28 de junho de 2025

BOOK REVIEW: Stalking Jack The Ripper (Kerri Maniscalco) | Stalking Jack The Ripper, livro #1

Li Stalking Jack The Ripper, de Kerri Maniscalco, pela primeira vez há alguns anos e achei bem decepcionante. Mas como a passagem do tempo e a mudança de perspectiva pode fazer muita coisa por uma experiência de leitura frustrada, resolvi dar uma segunda chance em 2025 e não me arrependi da decisão. Não só tive uma experiência muito mais satisfatória com o livro, como também encontrei uma das minhas histórias (e séries) favoritas.


🔪 Sobre o que é?
Uma jovem fascinada por medicina forense, ciência e morte que decide investigar uma série de assassinatos que começam a aterrorizar Londres, em 1888, e que passariam a ser atribuídos ao infame Jack, o Estripador. O livro - o primeiro em uma série - é uma releitura ficcional dos assassinatos de Whitechapel, na qual acompanhamos a perspectiva de Audrey Rose, uma jovem que cultiva um interesse genuíno pelo assunto, mesmo sabendo que isso desafia tudo o que se espera de uma moça respeitável da época. Junto com Audrey estão o Dr. Jonathan Wadsworth, seu tio e também renomado professor universitário e médico legista, e seu assistente, o charmoso e intrigante Thomas Cresswell (e eu adiciono também que ele tem uns ares de Sherlock Holmes, se o personagem de Conan Doyle fosse parte do elenco jovem de uma história de detetives).

Com uma atmosfera sombria, livro mistura mistério, suspense e um pouco de crítica social, explorando o contraste entre razão e moralidade, ciência e repressão, especialmente no que diz respeito ao papel das mulheres naquele contexto histórico. Mais do que apenas descobrir quem é o assassino, a narrativa se concentra na jornada de uma protagonista que tenta entender o mundo e a si mesma em meio a tanto horror.


🔪 O que mais gostei?
Provavelmente, a ambientação e a forma como a autora conseguiu me transportar para Whitechapel no outono de 1888, com toda a atmosfera de medo é suspeitas. Ao ler sobre o caso real de Jack, o Estripador, achei impossível não sentir uma sensação de desolação e desespero pela situação muito real e apavorante daquelas pessoas, em especial as vítimas daquele monstro. De certa forma, Kerri Maniscalco conseguiu capturar um pouco dessa sensação, mas por meio da destemida Audrey Rose, não nos sentimos tão impotentes diante da tragédia. A personagem consegue fazer o que nos não podemos.

Claro, é ficção e a gente sabe que a realidade dos fatos é muito pior. Mas não é um pouco sobre isso que trata a literatura e suas infinitas possibilidades? Poder brincar de detetive e encontrar a solução para mistérios até hoje ocultos? Gostei de como a autora conduz a história e tenta encontrar as respostas.

Também gostei que, mesmo tomando devidas liberdades e se utilizando de recursos que possam parecer meio anacrônicos àqueles que gostam de coisas "mais realistas" (e, a meu ver, menos divertidas), ainda assim é possível se identificar com Audrey - claramente uma jovem à frente de seu tempo.

O romance também é um ponto que merece destaque. Mesmo que não seja um ponto central do livro, é algo presente e que não deixou de me intrigar e interessar. Thomas Cresswell é aquele tipo de male lead que a gente adora e detesta ao mesmo tempo, mas a maior parte do tempo a gente adora.


🔪 O que pode ser motivo para não gostar?
Sinceramente, acho que o livro é exatamente o que se propõe a ser: uma história de mistério e detetive ambientada na era vitoriana, mas feita para uma audiência atual e, de preferência, jovem (o livro é classificado como Young Adult). Então, se você não se interessa por esse tipo de coisa, acho que justamente esses elementos podem ser motivos para não gostar. Mas acho que, nesse caso, o ideal é pesquisar um pouco sobre o livro antes de decidir ler.

Outro ponto que pode ser motivo para descontentamento é o fato de que o livro encerra com pontas soltas, que devem ser resolvidas nos próximos volumes da série. Se você gosta de livros únicos, então isso pode ser um problema.


🔪 Recomendo para quem?
Pessoas que gostam de histórias ambientadas em Londres durante o século XIX; pessoas que gostam de histórias de detetives; pessoas que se interessam pelo caso de Jack, o Estripador e gostariam de ler ficção tendo o caso como pano de fundo e, muitas vezes, motivador da história; pessoas que já leram a trilogia The Madman's Daughter (Megan Shepherd) e gostam da protagonista; pessoas que gostam de histórias de mistério com um pouco de romance; pessoas que gostam de protagonistas femininas espertas, divertidas e determinadas - muitas vezes teimosas também.


