4 de janeiro de 2017

As Leituras de 2016 | RETROSPECTIVA 2016 (parte 2)


Senhoras e senhores, é com muito orgulho que lhes apresento a primeira edição das premiações e retrospectivas do blog! Por aqui, a award season será dividida em etapas e hoje falarei sobre os livros que marcaram o ano de 2016. Devo ter comentado por algum lugar da internet que 2016 foi um ano meio sem graça para as mim no departamento das leituras. E foi mesmo. Foram poucas as leituras que detestei, mas também não foram muitas as que amei de verdade. De modo geral, o que predominou foi aquela coisa morna e mediana; nada empolgante o suficiente para sair berrando pelos quatro cantos do mundo na tentativa de convencer toda a humanidade a ler os livros. Foi um ano desnutrido e pensei que fosse definhar em meio a tanto marasmo. 

Hiperbolismos à parte, tentei, na medida do possível, respeitar meu momento e só li quando estava genuinamente interessada na atividade. Contudo, foi difícil me manter esperançosa depois de tanto livro mais ou menos. Ainda assim, depois de tanto 7x1, 2016 resolveu ser um pouco gentil e começou a me agraciar com algumas leituras bem divertidas, de modo que cheguei ao fim do ano concluindo uma das minhas leituras favoritas! 

Lidos em 2016

O maior livro 
Os bons segredos, com 408 páginas

O menor livro 
Distância de resgate, com 144 páginas

Aquele que não rolou:
Inferno (Dan Brown), que também não rolou em 2015. Resolvi dar uma segunda chance, mas desisti pouco antes da metade pois 1) não comprei a ~causa~, 2) estava achando muito enfadonho, 3) a escrita não estava me agradando e 4) tudo me pareceu absurdo demais - até para os padrões do Robert Langdon. Acho que não sou mais o público dos livros do autor e tá tudo bem, foi bom enquanto durou, vida que segue, tem outros livros

Não sei direito o que achei:
O fim da eternidade (Isaac Asimov). Foi o meu primeiro contato com Isaac Asimov e me arrependo um pouco da escolha. O livro, ambientado no futuro, tem uma atmosfera de mistério e vai tratar de viagem no tempo e também de realidades alternativas, de um jeito que me lembrou muito Fringe. A premissa e os conceitos são realmente muito bons, mas me incomodei com a escrita seca e desprovida de emoção do Asimov. Os personagens são muito superficiais e, realmente, prefiro nem comentar sobre a personagem feminina, já que relevei este aspecto por levar em consideração o contexto em que o livro foi publicado. Enfim, senti dificuldade para imergir na história e, por isso, rolou um estranhamento.

Agnes Grey (Anne Brontë). Talvez o momento tenha sido ruim, talvez o livro não seja tão bom ou talvez eu tenha criado expectativas. São questões. O fato é que eu tinha muita curiosidade em conhecer o trabalho de Anne Brontë e me incomodei muitíssimo com a postura hipócrita e pedante da protagonista, que é tida como o exemplo da perfeição, mas que só faz criticar tudo e a todos ao seu redor, julgando-se superior. Não seria um problema se parecesse que autora estava fazendo uma crítica, mas não acho que seja o caso.

Esperava mais:
Miniaturista. Confesso que durante toda a leitura o que mais senti foi high hopes, porque achei que iria gostar. Comecei a ler muito intrigada e interessada pelo desenrolar dos fatos, mas lá pela metade - talvez antes -, comecei a sentir que o livro seguiria por um rumo bem diferente do que eu havia imaginado no início. Basicamente, achei que seria um livro de fantasia e o que encontrei foi um dramalhão histórico com elementos de fantasia no qual nenhum dos aspectos introduzidos é bem desenvolvido, de forma que cheguei ao final da leitura sem saber o que pensar. E, nesse caso, não é um elogio. O livro até traz algumas questões interessantes e que dialogam com a sociedade atual, mas não é o suficiente para livrá-lo da minha frustração.

