24 de novembro de 2025

The Life of a Showgirl (Taylor Swift, 2025) | TayloReview #07

Já faz mais de um mês do lançamento, então acho que já tenho condições de fazer meu review de The Life of a Showgirl, o trabalho mais recente da Taylor Swift.

Mas antes de começar, um pouco mais sobre o contexto:

  • The Eras Tour. O maior sucesso da carreira da Taylor e a turnê mais bem sucedida e rentável da história.
  • O projeto Taylor's Version se mostrou um sucesso.
  • Duas decepções amorosas em sequência. Desilusão total.
  • O álbum anterior, The Tortured Poets Department, abordou a melancolia e a tristeza em que ela estava. Foi um trabalho bem recebido pelos fãs, mas enfrentou críticas sensatas dos especialistas. Além de ser MUITO LONGO.
  • No meio disso tudo, Taylor Swift se tornou bilionária e começou negociações para a compra das suas masters.
  • E o mais importante: foi durante o sucesso da Eras Tour que a Taylor conheceu o Travis Kelce e ele juntou todos os pedacinhos do coração partido dela.

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De forma simples, dá para dizer que o álbum é uma mistura do reputation (2017) e do Lover (2019) no que diz respeito aos temas abordados (se apaixonar e relação com a fama). Sonoramente, é uma mistura de tudo o que já vimos a Taylor fazer no pop, mas com alguns elementos novos e espaço para experimentar. O aspecro que mais vale destacar é que em The Life of a Showgirl Taylor não trabalhou com Jack Antonoff, com quem vinha trabalhando desde o 1989 (2014), nem com o Aaron Dresner, colaborador desde o folklore (2020).

Para a nova era, ela trouxe de volta Max Martin (!) e Shellback. Ela não disse, mas ficou meio implícito que depois das críticas pelo álbum anterior com TRINTA E UMA faixas, o público queria algo mais simples e leve. A escolha da produção deixa meio claro que ela queria algo mais comercial também. Mais pop, leve e divertido. Nos seus próprios termos, letras "glitter gel pen". Assim, o álbum ficou com 12 faixas e o tema central "a vida de uma garota do espetáculo". Menos sobre o showbusiness e mais sobre o que acontece por trás das câmeras na vida da garota.

A cor oficial da era é laranja e a Taylor já vinha indicando há meses durante a segunda parte da Eras Tour, já que essa mulher ama easter eggs.  A capa foi revelada no podcast New Heights, do Travis e do Jason Kelce, e faz referência tanto ao famoso quadro Ophelia, de John Everett Millais, quanto ao fim de uma noite de espetáculo de uma showgirl. Mais uma vez, o álbum veio acompanhado por um milhão de versões diferentes de capas e cada variante traz um nome e uma coisa diferente. A mulher gosta de ganhar dinheiro e eu não julgo. Porém, julgo sim o mau gosto na escolha da capa oficial, pois várias das outras opções são mais bonitas!

Particularmente, a minha favorita (a que escolhi para acompanhar o post) é a que se chama Life is a Song. Acho que é a que melhor capta a essência do álbum e do que a Taylor queria comunicar com ele.

track by track


🧡The Fate of Ophelia: não consigo pensar em uma forma melhor de abrir o álbum do que deixando claro que se não fosse o Travis, Taylor teria o mesmo destino da pobre Ofélia. Ela é dramática assim mesmo, rs. O refrão é chicletoso na medida certa. É aquele pop perfection que podemos esperar do Max Martin. Ah, e a versão acústica parece ter saído diretamente das terras de evermore; ela é a irmã mais nova de willow e eu amo isso!

🧡Elizabeth Taylor: minha primeira favorita do álbum e, provavelmente, a favorita até agora. Adoro como a Taylor dialoga com Liz Taylor na letra; os paralelos entre as vidas das duas garotas do espetáculo. E aqui, mais uma vez, Taylor mostra como fica desesperada só de pensar em perder a pessoa amada. Se algum dia Travis disser 'adeus', ela vai chorar até sus olhos azuis ficarem violeta como os de Elizabeth Taylor.

🧡Opalite: de acordo com a Taylor, essa é uma das favoritas do Travis. É uma música bonitinha e alegre sobre como ambos precisaram passar por umas experiências ruins até se encontrarem. Parece uma música de natal e existem rumores de que esse será o próximo single justamente por isso. Sinceramente, não acharia ruim.

