13 de dezembro de 2024

TOP 11: álbuns da Taylor Swift | TayloRanking #04

Arte criada pelo ChatGPT com base na fotografia original.

Hoje é aniversário da Taylor e, para marcar a ocasião, resolvi atualizar o meu ranking dos álbuns dela. Como já faz um tempo desde que fiz isso e em 2024 ganhamos o Tortured Poets Department, achei o momento oportuno. Não sei se amanhã as minhas escolhas permanecerão as mesmas, mas hoje penso que essa é a minha ordem 😸:

11° Taylor Swift (2006) 🦋
👍Vantagens: é um debut sólido e envelheceu muito bem. Traz algumas das melhores músicas da Taylor.
👎Desvantagens: são os registros de uma menina de 16 anos falando do que viveu desde os 13 (?). As letras são juvenis; bonitinhas, mas perdem o brilho perto dos trabalhos que vieram depois.
💚Faixa favorita: Should've Said No
O Taylor's Version desse álbum é provavelmente o mais rodeado de mistério e o mais enigmático para mim. Não sei o que esperar, não sei se devo me empolgar ou apenas ser indiferente. Estou curiosa.

10° Lover (2019) 💗
👍Vantagens: este é um álbum sobre amor e todas as suas formas e manifestações. Taylor estava prestes a completar 30 anos e o álbum é uma celebração de sua carreira, de sua vida e de tudo o que a torna única. É o álbum do amor próprio e de valorizar as coisas que realmente importam. É também o primeiro álbum propriedade total da Taylor. Ah, e é nele que a loirinha nos presenteou com Cruel Summer.
👎Desvantagens: em alguns momentos, pode parecer mais do mesmo e soar como um irmão do 1989. Também o considero um álbum longo, com outra das músicas que acho mais chatas da Taylor: It's Nice To Have a Friend.
🩷Faixa favorita: Cruel Summer

9° Fearless (2008) 🫶
👍Vantagens: foi o álbum que tornou a Taylor um sucesso internacional, a porta de entrada para muitos swifties. Fala sobre ser vulnerável de forma destemida quando se é adolescente. É um álbum lindo e premiado! Ele é o primeiro Album of The Year da carreira.
👎Desvantagens: não são muitas. Também acho que pode ser um pouco longo, dependendo da paciência de quem está ouvindo. Algumas faixas bônus são dispensáveis. A versão original nunca chamou a minha atenção, mas não sei se isso chega a ser uma desvantagem, considerando que temos uma regravação.
💛Faixa favorita: Fearless (Taylor's Version)


8° Red (2012) 🧣
👍Vantagens: é um álbum sobre amadurecimento, sobre decepções que deixam cicatrizes e aprendizados. É cheio de dor, mas também de felicidade, liberdade e confusão. É o ultimate breakup álbum, todas as músicas são carregadas de sentimentos. É o marco da amizade da Taylor com o Ed Sheeran. É o filho favorito dela também, pois traz a melhor música de toda a carreira.
👎Desvantagens: é longo demais e algumas faixas são genuinamente chatas (The Last Time e Girl At Home, estou olhando para vocês!) e poderiam sim ser substituídas pelas faixas bônus ou pelas que ficaram no cofre.
❤️Faixa favorita: All Too Well (10 Minute Version) (The Short Film)

