dica que eu gostaria de ter seguido mais, pois durante alguns períodos eu só escrevia no meu journal em dias ruins, como desabafo. Agora, sempre que releio aquelas páginas, fico com a sensação de que minha vida foi só uma sequência de tragédias. Por isso, tente escrever com regularidade, nos dias bons e ruins. Até aqueles dias em que nada parece ter acontecido merecem algum destaque, já que eles também fazem parte do todo que é a sua vida. 

Escolha materiais de que goste. Para começar a manter um journal, não é necessário muito mais que um caderno e uma caneta; justamente por isso, escolha aquilo que você gosta. O seu journal tem que ser atraente para que você se sinta motivado à escrever nele, ou seja, uma caneta confortável, um papel de boa gramatura e uma capa bonita valem ouro e fazem toda a diferença. Antes de começar, faça uma pesquisa na internet e opte por aquilo que faz mais sentido para você. Ah, e se permita ir descobrindo as suas preferências aos poucos. Dificilmente o seu primeiro caderno será o journal perfeito, até porque isso nem existe; então, veja o que funciona e o que deu errado e tente acertar no próximo. Acredite, você vai adorar o processo.

Faça um índice e enumere as páginas. Pode dar preguiça, mas faz muita diferença no momento em que você quer se lembrar de alguma ocasião ou sentimento. Antes de começar a escrever o journal, enumere as páginas e deixe a primeira página em branco para o índice, que você pode preencher aos poucos ou após concluir o caderno. Só depois de quatro cadernos é que adotei esse hábito, não sejam como eu.

Decore as páginas. Não é todo mundo que vai se interessar por essa dica, mas achei interessante colocar aqui porque me ajudou quando estava em uma fase em que precisava escrever, mas não encontrava ânimo para fazer isso. Decorar as páginas é um jeito de deixar o journal menos intimidador, já que isso pode aliviar a pressão imposta pela página em branco; também pode funcionar como uma forma de deixar o caderno mais atraente em períodos de desmotivação. Para aqueles que lidam com ansiedade, a atividade pode ser terapêutica. Não tem problema se você não é um Artista, pois todo mundo é artista da própria vida e do próprio journal, então faça o que quiser com as páginas do seu caderno. Eu costumo usar grifa-texto, washi tapes, adesivos, recortes e fotos. Tudo é válido, deixe a sua criatividade te conduzir.

Use prompts (comandos). A internet está cheia de listas de prompts que podem ajudar quem é iniciante e não sabe sobre o que escrever ou até os mais experientes que passam por uma fase de bloqueio. Você pode imprimir essas listas e colar no seu journal ou fazer a sua própria lista em uma das primeiras páginas para quando sentir vontade de escrever, mas estiver sem inspiração. Em todo caso, aqui vão alguns que acho que podem ser úteis para quem quer começar o seu primeiro journal e precisa de um incentivo:

  • Se apresente. Fale um pouco sobre você, qual é a sua história até agora, como você se enxerga.
  • Por que você quer manter um journal? Você pode discorrer sobre isso ou fazer uma lista dos motivos.
  • Faça um resumo da sua vida no momento e como você está se sentindo
  • Favoritos! Livros, filmes, séries, músicas, etc. Podem ser da vida toda ou só de agora. Fale do porquê de serem os seus favoritos. Falar das coisas que a gente gosta é uma ótima forma de desbloquear algumas travas.
  • Registre um fato sobre o seu dia. Pode ser o mais aleatório e banal, vai ser divertido reler no futuro.

Se permita não escrever. Minha última dica do post e uma das mais importantes. Journaling é para ser uma atividade positiva e que nos faça bem, então não tem porque complicar, certo? Se você não estiver sentindo vontade de escrever, não escreva e não se sinta culpado por isso. Acho essa uma dica valiosa principalmente pelos tempos em que vivemos, em que se exige produtividade o tempo todo, excelência em tudo, além de uma cobrança desumana . O mundo e a sociedade já colocam pesos demais nas nossas costas, a última coisa que precisamos é que mais pesos sejam adicionados por nós mesmos. Se a vontade de escrever sumir, seja gentil com você mesmo e não se preocupe, uma hora ela volta. Aproveite o seu tempo com outras atividades.

♡

15 de abril de 2022

FAVORITOS DE 2022: JANEIRO, FEVEREIRO E MARÇO | REVIEW DO 1º TRIMESTRE




Filmes

Jovens Bruxas (The Craft, 1996): um dos meus favoritos quando eu era adolescente, adorava quando passava na TNT! Continua tão legal quanto sempre foi. Sei que recentemente saiu um remake (?), mas não sei se tenho coragem de assistir; não ouvi nada sobre o filme - nem coisas boas e nem coisas ruins, acho suspeito.

A Mentira (Easy A, 2010): esse era provavelmente um dos filmes há mais tempo na minha lista para assistir, talvez desde que saiu. Finalmente o dia chegou e eu adorei, me diverti muito e me fez lembrar do porquê de eu gostar tanto de assistir comédias românticas.

