13 de junho de 2017

So it's gonna be forever or it's gonna go down in flames?: uma playlist com as minhas músicas favoritas da Taylor Swift


#01 Welcome To New York
#02 Blank Space
#03 Haunted
#04 I Knew You Were Trouble
#05 Shoud've Said No
#06 You're Not Sorry
#07 Red
#08 Teardrops On My Guitar - Pop Version
#09 All Too Well
#10 We Are Never Ever Getting Back Together
#11 Sparks Fly
#12 Enchanted
#13 Love Story
#14 Mine
#15 Style
#16 22
#17 A Place In This World
#18 New Romantics
#19 Out Of The Woods
#20 Shake It Off
#21 Long Live


***

Observação (14/10/20): a minha playlist de músicas favoritas da Taylor já sofreu algumas alterações ao longo dos anos, mas resolvi deixar um registro por aqui de como ela era quando eu havia me tornado swiftie há pouco mais de um ano. Naquela época, o catálogo da Taylor havia acabado de retornar ao Spotify e aproveitei o acontecimento para montar a playlist. A Taylor 1989 era a minha Taylor Swift preferida e, por isso, foi ela que deixei na capa original da playlist - adoro essa foto! Como não tenho mais a capa que fiz na época, tentei recriar e na imagem que acompanha o post tentei representar com as cores a ~aesthetic~ que eu atribuía à Taylor.

9 de abril de 2017

Razorlight (Razorlight, 2006)

9. Um álbum que te traz boas memórias

Quando eu era adolescente e estava iniciando a minha formação musical, tive uma fase meio indie-rock-alternativo, o que quer dizer que eu escutava várias músicas parecidas, de bandas que faziam praticamente o mesmo tipo de som, cujos integrantes eram, essencialmente, uns caras magricelas vestindo calças skinny e camisetas coladas. Tipo o Seth Cohen.

I don't know what I'm doing wrong
Maybe I've been here too long
The songs on the radio sounds the same
Everybody looks the same
(In The Morning)

A real é que eu não as diferenciava muito bem e também não ia atrás de me informar melhor sobre o assunto. Ainda assim,  o auge dessa minha fase foi a banda inglesa Razorlight. Conheci a banda em meados de 2007 por meio da HBO, que transmitiu alguma reprise de algum festival ou programa - não me lembro, faz dez anos - com várias bandas se apresentando, sendo uma delas o Razorlight. Pouco me lembro da apresentação além do combo skinny branca feat. camiseta branca colada com gola em v usado pelo vocalista, cujos cabelos encaracolados e olhos azuis deixaram uma boa marca na adolescente impressionável de 17 anos que eu era.

Johnny Borrell

Pouco tempo depois, em uma era recém-saída da internet discada e ainda bastante inóspita e pouco desbravada, fui atrás das músicas e, por razão que desconheço, só consegui encontrar o segundo álbum, Razorlight (2006). E foi amor à primeira escutada. Vivemos um relacionamento intenso por meses e hoje, sempre que escuto, sou transportada para aquela época. No caso, os primeiros meses do meu ano de cursinho e o trajeto que eu precisava fazer de ônibus para voltar para casa. Por mais que as letras tratem de relacionamentos frustrados, da sensação de não saber o que raios aconteceu na noite anterior depois de álcool e festas e, de forma geral, de chororô de sad guy, para mim as músicas evocam uma vibe de incertezas em relação ao futuro e aos rumos que a vida vai tomar.

No âmbito ainda mais pessoal, foi uma fase bastante transitória. Não só porque eu estava naquele limbo entre a escola e a faculdade, mas também porque pela primeira vez na minha vida, estava lidando com mudanças de grandes proporções. Depois de estudar dez anos na mesma escola e com praticamente as mesmas pessoas, estava conhecendo gente nova e lidando com o fato de precisar fazer novas amizades, descobrir quem eu era, me tornando maior de idade, conhecendo outra região da cidade, questionando a-vida-o-universo-e-tudo-mais, etc. Um período bem aterrorizante e marcado por algumas angústias, mas também muitas descobertas, anseios, sonhos, liberdades e good vibes. Na época, o meu seriado do coração era One Tree Hill e, curiosamente, o Razorlight participou da trilha sonora alguns anos depois. (Aliás, a trilha sonora da série era excelente, cheia das bandas indie).

Sobre o álbum homônimo, como disse, é o segundo da carreira da banda e, aparentemente, o mais bem sucedido, com hits no topo - ou quase isso - das paradas indie britânicas e blablabla. Ao todo são dez faixas na versão standard, das quais quatro se transformaram em singles. Tem uma versão mais recheada no Spotify, com algumas versões ao vivo. Essa belezinha completou uma década no ano passado, mas é nesse primeiro semestre de 2017 que ela completa dez anos na trilha sonora da minha vida e, por isso, achei apropriado registrar comentários e recordações sobre o assunto por aqui como uma forma de dar continuidade à minha ideia de registrar minha vida por meio de recordações musicais.


DESTAQUES

America
Foi a primeira música da banda que me marcou, tanto porque foi a única que consegui memorizar quando assisti aquela apresentação na HBO, quanto porque é realmente boa. Gosto da atmosfera gostosinha da música, da batida, da guitarra suave no começo e da melodia. A letra tem um quê de anseio e espera.

I Can't Stop This Feeling I've Got
O tipo de música que poderia facilmente entrar para a trilha de The O.C., acho que depois de America, foi a próxima a ganhar meu coração. É suave, com cara de fim de dia preguiçoso na beira da piscina. A letra é meio aleatória e, penso eu, aberta para interpretações. Eu encaro como algumas reflexões sobre se apaixonar? Sei lá.

Back To The Start
Amo essa música! Ela tem uma vibe de verão e praia que me deixa completamente bugada quando penso que a banda é britânica/sueca e, por isso, deveria me fazer pensar em frio, chuva, céu cinza. O ritmo é contagiante, a melodia é fácil de cantarolar e a letra é bem mediana, mas ok, o que importa é a sensação boa que fica enquanto escuto.

