24 de abril de 2019

A trilha sonora do meu 2018 | RETROSPECTIVA 2018


Este post ficou esperando uma finalização, adormecido na minha pasta de rascunhos, desde dezembro e já estou com vergonha de ter vergonha por não ter postado antes do Carnaval (risos). Então, antes tarde do que nunca, eis a retrospectiva musical 2018 e a distribuição dos troféus!

Disclaimer: acho importante frisar que 1) não escutei todos os lançamentos de 2018 e 2) o post é sobre o que escutei em 2018. Por isso, a retrospectiva irá incluir coisas que não necessariamente foram lançadas durante o ano. Mais uma vez, as categorias estão um pouco diferentes das edições anteriores e criei algumas novas. Agora, teremos um troféu Taylor Swift e um troféu Michael Jackson, já que ambos estão sempre na trilha sonora da minha vida e merecem demais essa minha homenagem.

Escutei pouco, mas gostei e quero prestigiar mais em 2019


Camila (Camila Cabello, 2018). Depois do sucesso estrondoso de Havana, em 2017, fiquei bem empolgada para escutar o álbum de estreia da Camila Cabello. Ele chegou em janeiro do ano passado e me lembro de ter escutado durante alguns dias após o lançamento...até que parei de escutar sem nenhum motivo aparente. Espero conseguir prestigiar mais em 2019 ou, talvez, dar mais atenção para a Camila assim que seu próximo álbum estiver entre nós.

Expectations (Bebe Rexha, 2018). Não sabia muito bem quem era Bebe Rexha até aquele feat. com o Louis Tomlison; desde então, fiquei sabendo que a moça já tinha alguns singles e collabs com outros artistas e que faria a sua estreia com um álbum em 2018. Escutei logo que saiu, me apaixonei pela faixa de abertura, gostei de mais algumas e prometi que dedicaria atenção ao álbum com mais calma (acho que outros lançamentos importantes rolaram na mesma época), apenas para me atrapalhar e esquecer de cumprir a promessa. Por fim, acabei colocando algumas das faixas do álbum na minha playlist de verão 2019 como um lembrete para conferir o álbum todo em algum momento.

Bloom (Troye Sivan, 2018). Assim como aconteceu com Blue Neighbourhood (2015), não tenho nada de negativo para dizer em relação ao segundo álbum do Troye Sivan. Tudo aqui é bem produzido, as melodias são gostosas e a vibe geral do disco é 10/10. Eu realmente não sei o porquê de não ter escutado tanto. Por favor, não sejam como eu e prestigiem o trabalho do Troye Sivan.

Achei que ia amar, mas flopou

Blue Madonna (BØRNS, 2018). Depois de ter a minha cabeça explodida pelo Dopamine (2015), um dos melhores álbuns que escutei nos últimos anos e, definitivamente, um dos meus preferidos da vida (!), nem preciso dizer que tinha altas expectativas em relação ao seu sucessor. Principalmente depois do lançamento do primeiro single, Faded Heart, e da notícia de que teria um feat. com a Lana Del Rey (!). Contudo, fiquei apenas nas expectativas, pois o álbum não chegou aos pés do anterior e, de forma geral, achei bem qualquer coisa. Não sei se não entendi o ~conceito~, se rolou algum tipo de ~experimentalismo~, se as músicas são ruins ou se o problema estava comigo. É possível que seja uma mistura disso tudo. Só sei que achei que ia amar muito e flopou no meu coração.

Foi bom enquanto durou 


Egypt Station (Paul McCartney, 2018). Não sabia que o Paul ia lançar álbum novo em 2018 e só descobri quando faltava pouco mais de um mês. Isso foi ótimo, pois não precisei esperar muito e não dei espaço para as expectativas - não que seja viável evitar expectativas em um caso como esse. Quando o álbum chegou, escutei intensamente no fim de semana do lançamento, assisti ao especial no Spotify e amei tudo (menos Back in Brazil, pois sem condições essa música) como se não houvesse amanhã. Aí, o baile seguiu e eu deixei pra lá. Uma pena, porque mesmo que eu não seja capaz de dizer se o álbum é genuinamente bom (tenho zero capacidade de exercer senso crítico com quem marcou minha vida desde a infância), ele é bem bom sim e merecia mais consideração de minha parte. Escutem. É nostálgico. Vale a pena.

A descoberta do ano


The Weeknd. Olha, não tenho noção de quanto tempo faz desde que comecei a sentir que todo mundo conhecia The Weeknd e eu perdi as contas de quantas notas mentais escrevi para me lembrar de conferir qual era a dele. Além da inexplicável surpresa ao descobrir que se tratava de uma única pessoa - e não uma banda ou dupla, como poderia jurar que fosse -, cujo nome real é Abel Makkonen Tesfaye, fiquei maravilhada com as músicas, que têm uma sonoridade que, por falta de palavra melhor, irei chamar de única. É toda uma vibe, sabe? Tem que sentir. Felizmente, escutei apenas um dos seus cinco discos e tô bem empolgada para conhecer os outros, que pretendo economizar, pois sou exatamente esse tipo de pessoa.