Séries

Vincenzo (2021): depois que comecei a me aventurar pelas terras do k-pop, era só uma questão de tempo até chegar aos k-dramas. Mesmo demorando duzentos anos para concluir temporadas de qualquer coisa atualmente, tenho gostado da aventura. Esse aqui é o terceiro k-drama que conheci e, como aconteceu com os outros dois (Rei Eterno e Romance is a Bonus Book), estou adorando. Ainda preciso terminar, mas sei que não vou me decepcionar.

Lucifer (2016 - 2021): queria assistir Lucifer desde a estreia, mas só agora comecei e acho que foi melhor assim. A série está preenchendo o vazio deixado por Supernatural e também despertando uma nostalgia por séries tipo Buffy e Angel. É bem legal.



Podcasts

Books Unbound - adoro acompanhar as aventuras literárias da Ariel e da Raeleen desde os tempos do início do Booktube e esse podcast é aquela companhia delicinha para os momentos leves da vida. Por causa delas, estou sempre adicionando livros na eterna lista 'para ler'.

Modus Operandi - a melhor companhia para atividades entediantes e manuais, tipo fazer faxina ou passar roupa. Adoro a forma como Carol e Mabê falam de true crime e essa é provavelmente a única razão para eu conseguir acompanhar os episódios.

The Biddy Tarot Podcast - podcast sobre tarot, gosto das dicas da Bridget e dos convidados, que sempre têm algo para ensinar. Outro ponto positivo é o sotaque australiano dela, adoro ouvir.

Youtube: 

cari cakez & cari can read
Cari se tornou uma das minhas youtubers preferidas há dois anos e desde então ela sempre entra nas minhas listas de favoritos. Seus vídeos têm exatamente o tipo de leveza que eu procuro quando entro na internet e são um exemplo real das razões que ainda me fazem encontrar algum valor em redes sociais.

Overall Adventures
Quando a Tina resolveu voltar com o seu canal, eu fiquei bem feliz! Amo a forma como ela fala de journaling e sempre que fico meio sem inspiração, assisto aos vídeos dela. Nesses últimos meses, adorei todos os vídeos que ela publicou.



Álbuns e artistas

evermore (Taylor Swift, 2020) - demorei um ano para apreciar o evermore de verdade e ainda bem que fiz isso, pois assim como aconteceu com seu irmão mais velho, folklore, pude degustar dele aos poucos, absorvendo tudo. Taylor Swift não se cansa de receber sempre a minha admiração. Faixas favoritas: todas, mas principalmente willow, ivy e no body, no crime.


Solar Power (Lorde, 2021) - precisei esperar o verão chegar aqui no Brasil para realmente parar para ouvir Solar Power e a minha única tristeza foi não poder ter essa experiência contemplando o mar. De resto, esse álbum é perfeito e o meu favorito da Lorde. Digo sem nem precisar pensar duas vezes que ele é melhor que o Melodrama. Faixas favoritas: Fallen Fruit, Mood Ring e The Path.

 

The Chaos Chapter: Fight or Escape (Tomorrow X Together, 2021) - desde o debut, em 2019, o TXT deixou claro que veio para ser algo muito além de o irmãozinho do BTS e se alguém ainda tinha alguma dúvida, acho que 2021 acabou com elas. Os cinco integrantes, além de jovens muito talentosos e dedicados, parecem determinados a jamais conhecerem o fracasso. E eles são bem sucedidos nisso. Gosto de tudo na discografia deles, mas algo me diz que The Chaos Chapter será a minha era favorita. Adorei a vibe emo que eles trouxeram, me deixou nostálgica. Faixas favoritas: LO$ER = LO♡ER, Dear Sputnik e Anti-Romantic.

 


MVs de k-pop

A indústria do k-pop é uma máquina que nunca para e, apesar de eu ser bem indisciplinada e não dar conta de acompanhar nenhum lançamento direito, dois grupos ganharam o meu coração com seus vídeos lançados nos últimos meses:

Blessed - Cursed (ENHYPEN, 2022) - eu morro de orgulho desse grupo que acompanhei desde antes do debut e ver onde esses meninos chegaram em pouco mais de um ano é lindo demais. Adoro todos os vídeos deles e com esse não seria diferente; amei a estética futurista retrô da virada do milênio.

 

Maniac (Stray Kids, 2022) - os vídeos do Stray Kids nesse conceito mais power são sempre uma experiência e termino de assistir só sabendo sentir mesmo. Acho que aqui todos os envolvidos na produção estão de parabéns e os pontos altos são a edição, os figurinos e a performance do grupo como um todo. Esse é um grupo que é pura energia, sabem? Adoro. Ah, e se me perguntarem, direi que o dono da era é o Felix.

 

Lonely St. (Stray Kids, 2022) - os vídeos power podem até ser aqueles mais impactantes, mas quando o grupo explora outros conceitos não deixa nada à desejar. E eu confesso que para mim o grande charme deles está nos momentos em que suas músicas refletem toda a ideia de ser um stray kid. Meu eu adolescente se viu muito contemplado ao assistir esse vídeo e senti no coração o sofrimento do Hyunjin trancado como um objeto de exposição.