🔪 Considerações finais:
Como mencionei no início do post, a primeira leitura que eu fiz não foi tão prazerosa. Em partes, acho que foi o momento pessoal, mas também acho que não ter muito conhecimento sobre o caso de Jack, o Estripador, desempenhou um papel na minha primeira impressão da história. Não acho que esse seja um problema para todos, mas foi para mim. Então, se eu puder deixar um conselho é que o leitor pesquise minimamente sobre o caso antes de ler.

Nota: ⭐⭐⭐⭐



7 de abril de 2025

ÁLBUNS NOVOS NA COLEÇÃO | janeiro, fevereiro e março • 2025


💿Prequelle (Ghost, 2018): primeiro álbum do Ghost que me interessou, tinha que ter na coleção. É um digipack bem pobrinho, mas era a única opção disponível para compra e tinha cupom na Amazon.

💿 Impera (Ghost, 2022): primeiro álbum do Ghost que ouvi inteirinho e está em loop desde então. Acho que não é exagero dizer que já é um dos meus favoritos da vida.

💿Red (Taylor’s Version) (Taylor Swift, 2021): FINALMENTE COMPREI MEU RED TV! Tô enrolando desde 2021 e como ficou esgotado por um tempão, já estava desistindo. Tô feliz que tenho na coleção, mesmo que a jewel case tenha vindo quebrada - coisa que aparentemente só acontece com as edições nacionais.

💿Rumors (Fleetwood Mac, 1977): um dos meus álbuns favoritos dos últimos tempos, parte definitiva da trilha sonora da minha vida na última década e o álbum mais famoso do Fleetwood Mac. Agora finalmente na minha coleção!

💿Tango In The Night (Fleetwood Mac, 1987): primeiro álbum do Fleetwood Mac que eu ouvi inteiro e, provavelmente, o responsável por me fazer entrar em uma fase bem intensa de músicas dos anos 80. Acho que nunca saí completamente dela. Em todo caso, amo esse álbum e a arte da capa é lindíssima.

💿Look Sharp! (Roxette, 1988): esse é provavelmente um dos meus álbuns favoritos da vida também, não sei explicar o que acontece sempre que coloco ele para tocar, mas é uma sensação muito boa. E agora está finalmente na minha coleção.

💿Joyride (Roxette, 1991): para ser sincera, só conheço os singles desse álbum, mas como achei por um bom preço quando fui comprar o Look Sharp! resolvi pegar também porque tenho certeza de que vou gostar. Estou salvando o álbum para quando eu enjoar um pouco do outro e acho que vai ser bem legal conhecer do jeito que as pessoas faziam antigamente, colocando o CD para tocar e ouvindo inteiro.

💿The Tortured Poets Department: The Anthology (Taylor Swift, 2024): fiquei quase um ano esperando uma edição definitiva de TTPD para investir meu dinheiro e, meses depois, ela finalmente chegou e não decepcionou. Só não tenho escutado muito desde que comprei porque acho que tive uma overdose depois de um ano inteiro apenas ouvindo esses álbuns. Em todo caso, como swiftie, acho importantíssimo ter este item na minha coleção.

* Post originalmente publicado no Tumblr.

6 de fevereiro de 2025

BOOK REVIEW: Krampus - O Senhor do Yule (Brom)


Não consigo me lembrar quando foi que ouvi falar pela primeira vez deste livro, mas foi antes da edição brasileira sair pela Darkside. Aí, quando ela finalmente foi lançada, corri para comprar o quanto antes e... deixei o livro me esperando na estante até o fim do ano passado, quando comecei a ler. 

Por conta das 400 e poucas páginas e o meu novo ritmo (lento!) de leitura, só devo ter concluído na metade de janeiro. O fato de eu ter perdido o interesse ao longo da leitura também deve ter contribuído para isso. Em todo caso, depois de muito enrolar, decidi dedicar um post à experiência com esse livro. Depois de todos esses meses, não sei se terei muito para acrescentar, mas acho que vale a tentativa (e o registro).

🎄Sobre o que é
Dois personagens - um humano (Jesse) e um deus nórdico (Krampus, o Senhor do Yule) - tentando recuperar o que perderam e que é o mais importante em suas vidas. É sobre mudanças, traumas, segundas chances, perdão. É sobre buscar um passado que já não existe mais. Talvez seja um pouco sobre aceitação também e, definitivamente, é sobre vingança.

🎄O que mais gostei?
A maneira como o livro começa e vai, aos poucos, envolvendo o leitor na história e em sua atmosfera, assim como os dramas dos personagens principais. Também gostei de como elementos da mitologia nórdica (sobre a qual pouco sei) são introduzidos e adaptados na história e seu contexto nos dias atuais. A narrativa é descritiva na medida certa e veloz, o que faz a leitura parecer cinematográfica - aliás, acho que uma adaptação poderia ser interessante. As ilustrações são um ponto positivo também, são bem bonitas.