O orgulhinho do ano


Taylor Swift. Ser exaustivamente odiada, julgada e criticada por mais de um ano pelo mundo todo é horrível demais e minha melhor amiga famosa lidou com essa situação de forma magistral e louvável. Se em 2017 ela se manteve reclusa, não concedeu entrevistas e só deu as caras em videoclipes e imagens promocionais do reputation, em 2018 tudo isso foi potencializado. O que vimos foi uma artista talentosa, dedicada aos seus fãs, que ama o seu trabalho e é 100% profissional. Como resultado, ao invés de polêmicas na imprensa e na internet, veio uma das turnês mais lucrativas do ano, a presença constante nas paradas musicais e a Reputation Stadium Tour na Netflix (um baita presente de fim de ano para os fãs, diga-se de passagem). Ela pode até não ter se exposto, mas esteve em evidência na área em que atua, mostrando que é, sem sombra de dúvidas, um dos principais e mais poderosos nomes na indústria musical. Adoro essa faceta da Taylor, que me encheu de orgulho e inspiração em 2018. ♥

O reencontro do ano


The Rasmus. Não tinha parado para pensar no impacto da banda finlandesa na minha vida até o momento em que, do nada (!), lembrei dela e fui me informar sobre como andava. Rapidamente, descobri que ainda estavam juntos, haviam lançado disco novo, estavam em turnê e haviam passado pelo Brasil há pouco mais de duas semanas (tô triste até agora por ter perdido esse rolê). Aí, vi que tinha uma bônus track (ainda existe isso, gente?) recente e fui escutar e aaaaaaaaaaah the feels. Daquele momento em diante - creio que em meados de outubro -, fiquei completamente obcecada pela banda, assisti inúmeras entrevistas pelo YouTube (pelo menos as que estão em inglês) escutei o disco mais recente exaustivamente, relembrei os hits antigos e que marcaram a minha adolescência trevosa e, de forma geral, me deixei abraçar por tudo o que a música dos caras - e as letras maravilhosamente simples e profundas do Lauri Ylönen - têm para oferecer. 2018 foi um ano diabolicamente péssimo, mas serei grata por pelo menos me devolver um amigo (Lauri, no caso) que nem sabia que sentia falta. Curiosamente (ou não, porque a vida tem dessas), faziam exatos dez anos desde que eu havia parado de acompanhar o trabalho dos caras e eles voltaram para a minha vida justamente quando eu mais precisava escutar o que eles tinham para me dizer. The Rasmus, que banda. ♥

Finalmente entendi o hype


Shawn Mendes. Como sabemos, o moço flopou na minha vida em 2016, mas como adoro uma reviravolta, Shawn Mendes teve o seu arco de redenção. Não apenas amei o disco mais recente, como finalmente entendi o porquê de tanta gente gostar de suas músicas. Gente, é tudo muito apaixonante e não dá para não se render. Também gostaria de registrar que fiquei chocada ao descobrir que o jovem tem apenas 20 anos. Acho que tem um futuro promissor. Tô torcendo por você, Shawn!

Clássicão que só aconteceu na minha vida agora


Scorpions. Não sei o que eu estava fazendo da minha vida para ter ignorado os caras todos esses anos. Não é que eu nunca tivesse ouvido falar deles, mas tinha me contentado em conhecer apenas três ou quatro músicas de seu vasto repertório e, consequentemente, me privei de algo muito bom. A Sharon já tinha me dito que a banda é uma de suas preferidas e eu deveria ter enrolado menos para tentar entender o porquê. Não escutei muitos dos discos, mas como sei que todo ano me traz uma fase rockão-antigo-pé-na-estrada-e-sofrência, irei me preparar para contemplá-los no momento oportuno. 

A voz do ano

♥O melhor, o maior, o mais importante artista de 2018♥

Vossa Majestade Real, o Rei do Pop Michael Jackson👑. Não vou nem me explicar, pois pouco me surpreende que em um ano em que eu respirei MJ, ele se destaque como a principal voz. Se em 2017, me reencontrei com o meu artista preferido de todos os tempos, em 2018 passei a considerá-lo o meu melhor amigo platônico. Ao ler sobre a sua vida e sua arte (o pouco que pude, pois a vida desse ser humano é absurdamente rica em detalhes), pude compreender melhor as suas músicas e a sua mensagem para o mundo. Michael era especial, único. O mundo não o merecia, mas tivemos a sorte de tê-lo em nossas vidas. Ano passado, foi a Diamond Celebration, uma comemoração dos 60 anos do Rei do Pop, e foi lindo ver o quanto ele marcou e ainda marca a vida de pessoas ao redor do mundo todo, principalmente quando consideramos que muito do que ele fazia era sobre gentileza e amor. Quer legado mais importante e necessário para esse tempo de trevas que estamos vivendo? Te amo, MJ. ♥


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Bate - bola das músicas 

A primeira música do ano (ritual do shuffle): Caroline (Fleetwood Mac)
A música do ano: Us (James Bay)
A mais tocada: Us (James Bay)
As ~good vibes~ do ano: Wanderlust (James Bay), Starboy (The Weeknd), no tears left to cry (Ariana Grande), Train (KING GVPSV) e One Way Street (Tito Jackson).
A power ballad roqueira e sentimental do ano: Still Loving You (Scorpions)
Resgatada pelo shuffle (ou: esqueci que amava, mas o shuffle me lembrou): The Outsiders (R.E.M.)
Grata surpresa: Chill (The Rasmus) e Africa (cover do Weezer)
Troféu Taylor Swift do ano 🐍: I Did Something Bad
Troféu Michael Jackson do ano👑: Is It Scary
Completamente ignorada durante anos para só ser realmente apreciada em 2018: Wind of Change (Scorpions)


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São questões


sweetener (Ariana Grande, 2018). Logo que no tears left to cry foi lançada, fiquei bem empolgada pelo sucessor do Dangerous Woman (2016), um dos meus álbuns preferidos. Daí, veio the lights is coming, que achei péssima. Depois veio God is a woman, que é um baita musicão. Quando escutei o disco inteiro, fiquei com uma sensação mista de nossa-que-disco-bom-mas-nossa-que-disco-blergh, porque achei tudo bem desconexo e é quase como se fossem dois álbuns em um, com faixas mal distribuídas. Não sei se tive expectativas muito altas, ou se não compreendi direito o álbum e o tempo dirá que estou completamente errada (é possível que a vitória no Grammy 2019 já seja um indicativo disso...) . Contudo, não vou mentir, achei o álbum bem na média e bem diferente do que imaginava, definitivamente sem explorar todo o potencial da Ariana. Enfim, são questões.  Ah, e tem essa capa também. Achei horrível.