Senhor das moscas. Vejam bem, eu gostei muito de ter lido Senhor das moscas. É um livro riquíssimo e que me fez pensar em muitas, mas muitas coisas mesmo, sobre o ser humano, sobre o papel que a sociedade desempenha no ~controle~ de nossos instintos e sobre a natureza humana. Contudo, é um livro que eu gostei de analisar e não necessariamente de ler. Não achei a narrativa do William Golding particularmente envolvente; ela não me chamava e eu poderia ficar dias sem pegar no livro e não sentiria falta. Também não estabeleci nenhum vínculo com os personagens (ok, talvez o Simon seja a exceção, pois gostei dele). Sei lá, foi um livro que gostei, mas esperava mais. Contudo, recomendo que leiam sim, por favor.

A ilha das sete luas. Aqui temos um caso em que a encomenda saiu melhor, pois que livro péssimo, meus caros. O livro começa bem intrigante, com uma estrutura que reúne contos que ocorrem em diferentes épocas, porém  no mesmo lugar, e que parecem estar ligados, além de trazer uns elementos de fantasia e sobrenatural. Lembro de ter ficado uns dois dias bem obcecada pela leitura, porque como é que uma premissa tão ótima poderia dar errado? Pois é, deu muito errado. 

A guerra dos mundos. Em defesa do livro, digo que com certeza teria gostado se tivesse lido no século XIX, quando foi pulicado. A história de H.G. Wells é, provavelmente, a primeira sobre a invasão do nosso planeta por alienígenas. A leitura levantou algumas reflexões interessantes, porém nada inéditas para mim. Não gostei da narrativa extremamente descritiva e do ritmo absurdamente lento para uma história cheia de ação e correria. Vejam bem, faz todo o sentido que o livro seja estruturado da forma como foi para o leitor de 1898. Contudo, aos olhos atuais, achei bem enfadonho. Mas, sei lá, acho que é interessante para quem gosta de ler clássicos/clássicos da ficção científica.


Os piores do ano:

A Sereia (Kiera Cass), pois é simplesmente horrível. 

Os bons segredos (Sarah Dessen). Não vou me alongar, apenas direi que esperei ansiosamente por alguma reviravolta que justificasse o número exorbitante de páginas, mas isso nunca aconteceu, de forma que até agora não compreendi o porquê de Sarah Dessen ser considerada rainha do YA contemporâneo.  Dez meses depois, não lembro nem sobre o que é a história.

Um passado sombrio (Peter Straub).Tão ruim que não me lembro mais! Não costumo ler livros de terror porque, sinceramente, nunca tive o interesse em ler histórias do gênero. Mas em 2016 resolvi arriscar e confiar em uma recomendação do Stephen King. O livro tem uma estrutura não linear que funciona para criar suspense, que é um elemento importante para a história. Só que o autor enrola tanto para chegar a algum lugar, que a narrativa fica chata e prolixa e, sinceramente, me fez perder o interesse. O final foi péssimo, não valeu a pena o esforço e gostaria de ter abandonado. Não recomendo.

***

Bate-bola de personagens

Personagem masculino mais apaixonante: Luke Skywalker, de Star Wars - Herdeiro do Jedi (Kevin Hearne)

Personagem feminina que queria ser: Amani Al'Hiza, de A rebelde do deserto (Alwyn Hamilton), porque a achei interessante, meio ~mística~, forte e, de forma geral, badass. Também não me importaria de ser a Nakari Kelen, de Star Wars: Herdeiro do Jedi, pois adoraria muitíssimo viver altas aventuras no espaço e combater o Império ao lado do Luke.

Personagem mais chato: são tantos, mas irei me ater ao ~guru espiritual~ de Um passado sombrio, cujo nome já não me recordo. Odiei o livro.

Personagem mais identificável: Cath, de Fangirl (Rainbow Rowell)

Achei que ia detestar, mas adorei:
A rebelde do deserto (Alwin Hamilton). Não costumo gostar de séries YA de fantasia, porém como lidava com a ressaca, me dispus a encarar qualquer coisa que me interessasse e me mantivesse presa às páginas. Por ser apenas a introdução de uma história, alguns elementos não são muito explorados. Ainda assim, gostei bastante dos personagens e do universo que a autora criou. A sequência, que será publicada no primeiro semestre deste ano, é muitíssimo aguardada por mim.