Los Angeles Waltz
Mais uma que me ganhou pela atmosfera, com uma batida good vibes e uma melodia gostosa. A letra, novamente, é genérica e cheia de mimimi, mas quem se importa? (Risos). Na minha cópia física (!), é com ela que o álbum termina e gosto muito da sensação de nostalgia que me invade quando chego ao fim da música, com vontade de começar tudo de novo.

Por fim, mas não menos importante, preciso registrar o fato de que o álbum sobreviveu à passagem do tempo de forma louvável. Não vou mentir: quando fui escutar novamente, depois de tanto tempo, para poder escrever o post, fiquei com receio de achar as músicas enfadonhas e não me relacionar mais com elas. Felizmente, o que aconteceu foi o oposto. Apesar de não ser exatamente o tipo de coisa que gosto de escutar atualmente, o álbum continua ótimo e me passa boas sensações, me faz lembrar de uma época boa da minha vida. Com certeza, vou escutar mais vezes nos próximos anos. Só fico chateada porque a banda não lançou mais nada tão bom desde então (rumores de que vão voltar esse ano, após um longo hiato e com uma nova formação; aguardemos) e, por razões que desconheço, o álbum é muito subestimado. Sério, pensa em um álbum que você coloca para escutar e TODAS as músicas são boas? Não são muitos trabalhos que me causam essa impressão e, por isso, escolhi prestigiar mais esse disco.

                                                                                                                                

Este post é parte do desafio:

7 de março de 2017

As séries de 2016 | RETROSPECTIVA 2016 (parte 4)


Pois bem, o Carnaval já passou, o Oscar também, assim como o meu aniversário. Já exorcizei 2016 da minha vida. Contudo, espíritos com negócios inacabados insistem em assombrar as páginas deste inóspito espaço da world wide web, de forma que pendências ainda se fazem presentes e eu preciso fazer algo a respeito. Principalmente porque me impus o desafio de só escrever sobre as coisas de 2017 quando tiver finalizado a award season do blog. Então, sem mais delongas, senhoras e senhores, se preparem: peguem a prataria, o sal e os isqueiros e venham comigo abrir uns caixões para a gente queimar uns restos mortais! coloquem seus figurinos de gala, estourem a champagne e coloquem We are the champions para tocar! Com vocês, a quarta (e última!) parte da Retrospectiva  2016, também conhecida como a retrospectiva de séries.
Disclaimer: de forma alguma fui capaz de acompanhar todas as séries que chegaram ao catálogo da Netflix em 2016 ou as estreias da Fall Season americana. Seria uma tarefa inviável! Assim, acho importante destacar que a retrospectiva traz as séries que eu assisti em 2016 e que, de alguma forma, marcaram o meu ano e merecem algum destaque nesta singela publicação.

Séries assistidas em 2016
Black Sails (1ª e 2ª temporadas) | Downton Abbey (6ª temporada) | Marco Polo (2ª temporada) | Game of Thrones (6ª temporada) | Orphan Black (4ª temporada) | Pretty Little Liars (1ª - 6ª temporadas) | Full House (1ª - 5ª temporadas) | Fuller House (1ª e 2 ª temporadas) | Stranger Things (1ª temporada) | The Flash (1ª parte da 3ª temporada) | Supernatural (11ª temporada e 1ª parte da 12ª) | Supergirl (1ª temporada) | Gilmore Girls: A Year In a Life | Doctor Who: The Return of Doctor Mysterio (especial de Natal de 2016)

Só vi o 1º episódio, mas gostei e quero prestigiar em 2017

Não vou mentir, sou completamente vendida pra essas histórias de realeza britânica, cheias de glamour, figurinos bonitos, regras de etiqueta e vários dramas familiares. Assim, já amava a proposta de The Crown antes mesmo de começar a assistir. Aí, quando soube que o Matt Smith estava no elenco, nem pensei duas vezes antes de adicionar a série na minha grade. Chegou o fim de semana de estreia, todo mundo no meu feed do Twitter estava assistindo, comentando e amando incondicionalmente e eu...perdi a vontade de ver. Não pelo hype, mas porque a vida tem dessas mesmo. Tava mais interessada em outras séries e, apesar de ter adorado o primeiro episódio e de ter planejado assistir ainda em 2016, não deu tempo e agora a série está nas metas de 2017.

Plot rocambolesco, porém impossível de largar

Não poderia ser outra série que não Pretty Little Liars. Caso você não esteja familiarizado com a premissa desta grande pérola da TV teen norte-americana, pegue a minha mão que eu vou te explicar brevemente: cinco amigas, uma delas morre e ninguém sabe quem é o assassino. As outras começam a ser ameaçadas por uma pessoa misteriosa - possivelmente o assassino - que sabe vários segredos sobre elas, que acabam envolvidas em uma teia de mentiras para se proteger. As situações que essas garotas vivem são surreais, os adultos dessa série são os mais incompetentes da face da Terra, há uma quantidade considerável de assuntos para problematizar e nada - absolutamente nada - faz sentido. Juro juradinho que mais rocambolesco, impossível. É o tipo de série muito absurda, mas também muito divertida e que, às vezes, de tão ruim, fica boa. Apesar do plot completamente impossível, fui completamente cativada pelo squad formado por Hannah, Spencer, Aria e Emily. E também pelos dramas de suas vidas adolescentes (os que não envolvem um assassino misterioso).