Disco de 2017 que só aconteceu na minha vida em 2018: 


As You Were (Liam Gallagher, 2017). Não que eu tivesse ignorado o disco quando foi lançado, mas só fui valorizar de verdade no ano passado. Depois de dois álbuns com o Beady Eye, banda que nunca gostei, parece que o Liam finalmente se encontrou em seu primeiro disco solo e o resultado é uma seleção de quinze faixas deliciosas, com a medida certa de nostalgia, com vibes gerais de anos 90 e menos especificamente de Oasis, de um jeito que dá para o Liam brilhar. Sem deixar de lado, claro, as referências aos Beatles e aos Rolling Stones. Pretendo escutar mais ao longo dos anos.

Discos de 2018 que não escutei, mas quero prestigiar em 2019 


Liberation (Christina Aguilera, 2018). Para ser sincera, escutei logo que saiu e pensei "uaaaaau, que coisa mais maravilhosa! Christina é muito foda! Melhor álbum do ano até o momento, etc, etc, etc", e aí, não dei mais bola. Contudo, ressalto que escutei o álbum uma vez e fui completamente impactada. Assim, mesmo me lembrando apenas do feat. com a Demi Lovato, considero que não escutei o álbum de verdade e, por isso, quero prestigiar em 2019.

Youngblood (5 Seconds of Summer, 2018). Olha, eu não fazia ideia do que era 5 Seconds of Summer, achava que fosse Sum 41 e sempre falava 30 Seconds to Mars. Obviamente, as bandas não tem nada em comum e eu sei que o Jared Leto é o vocalista do 30 Seconds to Mars, bear with me. Porém, acabei escutando Youngblood, a música, por recomendação do Spotify e gostei. Quando vi uma galera na internet dizendo que o som desse álbum (o terceiro da banda!) segue mais ou menos na linha do que o One Direction começou a fazer com o Made In The A.M. (2015), um dos álbuns da minha vida, nem pensei duas vezes antes de salvar Youngblood na minha biblioteca. Apenas aguardo o momento oportuno, pois estou determinada a amar esse álbum e se isso não acontecer em 2019, ficarei muito triste e frustrada.

Pray for the Wicked (Panic! at the Disco, 2018). A banda foi uma das mais marcantes dos meus anos de colégio e cursinho - ainda que eu amasse de um jeito meio guilty pleasure, pois naqueles tempos ainda acreditava nessa palhaçada - e, depois de um bom tempo sem acompanhar os discos recentes, acabei "esbarrando" no clipe de High Hopes no YouTube. Não confirmo e nem nego que fiquei um tanto emocionadinha e empolgada e, talvez, cante trechinhos diariamente. Logo, a única ação possível que enxergo é escutar esse álbum de forma intensa durante 2019.

Aqueles que voltaram para esquecer e abraçar meu coração:


reputation (Taylor Swift, 2017). Meu álbum oficial de treinos e que traz a minha versão preferida da nossa melhor amiga! Poderia escrever muitos e muitos parágrafos enaltecendo essa obra-prima do século XXI, mas como já fiz isso nesse post, vou parar por aqui. Apenas saibam que eu amo esse disco. Escutem o reputation, gente. E depois assistam ao especial na Netflix. ♥

Greatest Hits (Fleetwood Mac, 1988). Desde que me apaixonei completamente pelo Fleetwood Mac, em 2016, a banda sempre dá um jeito de deixar uma marca na trilha sonora da minha vida. No ano passado, escutei algumas coletâneas e essa daí foi a campeã. Apesar de não achar a melhor ou a mais completa (saiu uma de 50 anos em 2018, gente!), gosto da seleção. E amo que já começa impactando com Rhiannon - que música! Stevie Nicks, que mulher! 🌙

Dangerous Woman (Ariana Grande, 2016). Também foi um álbum que me marcou muito em 2016 e que, conforme os anos foram passando, foi ganhando ainda mais o meu coração. O que mais gosto é que ele me faz companhia em treinos, mas também naqueles dias em que a autoestima está no chão e preciso de algo que me faça sentir melhor, mais forte, mais bela, mais poderosa, etc, etc, etc.

O humilhado que agora é exaltado


Invincible (Michael Jackson 👑, 2001). Antes de mais nada, quero deixar registrado que eu nunca humilhei esse álbum, já que eu ignorei sua existência desde sempre. Não foram poucas as vezes que vi veículos de comunicação declarando esse trabalho uma bomba-um fiasco-o maior fracasso da carreira do Rei do Pop-blablabla e, por isso, preferi não escutar para conservar na memória apenas coisas boas a respeito da obra de Vossa Majestade. Só que, vejam bem, era humanamente impossível para Michael Jackson fazer algo ruim, entendem? E fracasso é muito medido por perspectiva, expectativa e vendas. No caso em questão, estamos falando do cara que foi O MAIOR ARTISTA DE TODOS OS TEMPOS, que rompeu com paradigmas e, de certa forma, criou o que conhecemos hoje como música pop. 'Cês entendem que as expectativas para qualquer coisa que ele fazia eram altíssimas e que seria impossível atingi-las com uma crítica que estava de bode dele, além de uma gravadora comandada por Tommy Motolla, que, segundo Vossa Alteza, era o demônio? Gente, a própria Sony tirou o álbum das lojas e cancelou a divulgação depois de três semanas! Quem é que pode culpar Michael Jackson por simplesmente largar tudo no que diz speito ao disco? No lugar dele, faria a mesma coisa. (Mais informações sobre esse rolê todo nesse vídeo aqui).