7° The Tortured Poets Department (2024)⌨️
👍Vantagens: é o primeiro álbum da Taylor, desde Red (2012), cujo foco é o término de um relacionamento. Só que dessa vez ela fala da perspectiva de uma mulher com mais de trinta anos, cansada de sofrer por amor, desiludida, angustiada e, de certa forma, desesperada. Ah, e meio louca também. De certa forma, é tão vulnerável e honesto quanto Red, mas com uma atmosfera mais melancólica e pessimista. Se aos 22 anos, Taylor sabia que o sol voltaria a brilhar depois de dias de chuva, a Taylor de 34 anos não parece mais tão certa disso. Por mais dolorido que seja, esse é um álbum bastante pessoal e, por isso, acho que pode fazer com que muitas pessoas se identifiquem.
👎Desvantagens: Taylor tinha muito para dizer e processar após dois términos de relacionamentos bastante públicos (um deles, inclusive, durante uma turnê mundial) e, por isso, não conseguia parar de escrever. O resultado é um álbum duplo com 31 músicas! Sinceramente, acho excessivo e nunca consegui escutar tudo de uma vez. Este também é um trabalho bastante imerso no lore da Taylor, que não perde oportunidades de fazer referências à trabalhos passados. Este aspecto é um ponto positivo para os swifties, mas pode ser realmente enfadonho para novos ouvintes ou fãs casuais.
Particularmente, apesar de achar a sonoridade do primeiro álbum mais coesa, gosto mais do segundo (The Anthology).
🤍Faixa favorita: The Albatross

6° reputation (2017) 🐍

👍Vantagens: Taylor conseguiu reverter uma situação ruim ao retomar o controle de sua narrativa de forma louvável e entregando o que o público queria ver. O mais maravilhoso é que, por baixo da persona, é possível enxergar a pessoa real que sempre estará lá para os seus fãs e qualquer pessoa que precise de suas músicas. 
👎Desvantagens: pode ser meio confuso para quem não sabe o contexto em que surgiu; o álbum lançado em 2017 é, de certa forma, uma versão censurada, então só resta esperar pela regravação. Este é, provavelmente, o filho que a Taylor nunca desejou, mas que tenta amar de alguma forma.
Em termos técnicos, é um dos álbuns com a melhor produção da discografia e, julgando pelo que já foi vazado, acho difícil o Taylor's Version superar a versão original. Em todo caso, o vault do reputation é o que mais desperta a minha curiosidade.
🖤Faixa favorita: Don't Blame Me

5° folklore (2020)🌳
👍Vantagens: o álbum da pandemia, o escape para o pesadelo da vida real. Taylor, pela primeira vez, deixando a sua narrativa de lado para deixar sua imaginação falar mais alto e se revelar uma contadora de histórias. O terceiro AOTY, um quase retorno às raízes. O filho que a Taylor não planejou, mas que se tornou, provavelmente, o melhor de todos.
👎Desvantagens: nenhuma, o álbum é perfeito.
🩶Faixa favorita: illicit affairs

4° 1989 (2014)🗽
👍Vantagens: é o marco da mudança de gênero musical, a estreia no pop e o nascimento da Taylor popstar. É também o álbum que me apresentou à ela, o segundo AOTY. É pop perfection e gosto de pensar que é um dos responsáveis pelo revival dos anos 80 na cultura pop na última década. Um dos maiores orgulhos da Taylor.
👎Desvantagens: nenhuma, já que até as músicas "dispensáveis" se tornaram queridas na força do ódio. Este álbum não conhece fracasso, pois já nasceu destinado ao sucesso.
Particularmente, prefiro a versão original.
🩵Faixa favorita: Out of The Woods (Taylor's Version)

3º evermore (2020)🍂
👍Vantagens: apesar de se aproximar sonoramente do seu antecessor (folklore, 2020) evermore tem um brilho próprio. Aqui, Taylor retoma a narrativa sobre sua vida em algumas faixas. Ainda é um álbum sobre escape da realidade e, apesar de algumas músicas mais sérias, considero este um trabalho mais leve, divertido e até esperançoso - deve ser porque o lançamento ocorreu em época de Natal.
👎Desvantagens: por ter sido lançado pouco tempo depois do folklore e poucos meses antes da regravação do Fearless, este é um álbum que fica meio esquecido na discografia. Ele também tem uma das músicas que menos gosto da Taylor: cowboy like me (gosto ainda menos depois de saber que a provável inspiração para a música é o Matty Healy).
🤎Faixa favorita: ivy