🎄O que não gostei?
A quantidade excessiva de páginas. Em determinado ponto, a história parece se perder e a se arrastar, o que me fez perder o interesse. Também fiquei com a impressão de que o autor tentou contar duas histórias e ambas acabaram prejudicadas. Talvez, o melhor tivesse sido usar as ideias em obras separadas. A enrolação para chegar a algum ponto também me fez cansar dos personagens, de forma que até os dramas deles deixaram de ter algum peso para que eu me sentisse motivada para seguir na leitura. No fim, o tédio e desinteresse foram tantos que simplesmente abandonei o livro e decidi pesquisar spoilers na internet. Não me arrependo da decisão, pois teria me frustrado igualmente (possivelmente, até mais) se tivesse chegado ao final da história por meio da leitura propriamente dita das páginas.

🎄Recomendo para quem?
Pessoas que já conhecem e gostam do trabalho do autor. Pessoas que gostam de obras de Neil Gaiman, Joe Hill e Stephen King. Mas, com base na minha pouca experiência com esses autores, diria que suas obras são melhores que Krampus - O Senhor do Yule.

🎄Considerações finais
Se você se interessou por este livro porque gosta de terror e pensou que uma história sobre Krampus poderia ser uma boa opção, saiba que o aspecto mais assustador do livro é a capa. É uma ótima capa, sem dúvidas, mas é só isso mesmo. Acho que o livro tem mais um estilo de thriller e filme de ação.

Nota: ⭐⭐ ½

31 de dezembro de 2024

Algumas leituras que fiz nos últimos tempos - parte 2: as leituras de 2024 | RETROSPECTIVA 2024


Someday, Someday, Maybe (Lauren Graham) ★★★
Esta leitura é parte do desafio The Book Jar 2024.
Fiz essa leitura em janeiro e já . não consigo me lembrar de detalhes específicos, mas gostei da ambientação nos anos 90 e da atmosfera de comédia romântica.

A Chama de Ember (Colleen Houck) ★★★
Acho que dá para dizer que este livro foi uma decepção, mas não sei dizer exatamente o que foi que deu errado, já que a história tem vários elementos que eu gosto. E a ambientação é ótima; eu realmente consegui me sentir transportada para aquele universo. Jack é o meu personagem preferido da história.

A Canção de Aquiles (Madeline Miller) ★★★★★❤
Sem dúvidas a minha leitura favorita de 2024! Me apaixonei por Aquiles, assim como Pátroclo, e adorei acompanhar a narrativa da Guerra de Troia por esse olhar. O final do livro é um dos mais bonitos que eu já li! ❤

As Sete Mortes de Evelyn Hardcastle (Stuart Turton) ★★★★
O livro mais maluco que li em 2024! Lembro de detalhes, mas também já me esqueci de várias coisas. Acho que o melhor do livro fica por conta da mistura de whodunit com viagem no tempo (não é exatamente isso, mas é a melhor forma que eu consigo explicar). O final e a explicação sobre os mistérios em relação ao protagonista e toda a circunstância que o envolve achei meio meh, mas ok. Ainda é um dos melhores livros que li este ano.

The Vampire Knitting Club - Volumes 1, 2 e 3 (Nancy Warren) ★★★
Adorei essa série de cozy mystery! Gosto dos personagens e da ambientação; não tenho muito à acrescentar além disso. Dos três livros que li, acho que o segundo foi o que mais gostei da investigação, mas o terceiro foi o mais envolvente com toda a história envolvendo arqueologia e o Antigo Egito. Também gosto do leve romance entre a Lucy e o Rafe.

BECK: Mongolian Chop Squad - Volume 22 (Harold Sakuishi) ★★★★
Não acredito que mais um ano está chegando ao fim e eu ainda não terminei a leitura desse mangá! Sinceramente, não sei o porquê disso acontecer; eu realmente adoro essa série e os personagens. Não me lembro mais o que aconteceu neste volume, mas preciso continuar a leitura. Ainda faltam 12 volumes!

O Circo Invisível (Jeniffer Egan) ★★★★
Esta leitura é parte do desafio The Book Jar 2024.
Primeiro, o mais marcante é o fato de eu ter conseguido concluir a leitura deste livro, que eu já havia tentado ler e abandonei em 2021. De forma geral, gostei. Mas me irritei bastante também. Esperava que este livro me trouxesse algo parecido com o que senti lendo As Virgens Suicidas e As Garotas e, de certa forma, foi o que aconteceu, mas o ritmo foi o empecilho e me travou várias vezes. O romance foi estranho também. Acho que o que mais gostei foi a ambientação e a maneira como o livro quebra aquele romantismo e aquela idealização da juventude hippie dos anos 1960. Apesar de sentir que algo me impediu de gostar mais deste livro, também tenho a impressão de que vou me lembrar dele por muitos anos.
 