Deixando as tretas de bastidores de lado, basta escutar Invincible para perceber que ele estava completamente de acordo com o tipo de música que a gente viria a escutar alguns anos depois de seu lançamento. Ou seja, Michael Jackson, mais uma vez, lançou tendência! E ele fez isso de um jeito bem confessional, de forma que o álbum é um de seus trabalhos mais pessoais. Michael Jackson colocou A SUA ALMA no disco e as pessoas simplesmente ignoraram. Repito: o mundo não merecia esse homem. Apenas escutem o Invincible, pois ele merece demais ser prestigiado.

Menção honrosa


Brotherhood (3T, 1995). Nessa de respirar Michael Jackson, inevitavelmente esbarrei em 3T, o trio formado por Taj, Taryll e TJ, seus sobrinhos, filhos do Tito Jackson. O som é um R&B gostosinho, bem naquela vibe de boyband dos anos 90 e que dá para ficar escutando em loop. Sinceramente, nada tenho de negativo para dizer sobre Brotherhood, que traz faixas que parecem ter sido escolhidas a dedo por seus integrantes e pelo time de produtores - sendo um deles o ilustre tio dos meninos, que além de contribuir com uma composição, participa de duas faixas. Não escutei o disco tempo suficiente para colocá-lo em uma lista de favoritos do ano, mas inegavelmente foi um marco e queria deixar o registro aqui. Pretendo escutar mais vezes, principalmente naqueles dias em que estiver me sentindo mais nostálgica. Acho que vocês deveriam fazer o mesmo.

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Top 7: os melhores álbuns de 2018


MAY 20TH (KING GVPSV, 2018)
Até hoje acho que a maneira como cheguei até esse disco bem aleatória. Primeiro, porque o tipo de som não é exatamente o que eu costumo escutar. Segundo, porque não é como seu eu acompanhasse o trabalho do elenco de Supergirl. Acontece que KING GVPSY é o ator Mehcad  Brooks e, por razões que desconheço, cheguei à sua carreira musical. Enfim, depois de curtir alguns singles fiquei na curiosidade para escutar o álbum todo e quando aconteceu, amei! Novamente, não sei explicar o porquê de ter gostado tanto, uma vez que o som é uma mistura de alguns estilos com música eletrônica (acho). O resultado é algo meio transcendental que me faz pensar em natureza, deserto, mar, algo místico e good vibes...sei lá. Talvez seja a voz do Mehcad mesmo. Realmente, não sei.
Faixas preferidas: Tears Away, Train, e Cigarettes and Red Wine.

Shawn Mendes (Shawn Mendes, 2018)
Depois de decidir que Shawn Mendes não era para mim, só resolvi escutar o disco mais recente por indicação da minha amiga Alessandra, que conhece o meu gosto musical e achou que eu poderia gostar. Ela estava certa. O que mais me impressionou é que o disco, apesar de ser pop, tem uma mistura de referências que funcionou muito bem. Como resultado, temos uma seleção bem ~elegante~ e que, creio, mostra o amadurecimento do cantor. Além disso, é o tipo de trabalho que dá para ficar escutando em loop por horas sem enjoar. Contudo, preciso falar dessa capa. Não dá pra defender essa capa.
Faixas preferidas: In My Blood (que hino! e que acerto de faixa para abrir o disco! já chega com tudo!); Youth (mais uma vez, que hino!) e Perfectly Wrong (baladinha triste que faz a gente ficar triste também).

Electric Light (James Bay, 2018)
O James Bay é um dos meus cantores preferidos e sabendo que o Chaos and the Calm (2015) é um dos discos da minha vida, nem preciso dizer que tinha altas expectativas para seu sucessor. Se a minha única crítica em relação ao primeiro álbum é que o tempo todo prevalece uma sensação de que James não se sentia seguro para se soltar e mostrar todo o seu potencial, não dá pra dizer isso sobre Electric Light. Aqui a gente tem uma ideia bem real do tipo de artista que é o James Bay. Aqui, ele se permitiu arriscar e trouxe referências como David Bowie, Mika (!), Hozier e, sei lá, Justin Bieber (???), mas sem deixar de lado seu lado ~rockeiro~. No fim, o álbum funciona muito bem e é cheio de personalidade. Outro ponto que quero destacar é que parece que James está muito mais feliz e, como fã, fico feliz, pois o moço sofria demais no disco anterior. Tenho certeza de que mesmo já gostando muito do Electric Light, com o passar dos anos irei amar até que se torne um dos meus favoritos.
Faixas preferidas: Us,  In My Head, Wanderlust, Sugar Drunk High e Stand Up.


Starboy (The Weeknd, 2016)
A estreia de The Weeknd na trilha sonora da minha vida veio com o seu terceiro álbum. Gostaria de dizer algo profundo sobre o trabalho, mas a verdade é que Abel ganhou meu coração pela sonoridade geral de suas músicas combinada com sua voz MARAVILHOSA. Só depois é que fui perceber que as letras, além de melancólicas e chorosas, se mantém quase que totalmente na mesma temática da difícil vida de artista famoso que sofre muito, mas também transa muito. E bebe muito. E vai muito em festas. E tem muito dinheiro para gastar com carros. Enfim, quando percebi o conteúdo geral das músicas, já era tarde e o estrago estava feito. Sigo amando o álbum - e praticamente tudo que já escutei de The Weeknd - e torço muito para que o moço faça uso apenas de uma persona e que ele não sofra tanto quanto parece sofrer. Mas sério, escutem The Weeknd. É sim tudo isso que dizem por aí.
Faixas preferidas: Starboy, Ordinary Life e I Feel It Coming.