2º Speak Now (2010)✨
👍Vantagens: foi a primeira vez que a Taylor deliberadamente assumiu o controle de sua narrativa. Não só porque começou a rebater as críticas que recebia, mas também porque assinou todas as letras sozinha. Da fase country, é o meu preferido e traz algumas das minhas músicas favoritas da Taylor. Visualmente, foi um álbum bem bonito, encantador, cinematográfico e mágico.
👎Desvantagens: em sua versão original, traz a letra mais vergonhosa da carreira em Better Than Revenge, que já nasceu vergonhosa e envelheceu bem mal; mas nem sei se dá pra considerar uma desvantagem, já que a Taylor reconheceu seu erro e nos presenteou com uma versão com mais nuances e amadurecida em sua regravação. 
💜Faixa favorita: Castles Crumbling (From The Vault)

1° Midnights (2022)🕰️


👍Vantagens: marca o retorno da Taylor Swift ao pop depois de seus anos de isolamento (tanto por conta da pandemia, quanto por conta de sua vida pessoal e relacionamento
na época) e composições mais folk. Ela disse que sentia saudades de brilhar e, por isso, brilhou tanto que acabou conquistando o seu quarto AOTY no Grammy Awards com essa belezinha. Midnights também tem a distinta característica de ser praticamente um easter egg na forma de álbum, revelando novas camadas quase um ano após o seu lançamento e ainda mais algumas com as novas informações compartilhadas em Tortured Poets Department. Ele basicamente anunciou o término do relacionamento da Taylor e do Joe Alwyn enquanto o processo ainda estava acontecendo. A sonoridade é uma delicinha também, trazendo mais uma vez a produção de Jack Antonoff e a sonoridade de synth pop já familiar nas colaborações dele e da Taylor. 
👎Desvantagens: sinceramente, quase nenhuma, já que aqui seria mais uma questão de gosto em relação a Paris e Glitch, faixas que considero pouco memoráveis; mas como elas são bônus na 3am edition, acho que tanto faz. De verdade, acho que não existe desvantagem alguma em Midnights, ele só melhora com o tempo.
💙Faixa favorita: Would've, Could've, Should've


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30 de novembro de 2024

Algumas leituras que fiz nos últimos tempos (parte 1): as leituras de 2022 & 2023 | RETROSPECTIVA 2022 & RETROSPECTIVA 2023

Mesmo faltando um mês para o ano acabar, eu já considero este ciclo encerrado e estou pensando em retrospectivas e listas de favoritos (livros, músicas, stationary, etc.) e objetivos para o ano que vem. Como ainda estou concluindo as minhas leituras de 2024, vou esperar para falar de tudo de uma vez. Então, neste post vou falar brevemente sobre o que li nos últimos tempos (leia: antes de 2024, mais especificamente nos anos 2022 e 2023, já que só fui leitora de verdade até 2021, rs). 


The Neverending Story (Michael Ende) | ★★★★★ ❤
Foi uma releitura de um dos meus livros favoritos da vida, lido pela primeira vez quando eu tinha 14 anos. Gostei de perceber o quanto da história permanecia viva em minha memória e o quanto foi redescoberto. Dessa vez, o que mais chamou a minha atenção foi a segunda parte, que é bem mais profunda e complexa do que meu eu adolescente percebeu. Como parte dessa releitura ocorreu durante a primeira etapa da minha super ressaca literária, a impressão é de ter perdido alguns detalhes. Mas não é nada que não possa ser corrigido em uma próxima releitura.

Tales From The Shadowhunter Academy (Cassandra Clare & outros autores) | ★★★★★
O universo Shadowhunter é um dos meus favoritos na literatura e eu adoro acompanhar as histórias e os personagens. Neste livro, o foco é no Simon e suas experiência na academia dos Caçadores de Sombra. É um livro de contos e gostei desse aspecto; gostei também de conhecer novos personagens e reencontrar outros, além de já ter uma prévia dos temas abordados nos próximos livros das séries (spoiler: já comecei Os Artifícios das Trevas). Simon é um personagem que foi me conquistando conforme eu avançava na leitura dos livros e achei justo que ele tivesse o protagonismo neste volume que funciona como uma ponte entre a série original e a sua continuação.