Treze à mesa (Agatha Christie) ★★★★★
Esta leitura é parte do desafio Agatha Christie.
Acho que este é um dos poucos livros da Agatha Christie para o qual dei cinco estrelas no Goodreads depois de ler. O mistério foi realmente bem construído e não consegui adivinhar o final. O epílogo (?) com aquela carta foi incrível. Acho que este será um dos meus casos favoritos do Poirot.

Dama da Meia-Noite (Cassandra Clare) ★★★★★
Voltei ao universo dos Caçadores de Sombras e algo me diz que essa será a minha trilogia favorita. O romance principal me irritou, achei chato demais ficar lendo sobre como Julian e Emma se amam, mas nunca vão poder ficar juntos; espero que este aspecto diminua nos próximos livros. E espero, de verdade, que depois daquela última frase do Mark no final, o próximo livro traga algo mais interessante. Aliás, Mark é o melhor personagem!

30 de dezembro de 2024

Mantendo um diário em 2024 | RETROSPECTIVA 2024


A prática de journaling já se tornou algo tão comum na minha vida que não tenho muito para acrescentar sobre este hábito em 2024. Acho que em alguns momentos, principalmente no início do ano, estava ansiosa e me pressionei para manter um journal; então gostaria de deixar as coisas mais leves em 2025. Gostaria de me lembrar que não preciso escrever se não estiver com vontade ou se não tiver nada para dizer. Só preciso me lembrar que o meu objetivo é me registrar, escrever para lembrar.


Journal #22: quando penso nesse journal, a primeira palavra em que penso é confusão. Nada faz muito sentido nos registros dessas páginas e também não gosto muito de como decorei as páginas. Comecei decorando de um jeito e depois me arrependi e mudei o estilo. Como disse, confusão.

Journal #23: meu maior problema com este journal é que quando comecei, ele já estava decorado há meses e não refletia mais a minha aesthetic pessoal do momento em que comecei a usá-lo. Fica aqui o lembrete para controlar a empolgação para decorar as páginas de um caderno novo assim que ele chega à coleção. Também me lembro que quando estava nesse journal, perdi bastante tempo pensando em tintas e canetas. Lembrando disso agora, resolvi que irei manter as coisas mais simples em 2025.

Journal #24: adorei decorar as páginas deste journal e o aspecto mais outonal. Também me empolguei voltando ao tamanho B6, apesar de preferir o formato A5. Sobre o conteúdo, já não me lembro muito bem, mas estava neste journal quando The Tortured Poets Department foi lançado e são suas páginas que guardam as minhas primeiras impressões do álbum.

Journal #25: este eu gostei ainda mais de decorar do que o anterior! Mantive a estética outonal com as fadas e lembro de ter passado por uma frustração inicial com uma tinta verde que havia escolhido especialmente para este journal, o que me fez retornar ao preto básico e também ao marrom.

Journal #26: é bem capaz de esse ser o journal mais bonito do ano; realmente gostei do resultado da decoração e da combinação de cores. Também acho que este é o journal mais importante que mantive este ano.

Journal #27: é difícil dizer o que penso desse journal, já que estou nele até agora. Acho que só vou saber com certeza o que acho dele daqui há um tempo. Este também é um journal que já estava decorado e, assim como aconteceu com o Journal #20, foi composto por dois daqueles cadernos que comprei na Daiso e que, provavelmente, são os meus favoritos. Tenho usado caneta tinteiro e gel e intercalado as cores preto e violeta/roxo.



Journal favorito:
Provavelmente, #25 e #26. São os mais bonitos do ano, deixei a minha criatividade solta e adorei o resultado. Em relação ao conteúdo, provavelmente, o #26; mas talvez o #27 também seja.


Journal menos favorito:
Sem dúvidas, o #22. Eu estava um caos e o journal, refletindo este estado, também ficou caótico.

Técnica favorita:
Em 2024, eu não testei nenhuma técnica diferente; talvez seja uma boa ideia pesquisar algumas para 2025.

Caneta favorita: 
O modelo safari genérico lilás que comprei no AliExpress, minhas Jinhao 82 nas cores lilás, rosa e bege. Coloquei uma pena <M> da Platinum na lilás (a caneta que comprei na Daiso simplesmente quebrou) e ficou perfeita! Minhas queridinhas Pentel Energel 0.5 retráteis também brilharam muito nas cores preto e violeta.




Tinta favorita:
Pelikan 4001 nas cores Royal Blue e Brilliant Black, além da minha misturinha Perfect Coffee.



Total de journals em 2024: 6
Total de páginas em 2024: aproximadamente 969

Objetivos para 2025:
Manter as coisas mais leves, sem me pressionar para escrever se não estiver com vontade. Usar as coisas que eu tenho ao invés de gastar dinheiro com coisas novas.