Invincible (Michael Jackson, 2001)
Depois de todo o rant que fiz acima, irei ser breve. Nesse álbum, encontramos tudo o que Michael Jackson sempre representou e fez em seus discos solo, só que com aquele quê de anos 2000. Seria a entrada de Vossa Majestade no novo milênio e, infelizmente, acabou por ser seu único trabalho na década. Aliás, é seu último trabalho lançado em vida! Tem músicas dançantes, outras para balançar a cabeça enquanto escutamos, baladinhas românticas e, claro, músicas para chamar atenção para os problemas do mundo e convencer quem está escutando a levantar o traseiro do sofá e fazer alguma coisa a respeito. Também é interessante notar que aqui podemos ter uma dimensão do alcance vocal do MJ, que normalmente cantava em tons mais altos, o que nos leva a pensar que ele tinha uma voz mais aguda. Porém, quando ele queria, usava sua voz mais grave e, na real, não soava tão distante da voz de seus irmãos. Mas como todos somos suscetíveis a erros, Vossa Alteza, humano como todos nós, também cometeu alguns em Invincible. O disco pode, por vezes, soar um pouco repetitivo nas batidas de algumas faixas e, nada, absolutamente NADA, justifica 2000 Watts. No mais, é um belo trabalho e o próprio Michael dizia que o enxergava como tão bom quanto - ou até melhor que - Thriller. Olha, são questões. Ainda assim, o disco é bom, foi bem injustiçado e merecia mais do mundo.
Faixas preferidas: Break of Dawn, Heaven Can Wait, You Rock My World, Speechless, The Lost Children (uma das músicas mais Michael Jackson do Michael Jackson, a alma dele tá aí) e Whatever Happens (essa música!, essa música!, essa música!).

MTV Unplugged: Scorpions In Athens (Scorpions, 2013)
Se 2018 foi o ano em que Scorpions finalmente aconteceu na trilha sonora da minha vida, a culpa é todinha desse álbum. Foram muitas as caminhadas em que esse acústico me acompanhou e posso dizer, sem dúvida alguma, que é uma das coisas mais belas que já ouvi. Mesmo conhecendo pouquíssimo do repertório da banda, sei o suficiente para dizer que é conhecida por fazer um som mais pesado e ~farofento~ de um jeito clássico. Por isso, adorei a repaginada das músicas com arranjos mais suaves. Verdade seja dita, eu adoro um álbum acústico e acho que jamais poderia não gostar desse dos Scorpions. O mais legal vai ser conhecer as versões originais de músicas que só escutei nesse registro ao vivo. Ah, além do show, a banda também lançou algumas versões acústicas gravadas em estúdio e, claro, ficaram lindas.
Faixas preferidas: Follow Your Heart, Send Me an Angel, Where the River Flows e Wind of Change - a participação do Morten Harket deixou a música ainda mais especial. 


O melhor, o maior, o mais importante álbum de 2018


Dark Matters (The Rasmus, 2017)
Se alguém me dissesse que em 2018 eu voltaria a escutar The Rasmus, eu jamais acreditaria. Mas a vida tem dessas e, vez ou outra, acaba por nos surpreender. Depois de escutar Holy Grail, faixa bônus que a banda lançou para comemorar um ano do Dark Matters, e me surpreender com a sonoridade diferente, mas ao mesmo tempo muito familiar, resolvi conferir o álbum todo - que só chegou no Spotify em 2018, btw -, e ainda bem que o fiz. Não sei bem explicar toda a avalanche de sentimentos que esse álbum me proporcionou, mas saibam que foram emoções muito intensas. Com uma sonoridade claramente influenciada por artistas e gêneros que fazem sucesso nas rádios dos EUA - resultado da mudança de Lauri Ylönen para Los Angeles há alguns anos -, a banda conseguiu fazer um álbum de rock muito bom, que soa atual e, ao mesmo tempo, resgata algo da fase gótica suave dos discos de 2003 e 2005 - porém, com uma sonoridade mais leve. Adorei perceber que, por trás dos efeitos eletrônicos e algumas melodias que puxam mais para o pop, a essência melancólica tão marcante nas músicas da banda ainda permanece. As letras continuam maravilhosas e cheias de metáforas. Gosto principalmente daquelas com noite, lobos, céu, lágrimas e escuridão. The Rasmus, que banda. ♥
Faixas preferidas: TODAS, mas principalmente Empire (que música!), Black Days, Dragons into Dreams, Paradise e Teardrops.

★

19 de fevereiro de 2019

The 80's Nostalgia - Vol. 3: mais uma seleção de músicas para sentir saudades da década que não vivi, mas considero pakas


#01 The Look - Roxette
#02 Hungry Like The Wolf - Duran Duran
#03 Wait - The Jacksons 
#04 Runaway - Bon Jovi
#05 Edge of Seventeen - Stevie Nicks
#06 Take Me Home Tonight - Eddie Money
#07 I Still Haven't Found What I'm Looking For - U2
#08 Never Ending Story - Limahl
#09 Forever Young - Alphaville 
#10 Part-Time Lover - Stevie Wonder 
#11 I Wanna Dance With Somebody - Whitney Houston
#12 The Best - Tina Turner
#13 Dancing In The Dark - Bruce Springsteen 
#14 Baby Be Mine - Michael Jackson 
#15 I Drove All Night - Cindy Lauper
#16 Heaven - Bryan Adams 
#17 I Want To Know What Love Is - Foreigner 
#18 Live To Tell - Madonna
#19 The Sun Always Shines on TV - a-ha
#20 So Far Away - Dire Straits

15 de fevereiro de 2019

As músicas de janeiro | Boletim Musical #03

FELIZ ANO NOVO! Gostaria de fazer um post reflexivo sobre a virada do ano, sobre os primeiros aprendizados de 2019 e sobre os acontecimentos de janeiro, que foi um mês bem gentil no departamento pessoal. Mas resolvi escrever sobre música. Enquanto a retrospectiva musical não sai,  pensei em fazer uma lista com as músicas que mais marcaram o meu início de ano.