Tinha tudo para dar errado, mas deu muito certo

Black Sails é uma série sobre piratas do século XVIII e que, na verdade, funciona como uma prequel do clássico literário A Ilha do Tesouro, de Robert Louis Stevenson. Pensei com meus botões: é uma cilada, Bino! Obviamente, comecei a assistir. Obviamente, comecei a amar. Adoro embarcar em umas canoas furadas (RISOS). Mas, na real, não há nada de embarcação fadada ao fracasso em Black Sails, muito pelo contrário. Estamos falando de uma super produção, cheia de intrigas, motins, aventura, dramas, tesouros, romances, ação, interesses desconhecidos, etc. Ou seja, tudo o que eu, entusiasta-de-histórias-de-pirata-mas-que-pouco-sei-sobre, busco nesse tipo de proposta. O mais legal é que, por meio da série, a gente consegue entender um pouco do que significava ser pirata naquela época. Muitos dos personagens tem posturas bastante questionáveis, mas quando somos apresentados às suas perspectivas, conseguimos compreender um pouco de suas ações. Várias cenas de mar azul e cristalino, um plot legal, o Capitão Flint - um personagem absurdamente complexo e cheio de camadas, exatamente do jeito que eu gosto - e uma versão jovem e malandra de Long John Silver - com quem é meio impossível não simpatizar de alguma forma.

Previsível, mas boa

A 6ª temporada de Game of Thrones, que nos agraciou com tudo aquilo que qualquer pessoa que especula um pouquinho sobre o enredo da série conseguiu prever. Ou quase isso, porque eu realmente fiquei bugada com o lance do Hodor, que de forma alguma consegui imaginar (e compreender). Ainda assim, considero a temporada uma das melhores porque 1) senti que o uso da violência foi mais equilibrado e 2) foi ótimo, pelo menos uma vez, poder ver as coisas dando certo para aqueles que a gente ama e que queremos ver felizes, né? A gente esperou muito por isso, muito mesmo! Adorei especificamente o núcleo de Winterfell - e já tô tensa pelo que virá - e do menino Bran. Também fiquei bastante grata pelo núcleo da Dany finalmente ter saído do lugar.



Bate-bola

O ship: Haleb, ou apenas Hanna Marin e Caleb Rivers para os não iniciados no fandom de Pretty Little Liars. Ainda não comecei a 7ª temporada e tô profundamente abalada pelas reviravoltas que aconteceram na temporada anterior. Aos interessados, sou Team Haleb all the way.

A season finale: Gilmore Girls: A Year In a Life, pois de forma alguma poderia estar preparada para aquelas quatro palavras. Três meses depois e continuo meio sem reação.

O personagem favorito: Dean Winchester, porque sim. Porque sempre que tem Supernatural, Dean Winchester é o personagem preferido. E não dá nem para reclamar, já que ele tá sempre (leia: sempre mesmo) disposto a se sacrificar para salvar o mundo de algum destino absolutamente terrível. Eu amo o Dean. ❤

A personagem que eu queria ser: Eleven (Stranger Things), pois o sonho da minha vida de criança era ser parte de uma galerinha da pesada que apronta altas confusões,  tipo os Goonies. E adoraria ter aqueles poderes doidões dela.

O mais chato: Metatron, porque qualquer personagem chato fica legal se o Metatron também estiver na lista. O nome é ridículo, ele é ridículo e, sinceramente, Supernatural só tem a ganhar com a sua saída (Chuck permita que dessa vez seja definitiva, pfvr!).

Os mais engraçados: Stephanie Tanner (Full House) e Dustin Henderson (Stranger Things), porque 2016 foi um ano tão bad vibes que só o humor ingênuo e infantil para aliviar a ansiedade. E porque eu sou besta mesmo e encontro uma graça absurda em piadas de/para crianças.

Os mais identificáveis: Dean Winchester e Jonathan Byers (Stranger Things), porque eu sou irmã mais velha e sempre me identifico com essa coisa de proteger os irmãos mais novos. E a Rory Gilmore por motivos de sou millennial.

In Memorian

Downton Abbey, que nos deixou depois de seis temporadas. E a sua despedida não foi nada abaixo do esperado: muito drama, muitas lágrimas, muitas emoções, muitas felicidades, muitas tristezas, muitas mudanças, etc. Uma das coisas que mais gosto na série é o tom realista; a gente assiste e entende que é uma série sobre a vida, com suas doses de alegrias e mazelas nem sempre proporcionais. E a última temporada só reafirmou tudo isso. Por ora, vamos dizer que é uma despedida e apenas torcer para que seja uma mentira e que os rumores de um filme sejam reais.

Marco Polo, que depois de duas temporadas e um episódio prequel especial, foi cancelada pela Netflix para a tristeza desta que vos escreve. Fico boladíssima com o fato de que jamais saberei o que será daqueles personagens depois da finale tensa da 2ª temporada. Outro aspecto que aumenta a minha tristeza é o fato de que a série foi interrompida justo agora que parecia ter se encontrado - tanto em ritmo, quanto em abordagem e exploração de personagens e universo estabelecido. Ainda tô aqui na torcida por pelo menos um filme para encerrar a história, mas acho que não vai rolar. Em todo caso, façamos um minuto de silêncio por sua morte prematura. R.I.P., Marco Polo.


A menção honrosa

Orphan Black, apenas porque esqueci dela quando pensei nas ~categorias~ da retrospectiva e precisei dar um jeito de mencioná-la, já que estamos falando de uma das minhas séries preferidas atualmente. Vejam bem, a 4ª temporada da série foi transmitida entre abril e junho do ano passado, muitas coisas aconteceram, muitas outras séries foram assistidas e a minha memória tá fraca. Ainda quero rever alguns dos momentos marcantes para me preparar para a 5ª e última temporada que estreia em breve. Por ora, apenas direi que, como sempre, Orphan Black entregou uma temporada empolgante, com várias reviravoltas, momentos de tensão e, claro, o clone club de sestras. Também teve aquela boa dose de humor e Tatiana Maslany sendo nada menos que incrível.

Orphan Black, você é ótima e merece muito mais do que esse parágrafo escrito porcamente. Prometo melhorar, não desista de mim.