As crônicas de amor e ódio (Mary E. Pearson). Apesar do título tosco em português, gostei muito dos dois volumes da trilogia. O universo criado pela autora é bem construído, os personagens principais são bem desenvolvidos e a forma como a história é conduzida é bem envolvente. Gostei mais do primeiro do que do segundo, que achei meio lento no início, mas a história como um todo foi uma das melhores que li em 2016 e já quero o último livro. Acho interessante mencionar que os dois livros têm mais ou menos 400 páginas cada um e o fato de ter conseguido lê-los de forma contínua por dias foi bem louvável.

O mais diferente:
Distância de resgate, pois estou até agora sem saber muito bem como assimilar a história. O livro relaciona agrotóxicos com drama familiar (eu juro que faz sentido) de um jeito emocionante e que, ao mesmo tempo, dá medo. Tão assustador e envolvente, que virei a noite lendo porque não conseguia largar. A forma como tudo é contado é tão intrigante que logo na primeira página já me senti fisgada.



Os melhores do ano:


Fangirl (Rainbow Rowell). Falei tudo o que pensei e senti sobre o livro neste post, mas resumindo: me senti abraçada e compreendida e meu coração se aqueceu. Os sentimentos, meus caros, são os únicos fatos.

Norwegian Wood (Haruki Murakami)Uma mistura de coming of age e soco no estômago escrita de forma muito bonita e que me fez desejar ler tudo o que o Murakami já escreveu. É uma leitura melancólica e angustiante, total ~bad vibes~. Ainda que tenha me incomodado um pouco com a quantidade de ~sexo aleatório e sem propósito algum~ e com a forma como o autor construiu e apresentou as personagens femininas, gostei da história e das reflexões que fiz enquanto lia.

Em algum lugar nas estrelas (Clare Vanderpool). O livro mistura aqueles que, provavelmente, são os elementos que mais gosto em histórias: amizade, aventura e uma ~missão~. Se tiver cara de filme da Sessão da Tarde e crianças como protagonistas, melhor ainda. Tudo, absolutamente tudo, nessa leitura me fascinou. Gostei da narrativa, das metáforas, das histórias paralelas, dos plot twists, dos elementos de fantasia (?), do desenvolvimento dos personagens, das referências culturais, tudo. Livro amorzinho e que aquece o coração. ❤

Confissões do crematório (Caitlin Doughty). Também conhecido como um dos livros que mais me incomodou e me fascinou no ano de 2016. E possivelmente em toda a minha vida. Acompanhar as aventuras e desventuras de Caitlin Doughty quando trabalhava em uma agência funerária foi um prazer, mas também foi um tormento. É um livro interessante e que parte da premissa de que nossa sociedade vive em negação da morte e, por isso, a esconde. Contudo, a morte é a única certeza que temos na vida desde o instante em que nascemos e, por isso, deveria ser mais abordada. Assim, o que a autora tenta fazer é desmistificar o assunto e, para isso, relata suas experiências como operadora dos fornos de um crematório. Ela também fala sobre como a morte é/era encarada por diferentes culturas ao longo dos séculos e abriu os meus olhos para a chamada indústria da morte. Achei algumas descrições, como o que acontece com os corpos quando estão dentro dos fornos ou o processo de embalsamamento, um tanto gráficas e, por isso, senti desconforto. Mas acho que essa era justamente a intenção da autora. Leiam, por favor.

Star Wars: Herdeiro do Jedi (Kevin Hearne). Terminar o ano com essa leitura foi tudo o que eu precisava para me despedir de 2016 com uma nova esperança (ba-dum-dum-tss). Quer dizer, jovem Luke Skywalker em uma missão para a Aliança Rebelde, lutando contra o Império, sem saber muito bem o que será de sua vida, tentando compreender a Força e flertando de forma assustadoramente ruim. COMO NÃO AMAR? Eu nasci para ler esse livro e é pra esse tipo de coisa que eu vivo. Adorei muitíssimo a forma como Kevin Hearne deu voz ao Luke, que é o narrador, sem descaracterizar o personagem já conhecido por todos nós. Por mais que eu ame o Luke-Jedi, não consegui não sorrir ao me lembrar do Luke moleque deslumbrado que só quer ser piloto da Aliança Rebelde e entender como seu pai ~morreu~. Ele é adorável. ❤ 