🎧You Better Run (Liam Gallagher, As You Were, 2017)
Todo ano, logo após a virada, eu tenho a tradição de colocar meus fones de ouvido, ativar o shuffle e deixar que o ~destino~ escolha qual música ficará marcada como a trilha sonora do início de um novo ciclo. Como a minha virada para 2019 foi meio zoada - fato pouco surpreendente depois do caótico 2018 -, fiquei impressionada com o timing do modo aleatório ao me lembrar dessa música do Liam Gallagher, que encaixou perfeitamente com o momento e, de certa forma, me proporcionou um sopro misto de raiva e também vontade de continuar resistindo, acreditando que tudo vai passar e dias melhores virão. Adoro o refrão, principalmente o trecho em que ele canta angels, give me shelter / 'Cause I'm about to fall / Stone cold, Helter Skelter / I'm not afraid / I'm gonna face you off.

🎧Lust For Life (Lana Del Rey feat. The Weeknd, Lust For Life, 2017)
Não sei se demorei para entender o hype, ou se é porque agora eu adoro The Weeknd, mas o fato é que só recentemente reconheci o quão maravilhosa é essa música. Amo como as vozes da Lana e do Abel  soam bem juntas, adoro a melodia, ADORO DEMAIS a letra com referências que me fazem pensar em old Hollywood e Nelson Mandela (!) em de forma geral, amo a vibe da música como um todo. Tem um imediatismo, uma percepção de que vivemos apenas uma vez e a vida é curta, então é melhor viver cada dia como se fosse o último, sem arrependimentos, yada yada yada. And a lust for life keeps us alive.

🎧Oxygen (Dirty Heads, Dirty Heads, 2016)
Essa música, que música, melhor música. MUITO SUMMER GOOD VIBES - mesmo com a letra com um quê de melancolia. Eu amo quando uma música consegue me transportar para algum lugar e acho impossível ouvir Oxygen sem me sentir na praia, escutando as ondas do mar, sentindo cheiro de areia e brisa marítima. Aí, quando eu realmente ouvi a música nessas circunstâncias, ela me ganhou de vez. Agora vou fazer questão de escutar em todos os verões. People shouldn't change like the weather, man / People shouldn't change if they're innocent.

 🎧Chill (The Rasmus, Into, 2001)
Nos últimos meses do ano passado, me lembrei do quanto amo The Rasmus e como a banda marcou a minha adolescência. Ao descobrir que toda a discografia deles está disponível no Spotify, fiquei bem empolgada para conhecer os discos mais antigos, da época antes de eles serem ~góticos suaves~ e fazerem sucesso aqui no Brasil. Logo que ouvi Chill pela primeira vez, minha única reação foi amar imediatamente, pois que vibe gostosinha de fim de tarde preguiçosa de verão. Pouco absorvi da letra, que, sinceramente, nem sei sobre o que trata, além de parecer refletir algum tipo de fase de transição (?). São questões. Mas amo demais e não acredito que Lauri Ylönen, além de meu muso gótico, agora será meu muso praiero também.

 🎧Someone's Gonna Light You Up (The Rasmus, The Rasmus, 2012)
Mais uma de The Rasmus, essa aqui é da fase pós-gótica. Além de choque depois de descobrir que não, o disco de 2017 não era o primeiro no que eu achei que fossem quase dez anos de hiatus, confesso que demorei para realmente me deixar levar pelo disco. Mas quando me entreguei, foi de corpo-alma-e-coração e culpa é todinha dessa música, que virou a minha primeira favorita. Analisando agora, acho que isso aconteceu porque a música reúne alguns dos elementos que encantaram meu eu de 14 anos, que conseguiu enxergar toda uma sensibilidade por trás de todas aquelas roupas pretas, delineadores, crucifixos  e penas pretas de corvo (!!!!!). Adoro que a música consegue ser agressiva e sensível ao mesmo tempo. Adoro a letra fofinha que dialoga com Shot - exaustivamente exibida na MTV Brasil em meados de 2006/2007 e que merecia um clipe melhor - e amo a parte que Lauri canta It's gonna be okay, hush hush / And there will be a day when, don't rush / Someone's gonna light you up. ♥

🎧I'm With You (Bon Jovi, What About Now, 2013)
Essa música é a surpresa do mês, já que não sabia de sua existência até o momento em que coloquei um show aleatório do Bon Jovi para me fazer companhia enquanto lidava com afazeres domésticos. Uma coisa que eu realmente admiro na banda é a sua capacidade de adaptar seu estilo de acordo com a década. Essa música, por exemplo, é bem diferente das baladas que fizeram sucesso nos anos 80 e 90, soa como algo mais recente, ainda que não necessariamente igual aos rocks de hoje (menino Rock tá respirando com ajuda de aparelhos, coitado) e, de forma geral, é uma baladinha Bon Jovi não romântica (acho) bem gostosinha de escutar. Aliás, Jon Bon Jovi é um homão, não?

🎧I'm a Mess (The Rasmus, The Rasmus, 2012)
The Rasmus de novo! Tenho quase certeza de que quando escutei essa música pela primeira vez, enquanto assistia ao clipe, me senti um tanto incomodada e é bem possível que não tenha gostado. A verdade é que acho que meu cérebro bugou um pouco com a estética ~gótica moderna~ e a sonoridade mais pop com efeitos eletrônicos. Porém, uma vez que entendi que era essa a vibe do disco todo e pude apreciar as músicas pelo que elas são, amei demais I'm a Mess. Acho de uma sinceridade enorme que Lauri cante sobre reconhecer que ele é uma bagunça e que causa sim dor à quem ama. Na real, acho essa música toda bem triste. I don't know who I am / Am I even human? / Every night I sell my soul.