Depois (Stephen King) | ★★★
Esse livro foi ok, bem o que eu esperava. Não mudou a minha vida, mas foi divertido. Falei melhor sobre ele neste post.

Witch's Canyon (Jeff Mariotte), Supernatural, livro #2 | ★★★
Já faz mais de um ano que li esse aqui e confesso que não lembro de quase nada. A história é curiosa e acho que teria se tornado um dos meus episódios favoritos da série caso houvesse existido neste formato. O que mais gostei foi a ambientação no Grand Canyon.

Horrorstör (Grady Hendrix) | ★★★
Grady Hendrix foi uma das melhores "descobertas" que fiz nos últimos anos e, apesar de não ter achado este seu melhor livro dentre os que eu li, a leitura me manteve interessada do começo ao fim. Achei bem criativa a proposta de história que acontece em uma loja de departamento assombrada. Já me esqueci dos detalhes, mas recomendo mesmo assim. O audiobook é bem legal.

Sem Coração (Marissa Meyer) | ★★★★★ ❤
Provavelmente, o meu favorito dessa lista. Não li muitos retellings na vida, mas sei que esse é um dos meus tipos favoritos de história, principalmente se forem de contos de fadas ou histórias marcantes e bem conhecidas da infância. Aqui, a protagonista é a Rainha de Copas antes de enlouquecer e mandar cortar a cabeça de todo mundo. Adorei a forma como a autora revisita o universo criado por Lewis Carroll deixando tudo bastante familiar e, ao mesmo tempo, trazendo um frescor. O nonsense e o humor já conhecidos e esperados estão presentes e combinam com o romance que é introduzido. Jest <3.

A Casa do Penhasco (Agatha Christie) | ★★★★
Esta leitura é parte do desafio Agatha Christie.
Exatamente o que eu queria e esperava da experiência. Fiquei um pouco decepcionada com a resolução, mas não o suficiente para achar o livro fraco. É difícil eu não gostar de uma aventura com o Poirot.

A Cidade de Vapor (Carlor Ruiz Zafón) | ★★★★
Mais um livro de contos. Aqui o protagonismo é da Barcelona amaldiçoada da série do Cemitério dos Livros Esquecidos. Quase todas as histórias são avulsas e sem relação direta com os livros da série, mas isso não é um problema. Acho que o ponto forte das histórias está na ambientação, na forma como o autor cria uma atmosfera misteriosa e macabra e que parece permear todas as suas histórias. Para ser justa, eu não sou uma grande leitora de contos, normalmente não me conecto com esse tipo de narrativa e não costumo reter muito na memória depois de um tempo. Em todo caso, O Príncipe do Parnaso é o meu favorito.


2 de setembro de 2024

Listen To Your Heart (Roxette, 1988) | SOUNDTRACKS #02


Listen To Your Heart é uma daquelas músicas que, se você foi criança nos anos 90 e ouvia a rádio Alpha FM de São Paulo, você conhece. É o tipo de música que conheço desde que consigo me lembrar; é clássica.

Apesar de ter certeza disso, a memória mais antiga que consigo ter dela é dos anos 2000, mais precisamente de estar assistindo à um DVD que meu pai comprou em uma barraquinha de camelô e que continha uma seleção de flashbacks. Várias daquelas músicas são verdadeiras preciosidades e lembro sempre com carinho.

Acho que é por isso que não consigo dizer muita coisa sobre Listen To Your Heart, a nostalgia que a envolve talvez seja a principal razão de gostar dela e de nunca dar a devida atenção à letra. Mas acho que o refrão é bem direto e enfatiza a mensagem central da música.