A surpresa
Stranger Things, que eu não fazia a menor ideia do que era até entrar na Netflix um dia antes da estreia e ficar completamente fascinada pela proposta. Como todos, assisti a temporada completa em menos de uma semana (eu me controlei, porque dava para ver bem mais rápido) e, obviamente, fiquei obcecada. Respirei Stranger Things por meses e juro que só não assisti tudo de novo um milhão de vezes porque 1) sou uma eterna procrastinadora e 2) queria tirar o atraso de outras séries. Mas esse rewatch vai acontecer porque a série merece. Tudo, absolutamente tudo, em Stranger Things é maravilhoso (e até aquilo que não é, fica maravilhoso, pois óbvio) e me faz ficar extremamente nostálgica pelos meus tempos de pequena criança hobbit que assistia Sessão da Tarde. Adoro o núcleo das crianças (meu preferido), o núcleo dos xófens (#TeamJonathan) e o núcleo dos adultos (Winona diva da minha infância, xerife melhor xerife). Tudo na série berra Steven Spielberg e eu só queria muito que este senhor diretor se convidasse para dirigir um episódio. Sdds, filmes do Spielberg. Só tenho altas expectativas para a próxima temporada que, felizmente, foi confirmada para o Halloween de 2017.

Meu mantra
Dustin é a melhor criança 
Dustin é o melhor amigo


Quentinho no coração

Full House
e Fuller House, que me fazem sorrir e chorar com os acontecimentos da vida dos Tanner-Katsopolis-Fuller-Gibbler-Gladstone. Assim como Stranger Things, as duas séries têm aquele quê de nostalgia e acho que é por isso que elas se transformaram em uma das minhas principais fontes de good vibes em 2016. Por mais piegas que algumas cenas sejam e que tudo se revele super brega, o saldo final é sempre de conforto porque nada dá errado nessas séries. Todo mundo é feliz, todo mundo se respeita, todo mundo se ama. Todo mundo é gentil. Melhores séries.

The Flash e Supergirl, porque em tempos trevosos e cheios de amargura é preciso de um incentivo para restaurar a fé na humanidade e acho que Barry Allen e Kara Danvers são excelentes role models. É tanta tragédia e ingratidão na vida desses dois, que eu acho louvável que eles consigam ser bons. E não é apenas bondade, os dois têm uma graça, um jeito tão adorável de ver a vida que, sério, sinto vontade de abraçá-los o tempo todo e dizer que vai ficar tudo bem, que eles não precisam ser tão inseguros. Eles são incríveis.

Doctor Who: The Return of Doctor Mysterio, porque é óbvio que Doctor Who ia me deixar com sensação de quentinho no coração. E também porque ficar com o coração aquecido é a única reação possível à um episódio da série depois de sobreviver a um ano inteirinho sem acompanhar o Doutor vivendo suas aventuras no tempo e no espaço. Principalmente se considerarmos que seu retorno ocorreu com um especial de Natal e com uma história cheia de referências à super-heróis e histórias em quadrinhos. Em 2017 vai ter temporada nova, companion nova e regeneração. Já tô sofrendo por antecipação, mas com muita felicidade porque eu estava morrendo de saudades do Doutor.

A melhor, a maior (literalmente!!!), a mais importante série do ano
❤

SUPERNATURAL
. Porque sim, porque óbvio, porque jamais poderia ser diferente. Sinceramente, acho que já deixei claro para todos que sou uma grande entusiasta da saga de Sam e Dean, mas não posso evitar: é a minha série preferida desde que eu tinha 15 anos e só no ano passado me lembrei deste fato. A série foi essencial para que eu conseguisse manter a sanidade, não só porque tem uma proposta muito boa e personagens excelentes, mas porque dá para traçar vários paralelos com a vida real. Todos nós temos nossos monstros interiores, nossos fantasmas com negócios inacabados e nossos demônios contra os quais lutar; e assim como os irmãos, a gente faz o que pode para salvar o mundo de forças sobrenaturais get out shit together.

E, claro, as temporadas da vez trouxeram plots ótimos. Gostei do tom mais épico do arco da 11ª temporada, com os irmãos precisando impedir uma ameaça de proporções bíblicas como a Escuridão e, principalmente!, o fato de Deus FINALMENTE ter dado as caras para explicar o porquê de todas as bostas com as quais precisamos lidar. Entre as minhas coisas preferidas da temporada (e da série) está a lindíssima cena com Rob Bennedict cantando Fare Thee Well. Foi incrível e eu adoro quando a série consegue me emocionar mesmo depois de tantos anos. E a 12ª temporada - que ainda está em andamento - também começou bem, lidando com o super plot twist da finale anterior, apresentando novos ~obstáculos~ na vida dos irmãos e retomando um pouco aquela atmosfera de caso da semana das primeiras temporadas, acompanhada por uma excelente escolha de músicas (a season premiere teve Solitude, do Black Sabbath!). Enfim, Supernatural é a melhor série. Sam e Dean são melhores pessoas.

★

30 de janeiro de 2017

A trilha sonora do meu 2016 | RETROSPECTIVA 2016 (parte 3)


Reza a lenda que o ano só começa de verdade depois do Carnaval e, por isso, vou aproveitar que ainda estamos no fim de janeiro para dar continuidade à minha retrospectiva, desta vez falando sobre as músicas, as vozes, as bandas e os álbuns que fizeram do meu fatídico 2016 um ano tolerável. Já começo por dizer que fazia muito tempo que não me sentia tão "musical" como me senti em 2016. É claro que tô sempre escutando música, mas não me recordo quando foi a última vez que fiz isso quase que com a mesma frequência com que respiro. Atribuo esta peculiaridade em minha personalidade ao fato de que o ano passado foi devastadoramente tenebroso e que apenas com uma trilha sonora 24/7 foi possível lidar com tamanho pesadelo.