11 de fevereiro de 2022

Aconteceu naquele verão: doze histórias de amor (organização de Stephanie Perkins) • BOOK REVIEW

Comecei a ler esse livro nessa época no ano passado, aí como depois de um mês eu não havia concluído, resolvi pausar e deixar para concluir no próximo verão. No caso, agora. Mas perdi a vontade de ler e como só faltavam 3 contos, resolvi marcar como leitura concluída mesmo. Em todo caso, aqui estão os meus comentários sobre os contos que eu li:

Cabeça, escamas, língua e cauda (Leigh Bardugo)
Gostei de como esse conto começou, de como a narrativa já vai envolvendo desde o início e, ao mesmo tempo, já cria uma atmosfera com elementos de fantasia. Porém, conforme a leitura foi avançando, meio que fui perdendo o interesse e todo o encanto se perdeu. Aos poucos foi ficando previsível também e fiquei com a sensação de que algo ficou faltando. O desfecho foi bem corrido também.

O fim do amor (Nina Lacour)
Já não consigo me lembrar muito desse aqui, então acho que não foi muito marcante para mim. Não há nada que eu tenha achado particularmente ruim, mas também não foi super memorável. No geral, foi 'meh'. Porém, quero destacar que gostei de a história acontecer em um acampamento de verão, respeitando a proposta da coletânea.

O último suspiro do Cinemorte (Libba Bray)
Uma das minhas histórias favoritas! Adorei a narrativa, adorei que a história acontece em um cinema, adorei as referências pop, adorei o casal e adorei ainda mais a reviravolta que acontece mais ou menos na metade e muda completamente o tom da história. É bem Sessão da Tarde, super divertido. Fiquei curiosa para ler outras coisas da autora.

Prazer Doentio (Francesca Lia Block)
Outro favorito! Aqui temos uma história de verão que acontece nos arredores de Los Angeles (acho) durante o fim dos anos 70 ou início dos anos 80. É meio difícil de saber exatamente a época em que a história acontece, mas as referências musicais dão algumas dicas. Aqui também acontece algo que eu adoro, que é quando um narrador adulto conta algo que aconteceu durante a sua juventude, décadas antes. Essa é uma história que me manteve curiosa o tempo todo porque precisava saber como terminaria e achei bem surpreendente. Como a autora não usa nomes para os personagens e apenas os identifica com iniciais, fiquei pensando se não seria algo sobre a própria vida dela. Também quero conhecer outros trabalhos dela.

Em noventa minutos, vá em direção à North (Stephenie Perkins)
Esse eu comecei a ler, mas perdi o interesse e resolvi pular. Aí, descobri que é continuação do conto da autora que foi publicado na coletânea de histórias de fim de ano (O presente do meu grande amor), mas já não lembro de nada daquela história, pois faz anos que li. Então, resolvi deixar para outro momento. Ou não. Sei lá.

Lembranças (Tim Federle)
Acho que, de todos os contos, esse foi o que mais me passou a vibe de verão. A história acontece em um parque de diversões e não é exatamente sobre o início de um relacionamento, mas sim sobre o fim de um. Gostei dos personagens e de como o autor conseguiu desenvolvê-los tão bem em tão poucas páginas. A narrativa é bem envolvente e fluída também e em nenhum momento senti que o conto ficou longo. Tudo aqui é na medida certa e, mesmo a gente já sabendo desde o início como vai terminar, adorei acompanhar a história.

Inércia (Veronica Roth)
Confesso que já comecei a ler esse conto com as expectativas baixas porque não gostei de Divergente e nem da escrita da autora. Ainda assim, fui com o coração aberto e me surpreendi...até certo ponto. Gostei muito que esse conto tem uma coisa meio ficção científica, com personagens que conseguem conectar suas consciências e se comunicar enquanto revisitam lembranças em comum. Gostei também que esse conto toca em temais mais sérios, do tipo que não esperava encontrar em uma coletânea de histórias de amor de verão. Estava indo tudo bem até quase o final e eu estava prestes a considerar esse um dos melhores contos, mesmo que longo, mas aí as últimas páginas meio que estragaram tudo. Acho que se a autora tivesse encerrado um pouco antes, deixando o final meio agridoce, teria sido melhor. No fim, só me lembrou do porquê de eu nunca ter me dado ao trabalho de terminar a série Divergente.

Amor é o último recurso (Jon Skovron)
Esse aqui eu meio que já esqueci os detalhes, mas lembro de ter gostado. O que mais me encantou foi a escrita do autor a forma como a história foi narrada.

É isso, não sei se um dia vou concluir, mas fica aqui o meu registro. Achei os contos bem ok e, para ser sincera, não sei se teria lido se já não tivesse lido e gostado da coletânea anterior. Dos contos que li, os que mais gostei foram o da Libba Bray, o do Tim Federle e o da Francesca Lia Block.