E essa música tem toda uma aesthetic que, mesmo sem assistir ao vídeo ou ter acesso à qualquer imagem da dupla Roxette, a gente consegue formar uma imagem na nossa mente. Eu penso em vaporwave e neon. Jaquetas de couro e penteados bem exagerados. Maquiagem escura. É aquela coisa mágica que parece só existir nas músicas dos anos 80.

Da letra, o trecho que mais se destacou para mim agora foi the precious moments are all lost in the tide/ they're swept away, nothing is what it seems/ the feeling of belonging to your dreams.

Antes de escrever o post, fui procurar covers e me lembrei da versão de Glee cantada pela Lea Michele e pelo Josh Groban na 6ª temporada. Ela ficou realmente boa, recomendo bastante. Recomendo também o álbum Look Sharp! (Roxette, 1988). 

Gosto da música e ela certamente merece um espaço na minha playlist de favoritas. Mas ela é a favorita? Não.




1 de setembro de 2024

Sign of the Times (Harry Styles, 2017) | SOUNDTRACKS #01

Há um tempo eu comecei a me perguntar qual seria a minha música favorita e não consegui responder. Acho que gosto de músicas demais para conseguir escolher apenas uma que seja a minha favorita. Ou talvez eu não tenha pensado muito bem sobre o assunto; então eu resolvi criar um desafio para ver se eu descubro, entre as minhas músicas favoritas, qual é a favorita. 

Basicamente, abri a minha playlist de favoritas no Spotify, ativei o shuffle e agora vim aqui registrar alguns comentários sobre as música que saiu. A ideia é repetir o exercício até chegar à alguma conclusão.

Imagem gerada pelo ChatGPT.

A primeira faixa selecionada pelo algoritmo é a belíssima Sign of the Times, do igualmente belo Harry Styles. Desses artistas mais atuais, o Harry é um dos meus favoritos, apesar de eu não me empolgar mais com os lançamentos dele e de não ter parado para dar a devida atenção aos seus álbuns desde o primeiro deles, o homônimo lançado em 2017. Sign of The Times foi o debut solo do Harry, assim como lead singles do álbum.

Gosto da sensação de fim do mundo e apresentada na música e do escapismo apresentado como solução. Lembro daquele ano e a impressão que eu tinha era mesmo a de que o mundo havia se transformado em um caos absoluto e caminhava para o seu inevitável fim. Pensando nos anos que se seguiram, 2017 foi bem inofensivo. De qualquer forma, seguimos vivos e o mundo não acabou. 

Ouvir essa música hoje me faz sentir certa nostalgia em relação à época de seu lançamento e, ao mesmo tempo, um grande alívio por aquela fase agora ser parte do meu passado. Em todo caso, penso com carinho em Sign of the Times e nas lembranças afetivas que ela me desperta.

É a minha favorita da vida toda? Não. Mas acho que é a minha favorita do Harry Styles.





20 de agosto de 2024

Journaling em 2024 até o momento | Journal Chronicles #03

2024 tem sido um ano esquisito para mim no departamento de journaling. Na verdade, acho que é mais que esquisito; na verdade, não tenho sentido muito o hábito na minha vida desde o final do ano passado. Apesar da frequência com que escrevo para mim ter diminuído, ainda consigo manter alguma constância. Até o momento, já preenchi quatro cadernos em 2024. Só que algo está meio travado, meio morno; não tenho sentido aquela empolgação para escrever. Não sei se diria que estou passando por um journaling slump, mas definitivamente estou em uma fase meio sem graça.

Talvez seja apenas o reflexo de como a vida anda no momento? Ou talvez, de como eu acho que ela está andando no momento? Ou talvez seja porque estou vivendo um momento de silêncio e não sei bem como lidar com isso. Estou tão acostumada a estar sempre dialogando comigo na minha cabeça que quando resolvo ficar quieta, acho estranho e começo a pensar que deve ter algo de errado. Mas, sabe, os silêncios são necessários. E isso vai refletir na escrita, no journaling.