E se 2016 foi um ano difícil, cheio de dores e crises para todos nós, no departamento musical foi só alegria. Primeiramente, porque resolvi explorar mais as funcionalidades e o catálogo do Spotify à procura de descobertas da semana e, também, porque abracei de vez a causa dos sentimentos como únicos fatos. E uma vez que fiz isso, não teve volta, abri as portas da felicidade e uma revolução aconteceu por aqui. Na real, se tivesse que descrever a vibe musical de 2016, diria que foi um constante *screams internally*. Mas, chega de enrolação e me deixem explicar como é que essa folia vai funcionar: começarei por entregar troféus para os vencedores de algumas categorias criadas por mim e depois, partirei para a fabulosa lista dos meus discos favoritos de 2016.
Disclamer: acho importante frisar que 1) não escutei todos os lançamentos de 2016 e 2) o post é sobre o que eu escutei em 2016 e, por isso, a retrospectiva irá incluir coisas que não necessariamente foram lançadas durante o ano. Na verdade, a maior parte dos álbuns é de 2015 (risos) (sou sempre aquela que chega atrasada para a festa).

E agora, sem mais delongas, senhoras e senhores, eis a minha Retrospectiva Musical 2016!

Escutei pouco, mas gostei e quero prestigiar em 2017

Nunca achei que fosse chegar o dia em que diria uma coisa dessas, mas a única resposta possível é Purpose (2015), do Justin Bieber. 2016 foi um ano bem pop por aqui e, no meio de tantas descobertas e lançamentos, não consegui dar a devida atenção ao que me parece ter sido o trabalho mais aclamado do xófem. Foram algumas as vezes em escutei o álbum e gostaria de destacar as faixas What Do You Mean?, Love Yourself e The Feeling.

Vou aproveitar para fazer uma menção honrosa ao Joanne (2016), da Lady Gaga, que escutei logo que foi lançado, mas parei de escutar depois de algumas semanas sem um motivo aparente. Das faixas, gostei principalmente de Million Reasons (pois é claro que sim) e Angel Down.


Achei que ia amar, mas flopou

Por mais doloroso que seja, não posso mentir: Glory (2016), da Britney. Vejam bem, não é que eu não tenha gostado, acontece que, depois de umas semanas já tinha enjoado e nem ligava mais.

Outro que entra nessa categoria é o Shawn Mendes. Numa dessas de sair explorando as possibilidades do Spotify, comecei a escutar as músicas do jovem e, por um breve momento, achei que ele preencheria momentaneamente o vazio em meu coração deixado pelo Ed Sheeran. Mas não. Acho que depois de uma tarde escutando Handwritten (2015), percebi que  não é pra mim e o resto é flop.

Morri de preguiça

mInD oF mInE (2016), dO gArOtO nOrMaL dE 24 aNoS, zAyN. Porque, convenhamos, o álbum todo é bem pretensioso (leia: muitos, muitos bocejos) e depois de um tempo eu cansei de escutar sobre como o zAyN transa muito, transa pra c***lho e, nossa, como ele é foda por transar muito. #Ai #Zayn

Foi bom enquanto durou

Southerner (2005), do Trent Dabbs. Descobri a música Follow Suit na trilha sonora de Pretty Little Liars, gostei bastante e resolvi escutar o álbum todo. Acho que nosso relacionamento deve ter durado um total de uma semana e meia e aí, nos separamos. Foi bom enquanto durou, sempre me lembrarei de Southerner em dias frios e chuvosos. Ou não.

Bombs Away (2015), do Sheppard, sugerido pelo Spotify. Logo que escutei fiquei empolgadíssima e saí berrando e recomendando pelos quatro cantos da world wide web o quão legal-Geronimo-é-todos-precisam-escutar-Sheppard-é-ótimo-melhor-descoberta-de-2016. Quinze dias depois, nem lembrava mais. A vida tem dessas. 

A descoberta do ano

BØRNS, ou Garret Borns. Até agora não sei direito como me referir a este ser humano musical que adorei conhecer em 2016. Como mais pra frente neste post pretendo falar mais sobre seu álbum de estreia, apenas direi que meu encanto veio das vibes meio Lana Del Rey meets MGMT. E, nossa, OLHA ESSA AESTHETICS.

O reencontro do ano

Claro que este troféu só poderia ser entregue para a minha melhor amiga de infância, Sandy. Acho que não tínhamos contato desde 2013, quando ela lançou o Sim, que eu gostei, mas não vivi intensamente. Contudo, em 2016 ela nos agraciou com Meu Canto, um trabalho ao vivo que reúne trabalhos anteriores de sua carreira e também apresenta faixas inéditas. A sensação de conforto é real e eu só sei sentir. Eu amo a Sandy, gente.

Finalmente entendi o hype

Taylor Swift. 2016 foi o ano em que finalmente entendi do que todo mundo tava falando e finalmente me apaixonei pela Taylor. Agora, já a considero minha melhor amiga famosa e só quero fazer parte do squad dela. Taylor Swift, que pessoa intrigante, que músicas sensacionais. Eu amo a Taylor Swift, gente.

Classicão que só aconteceu na minha vida agora

Com toda a certeza deste mundo, Fleetwood Mac. Eu não faço ideia de quando foi que ouvi falar da banda pela primeira vez, mas faz tempo. Provavelmente, durante minha adolescência bombardeada por informações da MTV. Só que eu simplesmente ignorei a banda até 2016. E não consigo enxergar este fato como nada além de lastimável, porque Fleetwood Mac é bom demais e só me resta lamentar o tempo perdido. O sentimento de arrependimento é tão grande que estou determinada a transformar o Fleetwood Mac na minha banda do ano em 2017, então, por enquanto falarei pouco sobre a maravilhosidade que é o som deles e da minha pequena obsessão pela Stevie Nicks. Me aguardem.

A voz do ano

De acordo com as estatísticas do Last.Fm, a voz solo que mais escutei em 2016 foi a do James Bay e este fato faz muito sentido porque eu realmente escutei muito as músicas dele. E isso deve ter acontecido porque a voz do James é tudo o que eu mais gosto em vocais masculinos: algo meio rouco, mas forte e que consegue oscilar entre a suavidade e a agressividade. Há algo de rockeiro no James Bay e em sua voz e meu coração é muito vendido pra esse tipo de coisa, 'cês me perdoem.