Além disso, a história é realmente boa. É uma aventura, cheia de ~cenas de ação~ no espaço, com armas de laser, naves espaciais, ameaças imperiais, aquela sensação de não saber em quem confiar porque tá rolando uma guerra, luas exóticas habitadas por seres perigosos, planetas e espécies diferentes, uma coadjuvante incrivelmente badass, R2-D2, sabre de luz, a Força...sério, esse livro! No momento, só torço para que Kevin Hearne continue escrevendo mais histórias com o Luke. E, claro, fiquei curiosa para ler outros livros do universo de Star Wars.

13 de dezembro de 2016

Minhas 13 músicasfavoritas da Taylor Swift em 2016 | TayloRanking #01

Imagem criada com deepai.org e ChatGPT.

Em 2016 eu virei fã de Taylor Swift e, como hoje ela está celebrando o início da 27ª temporada de sua vida, não poderia deixar a data passar em branco por aqui, de forma que me lancei no impossível desafio de listar as minhas músicas preferidas de seu incrível repertório. Não há preferência, amo todas da mesma forma e irei organizar a lista cronologicamente. 

Taylor Swift escrevendo sobre a minha vida muito antes que eu pudesse ter alguma noção de quem Taylor Swift era. Aqui, no auge da sabedoria de seus dezesseis anos, Taylor demonstra toda a vulnerabilidade e inadequação que todas nós, creio eu, já sentimos nessa fase da vida, quando começamos a tentar nos encontrar. Gosto do tom de otimismo de quem anseia pelo futuro, pois sabe que ele guarda grandes planos. E que planos, não? Fico imaginando o que a Taylor Princesinha Country diria se pudesse ver a Taylor 1989.
📍Trecho digno de nota: Got the radio on, my old blue jeans / and I'm wearing my heart on my sleeve / feeling lucky today, got the sunshine / could you tell me what more do I need / and tomorrow's just a mistery, oh yeah / but that's ok 

O banjo no começo, a guitarra, o violino! Essa música ganhou meu coração pela melodia e pelos arranjos e quando eu prestei atenção na letra, o estrago já estava feito. Não que a letra não seja boa, mas é aquela coisa, né, oh-você-deveria-ter-dito-não-e-talvez-ainda-me-teria yada yada yada direcionada ao garoto que a traiu. Respeito muito a importância de colocar toda a revolta e o sentimento para fora, mas a letra, realmente, tem um total de zero impacto para mim. Mas, valorizemos as emoções de Taylor Swift adolescente.
📍Trecho digno de nota: olha, é como eu disse, acho a letra tão normal que não tenho nada a acrescentar.

Tay-Tay, muito romântica, decidiu que gostaria de dar um final feliz para Romeu e Julieta. E a letra é justamente a narrativa de uma história de amor. Esta foi a primeiríssima música da Taylor que escutei e, no auge da minha rebeldia infundada aos 18 anos, fazia questão de dizer que achava tudo muito ridículo - porém, por dentro, achava tudo muito lindo pois adoro coisas com vibe de contos de fadas. 
📍Trecho digno de nota: This love is difficult, but it's real

Confesso que até o presente momento, a era Fearless ainda não aconteceu por aqui, de forma que Love Story será sua única representante nesta prestigiosa lista.