🎧Get Right (Weezer, Pacific Daydream, 2017)
Daí, eu lembrei que gosto de Weezer e fui conferir o lançamento mais recente - além do sensacional disquinho de covers que saiu em janeiro -, apenas para me apaixonar completamente por todas as músicas. Essa aqui foi a primeira que se destacou para mim e, logo que escutei, pensei em The O.C. - não me perguntem o porquê, pois não saberia responder; apenas acho que seria o tipo de coisa que encontraríamos no iPod da Marissa. Tudo nessa música é excelente e não vou dizer mais nada. Acho que todo mundo deveria ouvir.

🎧Beach Boys (Weezer, Pacific Daydream, 2017)
Mais uma do álbum do Weezer que adorei e não entendi porque teve gente que não gostou. Achei divertida, gostosinha, cheia de vibes de verão e, de forma geral, difícil de enjoar. Além disso, amei o trecho It's a hip hop world and we're just the furniture. 

🎧That's All I Need (Dirty Heads, Dirty Heads, 2016)
Impossível escutar essa belezinha e não sorrir! Que música boa e ensolarada! Mais uma que é ótima para dias de sol e piscina. Dirty Heads é uma das minhas descobertas musicais recentes favoritas e, se essa frente fria passar e me devolver o verão, pretendo escutar mais trabalhos da banda.

9 de janeiro de 2019

AS MELHORES LEITURAS DE 2018 | RETROSPECTIVA 2018


2018 chegou ao fim e, finalmente, podemos virar a página para dar início ao novo ano! Mas antes de começar com metas, listas e desafios, que tal relembrar os melhores momentos do meu 2018 literário? Em dezembro, postei as minhas dez leituras preferidas lá no Instagram, mas como gosto de ter registros um pouco mais elaborados decidi escrever este post para poder explicar melhor as coisas.

Não li tanto quanto gostaria, mas li o suficiente. E o melhor de tudo é que não aconteceu de eu odiar completamente alguma leitura; ou seja, 2018 foi um ano de 3 estrelas para cima! Agora, sem mais delongas, vamos aos felizardos escolhidos como os melhores livros que li no ano passado!

As leituras não estão em ordem de preferência, apenas as organizei de forma cronológica. 

Michael Jackson: The Magic, The Madness, The Whole Story (J. Randy Taraborrelli)
Sinto que falei bastante sobre esse livro e sobre seu assunto central ao longo de 2018. Nunca escondi de ninguém o quanto gosto de ler sobre personalidades marcantes do entretenimento e ler sobre aquele que considero o maior artista de todos os tempos foi uma experiência incrível. Não só porque gostei de saber sobre acontecimentos de sua vida, mas também porque me fez perceber o quanto gosto de tudo o que Michael Jackson representa e o quanto um artista como ele faz falta. Ainda quero falar melhor sobre a leitura, mas enquanto isso não acontece, já deixo aqui a minha recomendação. Leitura indispensável para quem é fã do Rei do Pop. 

Esse é aquele livro que, mesmo depois de meses, ainda está na minha mente. Tudo na leitura de As Garotas me fascinou e posso dizer com segurança que irei reler algum dia, já que senti uma vontade imediata de fazê-lo logo que virei a última página. Pensando bem, percebo que não tinha como eu não gostar do livro, uma vez que ele é um coming of age ambientado em sua maior parte nos anos 1960 e traz a história de uma menina que se envolve com um culto estilo Família Manson. É o tipo de história que você já começa a ler sabendo que vai ser trágica e, mesmo assim, não consegue não amar tudo a respeito dela.

Uma das minhas metas para 2018 era conhecer Stephen King "de verdade" e não poderia ter escolhido livro melhor! Joyland é um livro curto, mas que reúne tudo aquilo que fez muita gente se tornar fã do King - pelo menos é isso que entendi pesquisando na internet. É uma história com mistério, algum elemento sobrenatural, uma narrativa bastante envolvente, personagens interessantes e intrigantes, além de trazer também um quê de coming of age. Mais um que terminei de ler já sabendo que um dia irei reler.

Eu nem sabia que gostava de mitologia de fadas até ler essa belezinha que só descobri graças ao Kindle Unlimited. A história em si é bem simples e tem ares de contos de fadas moderno, mas tudo é tão fascinante! Logo no início, fui fisgada pela escrita gostosa de Holly Black, que me fez ficar presa à tela do Kindle, e não demorei muito para me sentir completamente imersa naquele universo. Ah, e eu amei os personagens!

Desde que vi o Vitor divulgando a capa do livro lá no Twitter, fiquei curiosa. Aí, quando duas amigas minhas começaram a ler, não perdi a oportunidade de ler junto e que bom que fiz isso, pois amei a leitura. Aqui, o que mais se destacou para mim foi a voz do Vitor. Ele escreve de um jeito dinâmico que envolve o leitor. A história de Jonas e Arthur é uma delicinha de acompanhar e, ainda que o livro aborde temas tristes, ele o faz de forma leve e divertida. Torço muito para que tenha alguma continuação e, principalmente, para que o Vitor escreva mais sobre Bart e Tod.

O desfecho da trilogia que começa em A Rebelde do Deserto foi tudo o que eu imaginei e ainda mais. Até agora fico meio alucinada com a quantidade de informação que a autora colocou no último livro, desde o universo em que a história acontece, passando pela mitologia dos gênios, até o desfecho cheio de reviravoltas. Raramente acontece de eu chegar ao fim de uma trilogia - principalmente young adult - sentindo vontade de ler mais e mais histórias com os mesmos personagens, mas aqui isso aconteceu. Não queria dizer adeus para Amani, Jin, Shazad e toda a magia de Miraji. Recomendo bastante a leitura para quem gosta de fantasia estilo Aladdin e com bastante aventura.