O grupo do ano

One Direction, pois óbvio, pois é claro, pois jamais poderia ser diferente. Louis, Liam, Niall e Harry são os responsáveis por uma parcela considerável da minha sanidade em 2016 e, por isso, serei eternamente grata a esses quatro seres humanos adoráveis. Obrigada por tudo, 1D - you light up my world like nobody else. ❤

***

Bate-bola das músicas

A primeira música do ano (ritual do shuffle): Did I Make The Most of Loving You (Mary-Jess Leaverland)
A música do ano: Craving (James Bay) e/ou New Romantics (Taylor Swift)
A mais tocada: Need The Sun To Break (James Bay)
As ~good vibes~ do ano: What a Feeling (One Direction), In a Night Like This (Hilary Duff feat. Kendall Shmidt), Touch and Go (Ed Sheeran) e American Money (BØRNS).
Sofrência do ano: All Too Well (Taylor Swift)
Rocks do ano: Gimme Shelter (Rolling Stones), All Along The Watchtower (Jimi Hendrix), Peace of Mind (Boston), Refugee (Tom Petty and the Heartbreakers), Don't Fear The Reaper (Blue Öyster Cult) e Go Your Own Way (Fleetwood Mac)
Grata surpresa do ano: Simple Man (cover do Jensen Ackles)
Chegou no fim do ano, mas ganhou meu coração mesmo assim: Just Hold On (Louis Tomlinson feat. Steve Aoki)
São questões: PILLOWTALK, BeFoUr e dRuNk (claramente do zAyN)

***

Aqueles que voltaram para aquecer e abraçar meu coração

X (Ed Sheeran, 2014). Essa belezinha tá integrando a trilha sonora da minha vida desde que foi lançada. Jamais me canso de Ed Sheeran e, na ausência de álbum novo, tô sempre escutando o X. Só que em 2016 optei pela versão Wembley Edition, que conta com várias faixas bônus. 

Diorama (Silverchair, 2002). Simplesmente porque um belo dia acordei e me lembrei de que era muito doente por Silverchair quando era mais nova e, por isso, decidi escutar o álbum da vida da Michelle de 18 anos. Diorama continua sensacional e falando diretamente com esta que vos escreve. Saudades, Silverchair. Saudades, Daniel Johns do Diorama. 

The Division Bell (Pink Floyd, 1994). Curiosamente  - e infelizmente, convenhamos -, o Pink Floyd não teve muito espaço para brilhar no meu 2016. Considerando a avalanche de derrotas que foi o fatídico ano passado, até que faz sentido. De qualquer forma, não importa muito porque eu sei que, eventualmente, sempre volto para a banda da minha vida. Pink Floyd é relacionamento longo, sério e que vai durar para sempre. The Division Bell, como já era esperado, continua lindo, emocionante e extremamente relevante. De toda a discografia da banda, este é o álbum que mais me transmite uma sensação de #paz e conforto; é sempre a ele que recorro quando tô lidando com bad e aNsIeDaDe. Obviamente, não poderia ficar de fora do repertório musical de 2016.

Menção honrosa

Cover With Friends
(Jason Manns, 2016)
Com um título autoexplicativo, o álbum reúne alguns covers de músicas bastante conhecidas feitos por Jason Manns e seus amigos. Não vou mentir, não fazia ideia de quem era Jason Manns e só cheguei ao seu álbum por conta de vídeos do YouTube relacionados a Supernatural. Acontece que alguns dos amigos dele que participaram do álbum também fazem parte do elenco da série. Foi uma feliz descoberta que, durante vários dias - principalmente tardes de domingo preguiçosas ,- me fez companhia, aqueceu meu coração e, por isso, merece um espaço nesta retrospectiva.


***

TOP 10: melhores álbuns de 2016

Honeymoon (Lana Del Rey, 2015)
Este foi o disco que mais escutei durante metade do verão 2016, principalmente quando estava na praia. Assim como em seus trabalhos anteriores, aqui Lana evoca aquela atmosfera que remete a décadas passadas, anos 50 ou 60. Contudo, sinto que em Honeymoon, mais do que em qualquer outro álbum da cantora, a vibe queria-estar-morta-mas-já-que-não-estou-vou-curtir-uma-summertime-sadness está muito forte. Não ligo, tem horas que a gente só quer mesmo ficar curtindo uma melancolia durante dias ensolarados e este álbum é a trilha sonora perfeita.

Blue Nighbourhood (Troye Sivan, 2015)
Não vou mentir, queria muito ter escutado mais e amado mais intensamente o trabalho de estreia do Troye Sivan. Juro que não tenho absolutamente nada de negativo para dizer a respeito de Blue Neighbourhood; o álbum é realmente muito bom. Delicinha mesmo de escutar. Daqueles que você aperta o play na primeira faixa e deixa tocar todinho porque todas as músicas são gostosas. Foram muitas as tardes na companhia deste disco, que aqueceu sim meu coração no gelado 2016. É um trabalho que traz melodias que ficam na cabeça, arranjos bonitos e toda uma vibe de urgência da juventude. É exatamente o álbum que eu teria escutado até furar quando tinha 15, 16 anos.
Faixas preferidas: BITE, TALK ME DOWN, YOUTH e LOST BOY.

Dangerous Woman (Ariana Grande, 2016)
Sinceramente, eu não fazia ideia de quem era Ariana Grande na fila do pão até meados de abril de 2016. Claro que não estava vivendo debaixo de uma pedra e, por isso, já tinha escutado o nome da moça, mas era só isso. Aí, numa bela madrugada de aNsIeDaDe e insônia, o YouTube sugeriu o clipe de Dangerous Woman e eu fiquei fascinada pela voz (gente, que voz!), pelo arranjo e pelas vibes ~rockeiras~ da música. Em poucas semanas, o álbum foi lançado e eu vivi toda a empolgação e o hype junto com a galera e foi ótimo. O que mais me surpreendeu no Dangerous Woman é que eu ainda estava escutando suas músicas em novembro e achando tão deliciosas quanto da primeira vez. A atmosfera geral do álbum é essa do título mesmo:  Ariana poderosa, perigosa, mulherão, etc.
Faixas preferidas: Dangerous Woman, Into You, Side To Side, Greeeeeeedy (pois óbvio), Leave Me Lonely e Touch It.