Em todo caso, tenho mantido alguma forma de registro como posso. Definitivamente a maior mudança nesse departamento da minha vida foi o abandono do bullet journal. Se não me engano, me mantive firme e forte nessa forma de organização de responsabilidades desde 2018, até que simplesmente não consegui mais suportar a ideia de precisar personalizar as páginas para que elas se adaptassem às minhas necessidades. Acho que esse é o ponto mais legal do método bullet journal e funcionou muito bem para mim durante todos esses anos, mas precisei mudar.

Então voltei para as agendas; neste caso, para uma agenda planner (nem sabia da existência deste conceito) e, mesmo estranhando no início, logo me adaptei. Ainda acho que não tenho necessidade de todas as funcionalidades e certamente algumas seções ficarão em branco até o final do ano, mas devo repetir a experiência em 2025; inclusive, já estou namorando os modelos da coleção da Cícero para o ano que vem. 

Ah, sim, este ano estou usando o modelo Pássaros - Floresta Tropical na cor branca, tamanho A5. Não estou me sentindo muito tropical este ano (aliás, só fui à praia uma vez e foi em janeiro), mas acho essa capa linda e certamente me sinto mais motivada a buscar uma vida organizada toda vez que vejo a capa bonita.

Já o journal da vez é o de número 26! Depois de dois cadernos em tamanho A5 nos quais me senti profundamente intimidada, resolvi mudar para B6. Tive duas experiências com o tamanho em 2022 e minhas boas lembranças ajudaram a tomar essa decisão em abril. Já estou no terceiro nessas medidas e acho que devo seguir assim até o fim do ano, mas nunca se sabe que tipo de mudança posso decidir fazer com a chegada da primavera. 😅

A falta de empolgação se estendeu também para a categoria das canetas, de forma que não saberia dizer se tenho algum tipo de preferência no momento. Na agenda, tenho usado a Pentel Energel retrátil de ponta 0.5 mm na cor navy blue e faço alguns detalhes usando um marcador verde pastel da Cis e também um verde água (turquesa?) pastel da Faber Castell que esqueci de fotografar. No journal, usei um pouco este outro modelo da Pentel Energel, da linha (?) Wave, na cor verde com ponta 0.7 mm e achei a cor bem bonita, mas detestei a falta de conforto proporcionada pela caneta. O pior é que comprei pela Amazon e tive que comprar mais de uma; e comprei da marrom também! 😭

Em algum momento, decidi parar de experimentar com cores e voltei para o preto básico. Usei um pouco essa Oval, da Spiral, que também tem ponta 0.7 mm e gostei de como a cor fica viva no papel e também de como ela é macia para escrever; mas senti que ela passou um pouco para o outro lado e depois de um tempo, começou a falhar. Ainda assim, valeu a experiência. Tenho uma azul também, que terei que usar eventualmente. Depois dessas duas experiências medianas com canetas gel, voltei para as tinteiro. A da vez é um modelo genérico da Lamy Safari que comprei na AliExpress; queria uma em cor pastel e me contentaria com um modelo Jinhao 777, mas como já tenho o trio macaron, fui atrás de outra cor (consumista, eu?) e acabei comprando logo três. A amarelinha é uma graça e a escrita é deliciosa, super macia, parece que está deslizando pelo papel.

Ela é ponta fina, mas acho que é um pouquinho mais grossa que as da Jinhao 777 e isso faz toda a diferença. Comprei também a de cor lilás, que é tão confortável e perfeita quanto a amarela. O mesmo não digo da branca que adquiri na mesma compra. Acho que é sempre uma questão de sorte e azar quando a gente compra esses produtinhos baratos da China. 

Segue abaixo um teste das canetas gel, caso alguém se interesse por esse tipo de coisa.

E por hoje é só! Até o próximo post! 😉