A Incendiária (Stephen King)
Mais um livro do King! Confesso que não havia percebido o quanto gostei de A Incendiária até chegar ao final e começar a sentir saudades dos personagens. A história é cheia de ação, mas, de forma bem curiosa, muitas vezes a narrativa assume um ritmo mais lento. No início, isso me incomodou, mas depois percebi que o livro não era apenas uma história de ficção científica meio Stranger Things, mas sim uma história sobre um pai e uma filha. Os personagens são muito reais, tanto Charlie e Andy, quanto seus antagonistas. Rainbird é assustadoramente fascinante. Recomendo bastante a leitura também!

A Redoma de Vidro (Sylvia Plath)
Ainda que tenha falhado miseravelmente em minha meta dos livros para ler em 2018, consegui, pelo menos, lidar com as pendências de 2017! E ainda bem que o fiz porque A Redoma de Vidro se tornou um dos meus livros preferidos da vida. Já tinha visto pessoas comentando sobre o quão forte era o impacto dessa leitura e, apesar de ter duvidado um pouco, logo me dei conta de que o fiz em vão. Mais uma vez, não tive chances de não gostar do livro, uma vez que aqui também temos uma história coming of age; e, nesse caso, me lembrou O apanhador no campo de centeio (um dos meus livros preferidos também!) em alguns momentos. Porém, sinto que Sylvia Plath foi além, já que também mostra todo o processo em que a protagonista vai, aos poucos, sendo consumida pela depressão. É um livro forte, incômodo e que me deixou muito desconfortável. Mas adorei ter lido. Recomendo para todos.

Minha Lady Jane (Cynthia Hand, Brodi Ashton e Jody Meadows)
Fiquei curiosa em relação a esse livro desde que comecei a vê-lo pelo booktube. Aí, assim que o vi por um preço em conta na Loja Kindle, comprei e salvei para um momento oportuno. E isso aconteceu em outubro, justamente quando começamos a viver um período muito intenso aqui no Brasil e tudo que eu precisava era uma leitura leve, descontraída e que me envolvesse. E foi justamente isso que Minha Lady Jane fez. Aqui temos uma versão alternativa da história real de Lady Jane Grey, também conhecida como a Rainha de Nove Dias, que foi executada. Incomodadas e com a intenção de fazer justiça à Lady Jane, as autoras ambientaram a história em um contexto de fantasia - existem pessoas que se transformam em animais! - e, não só conseguiram dar à protagonista uma história digna, como também o fizeram de forma divertidíssima e mirabolante. Eu amei os personagens, eu amei o senso de humor e, principalmente, eu amei como esse livro me deixou com vontade de me informar mais sobre os Tudor.

Sobre a Escrita (Stephen King)
Foi aqui que percebi que Stephen King é, de fato, especial e merecedor de todos os elogios que recebe. Ainda não terminei a leitura, mas optei por considerá-la de 2018 e uma das melhores porque a metade que já li foi o suficiente para eu perceber que esse livro é um dos favoritos da minha vida e que irei voltar à suas páginas muitas vezes no futuro. Além de contar um pouco de sua história, King compartilha com seus leitores os seus aprendizados ao longo de sua trajetória como escritor e o resultado é uma aula inspiradora tanto para quem quer escrever, quanto para quem está à procura de algum incentivo. Nem preciso dizer que a leitura é recomendadíssima também, né?

2 de janeiro de 2019

summer vibes, vol. 3


#01 Houdini (Foster The People)
#02 Feels Like Summer (Weezer)
#03 High Hopes (Panic! At The Disco)
#04 I'm a Mess (Bebe Rexha)
#05 Youngblood (5 Seconds To Summer)
#06 Girls Like You (Maroon 5)
#07 Don't Go Breaking My Heart (Backstreet Boys)
#08 IDGAF (Dua Lipa)
#09 2 Souls on Fire (Bebe Rexha, Quavo)
#10 New Romantics (Taylor Swift)
#11 Temporary Fix (One Direction)
#12 Sex on Fire (Kings of Leon)
#13 Jack And Wilson (Hozier)
#14 That's All I Need (Dirty Heads)
#15 Beach Boys (Weezer)
#16 Chill (The Rasmus)
#17 Save Tonight (Eagle-Eye Cherry)
#18 Get Right (Weezer)
#19 Oxygen (Dirty Heads)
#20 Carry Yourself (Razorlight)
#21 Wake Me Up - Acoustic (Aloe Blacc)
#22 Wanderlust (James Bay)
#23 Pumped Up Kicks (Foster The People)
#24 New Rules (Dua Lipa)
#25 bloodline (Ariana Grande)
#26 1999  (charli xcx, Troye Sivan)
#27 Party For One (Carly Rae Jepsen)
#28 Youth (Shawn Mendes, Khalid)
#29 Mr. Brightside (The Killers)
#30 Solo Tu (Rouge)
#31 Train (Mehcad Brooks)
#32 Human (Rag'n'Bone Man)
#33 Unstoppable (The Score)
#34 Delicate (Taylor Swift)
#35 All These Years (Camila Cabello)
#36 Black Days (The Rasmus)
#37 Nothing Breaks Like a Heart (Mark Ronson, Miley Cyrus)
#38 Heart of Gold (Rick Price, Jack Jones)
#39 Lust for Life (Lana Del Rey, The Weeknd)
#40 Hurt You (The Weeknd, Gesaffelstein)
#41 Good Years (ZAYN)
#42 I Got You (Bebe Rexha)