Breathe In. Breathe Out. (Hilary Duff, 2015)
Se Sandy é minha melhor amiga da infância, Hilary é minha melhor amiga da pré-adolescência. De forma que toda e qualquer coisa que ela lança rapidamente ganha o meu interesse. E, céus, como ela demora para lançar as coisas. Acho que foram uns três anos até que todos nós pudéssemos escutar seu comeback depois de sete/oito anos afastada da música. E, olha, que delicinha de álbum pop e que pena que foi um super flop. Quanto à temática, acho que dá pra resumir em dois assuntos: fim de relacionamento e sentimentos em relação ao novo crush. Já a sonoridade geral é de pop dançante e bem condizente com o que a gente escuta no rádio atualmente. Não chega a ser um álbum super original - analisando friamente, pode ser considerado um pouco genérico -, mas isso não quer dizer que não seja bom. Com certeza, é o melhor trabalho da carreira musical da Hilary e, sinceramente, acho que ele merecia mais - tanto dela, quanto dos fãs.
Faixas preferidas: My Kind, Breathe In. Breathe Out., Tattoo (Ed Sheeran sendo Ed Sheeran mesmo quando não tá cantando), Night Like This e Belong.

E.MO.TION (Carly Rae Jepsen, 2015)
Pelo amor de Deus, alguém me explica por que raios a Carly Rae Jepsen é tão subestimada? Ela lançou um dos melhores trabalhos pop de 2015 e quase ninguém comenta. Pensem em um álbum pop com vibes anos 80, com hits dançantes e refrões chicletosos, deliciosamente viciantes e que te deixam com vontade de dançar. Então, esse é o E.MO.TION. Não tem absolutamente nenhuma - repito: nenhuma! - faixa ruim. Assim como o trabalho do Troye Sivan, o álbum da Carly Rae é para dar play na primeira música e escutar inteirinho, deixando que os sentimentos sejam os únicos fatos. O que mais me encanta neste disco é que eu tenho certeza absoluta de que daqui a uns cinco anos eu ainda estarei escutando e achando maravilhoso. Por favor, valorizem mais a menina Carly Rae e prestigiem seu trabalho. Ela merece e vocês, com certeza, também merecem atingir a graça que essa obra-prima pop vai proporcionar.
Faixas preferidas: I Really Like You, Making The Most Of The Night, Your Type, I Didn't Just Come Here To Dance, Favorite Colour - na real, essas são apenas sugestões para o caso de você não ter muita ideia de por onde começar, porque todas - repito: todas! - as faixas são boas e favoritas.
Comentário digno de nota: Carly Rae é tão amor que, em 2016, lançou o Side B, que nada mais é que uma segunda parte do E.MO.TION. Ou seja, estamos falando de um álbum duplo. Não consegui prestigiar direito as músicas mais recentes, mas 2017 está aí para isso.

Tango In The Night (Fleetwood Mac, 1987)
Como foi mencionado previamente, o Fleetwood Mac só aconteceu em minha vida em 2016 e, apesar de ter sido por conta de Go Your Own Way (Rumors, 1977), Tango In The Night foi o primeiro álbum da banda que ganhou meu coração. Não confirmo e nem nego a responsabilidade da belíssima arte da capa. Não sei explicar muito bem o que me fez gostar deste álbum, mas acho que é toda a sonoridade dos anos 80, os efeitos, os refrões gostosinhos e a atmosfera geral do disco, que me deixa meio nostálgica por um tempo que não vivi. O fato é que essa belezinha - que vai ganhar edição especial em 2017, OBRIGADA DEUS! - chegou em minha vida naquele ponto do ano em que eu já não aguentava mais e trouxe um certo frescor, uma nova vontade de viver e, sei lá, restaurou a minha fé nas coisas boas da vida (sou dessas, me deixem).
Faixas preferidas: Big Love, Caroline, Tango In The Night, Little Lies e Isn't It Midnight (gente, pelo amor de Deus, escutem o solo de guitarra no final dessa música).


Dopamine
(BØRNS, 2015)
Era uma tarde fria e chuvosa de agosto quando o Spotify, por meio de suas Descobertas da Semana, começou a tocar The Emotion. O sentimento de amor à primeira escutada foi tão instantâneo, que larguei a playlist e fui direto para o álbum de capa esquisita, com um sujeito também meio esquisito enquadrado por pernas femininas. O disco, meus caros, é essa preciosidade chamada Dopamine, que, fiel ao seu nome, tem como função primordial proporcionar sensações boas e alegrinhas para aquele que o escuta. Mais good vibes, impossível; meu humor naquele dia tenebroso melhorou 100%. Ainda quero escrever um post faixa-a-faixa para fazer justiça à este trabalho maravilhoso do Garret Borns, mas enquanto esse dia não chega, digo que o que mais me encantou, além das sensações positivas, foi a mistura de efeitos sonoros ~modernos~, letras deliciosamente catchy e a atmosfera free spirit dos anos 60. Se discos fossem bebês, o Dopamine seria a cria de Born To Die - Paradise Edition (Lana Del Rey, 2012) e Oracular Spectacular (MGMT, 2007).
Faixas preferidas: 10.000 Emerald Pools, Electric Love, American Money, The Emotion e Overnight Sensation - aqui, as faixas também funcionam apenas como sugestões para o caso de você precisar de um guia, porque tudo no álbum é muito bom.