(Pausa para lembrar que a loirinha já tem sua música natalina: Christmas Tree Farm, lançada na era Lover. Olha aí mais um paralelo entre as eras. Acho que Taylor apaixonada fica mais festiva e natalina)

🧡Father Figure: neste ponto, o álbum muda um pouco de tom. Taylor jamais perderia a oportunidade de falar sobre o lado mais sombrio do showbusiness e aqui ela o faz abordando a relação entre mentor e pupilo, sonhos e promessas de fortuna e fama. É obviamente sobre Scott Borchetta. Sobre como Taylor era apenas um bom produto e um bom negócio para ele. E sobre como ela sempre foi a verdadeira joia da Big Machine Records. Adoro a atmosfera de máfia e a mudança de perspectiva na letra. A música faz referência à música de mesmo título de George Michael, que é creditado como compositor também.

🧡Eldest Daughter: por ser uma track 5, estava curiosa, mas esse título só me deixou com mais expectativas. Acho que não entendi direito sobre o que exatamente ela está cantando, mas imagino que seja sobre os diversos papeis de "filha mais velha" que ela ocupa. Em especial, chama atenção o fato de ela ser a primeira em uma geração específica de artistas femininas e como é difícil seguir sem um modelo e, ao mesmo tempo, ser um exemplo. Ah, sim, e aqui ela nos presenteia com mais uma bela bridge para o seu repertório.

🧡Ruin The Friendship: quando a tracklist foi divulgada, houve muita especulação sobre quem seria o tema dessa música. Os principais palpites eram Matty Healy e Blake Lively. Para a minha felicidade, não era nada disso, mas sim a música mais Taylor Swift de todo o álbum! Esta é a masterpiece de TLOAS, a faixa que já virou a favorita do fandom. Não vou falar muito porque ela traz uma letra de narrativa e tem plot twist! Mas eu adorei a mensagem de se arriscar para evitar se arrepender pelo resto da vida.

🧡Actually Romantic: apesar do título, esta faixa não tem nada a ver com o Travis. É uma faixa clássica, de indireta, bem no estilo da Taylor. Rumores dizem que é para a Charlie XCX. Eu nem sabia que essa treta de um lado só tinha continuado... Olha, se depois de tantos anos calada a Taylor resolveu falar alguma coisa, é poque ela deve ter se irritado mesmo. Acho válido. No mais, adorei a sonoridade dos anos 90 e o sample (?) de Beverly Hills, do Weezer.

🧡Wi$h Li$t: não tenho a menor ideia do porquê escrever o título desse jeito, mas ok. Aqui o álbum retoma o tema do romance e a música é sobre como todo mundo deseja várias coisas (dinheiro, viagens, empregos dos sonhos, etc.) e como a Taylor só quer uma vida normal com o Travis e a família que ela quer construir com ele. É bonitinha, mas não é a minha favorita.

🧡Wood: desde a divulgação da tracklist essa faixa despertou a curiosidade dos fãs. Muito se especulou e...acho que foi possível adivinhar sobre o que seria. No começo, é sobre como a sorte da Taylor mudou (ela pediu isso em The Prophecy, do álbum anterior) e como ela agora não precisa mais ser supersticiosa e bater na madeira para afastar o azar, etc. De repente, as coisas mudam e a música passa a ser sobre a ~varinha mágica~ do Travis. Adorei a influência do som da Motown e a clara referência ao Jackson 5.

🧡CANCELLED!: acho que essa aqui ela fez para os fãs do reputation, já que parece ter saído diretamente daquela era. Basicamente, ela está dizendo que gosta de ter amizade com gente que foi cancelada porque ela sabe que pode confiar nessas pessoas. Tem quem ache que essa faixa tem relação com o cancelamento da Blake Lively. Eu não tenho opinião à respeito.

🧡Honey: mais uma faixa fofinha sobre como o Travis transformou a vida dela. Aqui a Taylor fala sobre como a palavra 'honey' soava negativa para ela porque sempre a usavam para lhe fazer críticas no modo passivo - agressivo. Mas como o Travis chama ela assim, a palavra foi ressignificada e ela agora gosta de ser chamada de 'honey. A música tem uma vibe bem gostosinha dos anos 90 também.

🧡The Life of a Showgirl (feat. Sabrina Carpenter): Taylor encerra o álbum falando sobre os obstáculos e sacrifícios da vida de uma garota do espetáculo. O tema não é novidade no repertório dela, mas diferente de outras músicas que focam no aspecto negativo, aqui ela admite que não queria outra vida. Tudo o que ela passou e ainda passa fazem valer a pena. E não tinha ninguém melhor do que a Sabrina Carpenter para fazer um dueto nessa música. As vozes das duas showgirls combinaram demais.

✨Faixas favoritas:

TOP 3: acredito que pelo menos essas três merecem atenção
  • Elizabeth Taylor
  • Ruin The Friendship
  • CANCELLED!

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