Chaos And The Calm (James Bay, 2015)
Como já sabemos, James Bay foi a principal voz do meu ano e realmente não me surpreendo, porque, como disse, seu timbre tem tudo para me fazer ficar apaixonadinha. Mas meu amor por seu álbum de estreia vai além, pois se eu tivesse que escolher um título para me definir em 2016, seria Chaos And The Calm. Toda essa coisa contraditória da calmaria acompanhada do caos tem tudo a ver com as sensações e a aNsIeDaDe com que precisei lidar em 2016 e também com tudo o que significa chegar nessa fase dos vinte e poucos e ainda se sentir meio perdido, sem muita ideia do que estamos fazendo. De se sentir seguro de si, de saber o que quer, de buscar algo que possa sentir e, ainda assim, estar tentando se encontrar. Fiz um post inteirinho dedicado a este álbum e, por isso, vou parar por aqui. Mas, nossa, como amo esse disco.❤
Faixas preferidas: Craving, Let It Go, Scars e Need The Sun To Break. Da versão deluxe, fico com Clocks Go Forward e Stealing Cars.

1989 (Taylor Swift, 2014)
Se é preciso atribuir alguma responsabilidade pelo meu atual amor incondicional por Tay-Tay, a concedo ao 1989, porque foi a partir dele que me entreguei de corpo-alma-e-coração à toda a discografia da minha melhor amiga famosa. Sim, este é o trabalho mais diferente da carreira da Taylor até então e, com certeza, é o mais ousado. Em sua estreia como cantora pop, Taylor conseguiu não apenas entregar de forma absurdamente louvável aquilo que é esperado de um álbum do gênero - melodias gostosinhas, refrões grudentos, efeitos eletrônicos, etc. -, mas também transportar para a sua nova fase aquilo que há de melhor em seu trabalho no country: sua vulnerabilidade ao tratar de assuntos e sentimentos tão pessoais e transformá-los em algo extremamente identificável e universal. De uma forma geral, adoro como ela fala de sentimentos (que são sempre os únicos fatos), corações partidos e anseios. Mas, quando falo do 1989, gosto ainda mais porque aqui Taylor é vulnerável, mas também é dona de si, poderosa, forte. É uma Taylor que cansou de sofrer, colocou seu coração partido em uma gaveta, subiu no salto e foi pra Nova Iorque conquistar o mundo, curtir sua juventude com  as amigas e ser feliz. É uma Taylor livre e, como sabemos, as melhores pessoas são livres.
Faixas preferidas: Welcome To New York, Blank Space, Style, Out Of The Woods, Shake It Off, I Wish You Would, Bad Blood, Wonderland e New Romantics. Ou seja, praticamente todas (risos).

O melhor, o maior, o mais importante disco do ano

Made In The A.M. (One Direction, 2015)
Pois óbvio, pois é claro, pois jamais poderia ser diferente [2]. Responsável por ser o pontapé inicial da minha história de amor com Louis, Liam, Niall e Harry, Made In The A.M. é tão absolutamente sensacional que, depois de quase um ano escutando, eu ainda continuo achando tudo tão lindo e maravilhoso quanto da primeira vez. Adoro o fato de que tudo soa meio familiar, mas ao mesmo tempo novo - em ambos os casos, tanto por buscar referências em outras bandas que fizeram história, quanto por soar exatamente como o One Direction (ainda que com um integrante a menos, que, convenhamos, fez bem em sair). Depois de passar o ano de 2016 contemplando toda a discografia dos meninos (risos), pude perceber que o quinto álbum é, de fato, aquele em que eles mostram mais maturidade, seja porque se envolveram mais na produção ou por conta das letras um pouco mais ~sérias~ e de acordo com a fase da vida que estão vivendo, com todas as descobertas, desilusões e conquistas. É também um álbum de despedida, seja ela temporária ou não, e, por isso, celebra tudo o que o One Direction foi até então para os fãs e para os integrantes. É o One Direction em sua melhor forma até o momento.
Faixas preferidas: TODAS. Não dá nem pra sugerir algumas para quem quer começar, tem que escutar tudinho, do começo ao fim, e deixar que os sentimentos sejam sempre os únicos fatos

★

6 de janeiro de 2017

summer vibes: uma playlist para curtir dias de sol e mar



#01 10,000 Emerald Pools (BORNS)
#02 Kids (MGMT)
#03 Electric Feel (MGMT)
#04 American Money (BORNS)
#05 Gods & Monsters (Lana Del Rey)
#06 Music To Watch Boys To (Lana Del Rey)
#07 Summertime Sadness (Lana Del Rey)
#08 I Turn My Camera On (Rock Kills Kid)
#09 Forever Young (Youth Group)
#10 Honey And The Moon (Joseph Arthur)
#11 Clean (Pete Yorn, Scarlett Johansson)
#12 Landslide (Robyn Sherwell)
#13 Dice (Finlay Quaye, William Orbit)
#14 California - Tchad Blake Remix (Phanton Planet)
#15 Fireproof (One Direction)
#16 Night Like This (Hilary Duff, Kendall Schmidt)
#17 Love on the Weekend (John Mayer)
#18 Assassin (John Mayer)
#19 Touch and Go (Ed Sheeran)
#20 Don't Kill The Magic (MAGIC!)
#21 I Don't Wanna Live Forever (ZAYN, Taylor Swift)
#22 Sorry (Justin Bieber)
#23 Just Hold On (Steve Aoki, Louis Tomlinson)
#24 Side To Side (Ariana Grande, Nicki Minaj)
#25 Bibia Be Ye Ye (Ed Sheeran)
#26 Barcelona (Ed Sheeran)
#27 Shape of You (Ed Sheeran)
#28 Rude (Ed Sheeran)
#29 Vamos Fugir (Skank)
#30 Road Trippin' (Red Hot Chilli Peppers)
#31 Tell Me Baby (Red Hot Chilli Peppers)
#32 Snow (Hey Oh) (Red Hot Chilli Peppers)
#33 Down Under (Man At Work)
#34 What a Feeling (One Direction)