Sabe aquela pessoa que você sabe que é uma cilada, mas que, ao sorrir, te faz ver faíscas e sentir vontade de largar tudo para dar uns beijos debaixo da chuva? A vida tem dessas e Taylor Swift fez questão de registrar em uma música que é uma delicinha de escutar. Esta foi a primeira música que gostei fora da era 1989 e foi por causa dela que decidi me jogar na discografia completa da Tay-Tay.
📍Trecho digno de nota: My mind forgets to remind me you're a bad idea 

Aqui Taylor descreve aquela situação quando estamos em um lugar em que não queríamos e, de forma inusitada, após uns flertes, acabamos por conhecer alguém encantador. Depois de uma conversa, troca de sorrisos e mais encantamento, voltamos para casa querendo muito conhecer melhor essa pessoa e torcendo para que ela não esteja apaixonada por outro alguém. Não sei se fiz justiça à música, mas ela tem umas vibes muito de contos de fadas e é por isso que gosto dela. É romântica e bonitinha. Encantadora mesmo.
📍Trecho digno de nota: I'll spend forever wondering if you knew I was enchanted to meet you

🩵Haunted
Há algo de épico nessa música e eu não tô falando somente da ~atmosfera~ dramática proporcionada pelos violinos ou pela performance da Taylor nos shows da Speak Now World Tour. Aqui, Taylor fala sobre como está assombrada com o fim de um relacionamento que sempre pareceu fadado ao fracasso. Ela nunca imaginou que o fim chegaria e sabe que jamais irá superar o amor perdido, mesmo que já esteja em outra.
📍Trecho digno de nota: Something keeps me holding on to nothing

Essa é, disparado, uma das melhores músicas que já escutei em toda a minha vida. Estamos falando de uma belíssima reflexão sobre bons momentos que são compartilhados com pessoas queridas, momentos que ficarão em nossas memórias para sempre. Se não me engano, Taylor fez a música para sua banda e seus fãs após o sucesso do Fearless, como uma forma de celebrar todas as coisas boas que vieram a partir disso e também como um agradecimento. Particularmente, sempre que escuto essa música penso em formatura de colégio, quando todos estão super felizes pela conquista e, ao mesmo tempo, estão tristes pois uma fase da vida está chegando ao fim, mas há aquele otimismo esperançoso porque a vida tá só começando e muitas aventuras estão aguardando para serem vividas.
📍Trecho digno de nota: I had the time of my life fighting dragons with you

🩵Red
Acho que agora é o momento apropriado para dizer que eu sou completamente fascinada pela forma como a Taylor Swift consegue escrever sobre sentimentos e como ela usa metáforas incríveis para fazer isso. Aqui, o encanto fica por conta da relação que ela faz entre as emoções que marcam um relacionamento, desde o início até o fim, com cores. Mas não paramos por aqui, porque ela também vai relacionar situações de um relacionamento, do início ao fim, com outros tipos de situação, como resolver palavras-cruzadas e dirigir um Maserati por uma rua sem saída. Red, que música!
📍Trecho digno de nota: Losing him was blue, like I'd never known / Missing him was dark grey, all alone / Forgetting him was like to know somebody you never met / But loving him was red

Possivelmente, a música mais triste de todas as músicas que a Taylor Swift já fez. Triste daquele jeito que só um coração muito machucado pode se sentir. Acho que todo mundo, pelo menos uma vez na vida, passa por um relacionamento que é um divisor de águas; que te muda, que te faz ver as coisas de um jeito diferente e que, de certa forma, te deixa com marcas que serão carregadas para sempre. Tenho para mim que o relacionamento que Taylor descreve em All Too Well foi desse tipo. Do tipo que poderia ter sido uma obra-prima, mas a vida aconteceu e tudo foi destruído e agora só nos resta lembrar de tudo muito bem enquanto remendamos nossos corações partidos.
📍Trecho digno de nota e muitíssimo dolorido: You call me up again, just to break me like a promise / So casually cruel in the name of being honest / I'm a crumble up piece of paper lying here / 'Cause I remember it all all all too well

🩵22
No auge de seus 22 anos, Taylor celebrou a ocasião com esta música bastante identificável, que fala sobre como ter vinte e poucos anos é uma mistura de coisas e sensações boas, ruins e contraditórias. Ela fala sobre como essa fase da vida é confusa e solitária, mas também é muito libertadora e feliz. Mais um exemplo de como Taylor Swift estava escrevendo sobre a minha vida mesmo quando eu não dava a mínima atenção para quem Taylor Swift era, porque quando o Red foi lançando, eu tinha 22 anos e me sentia exatamente da forma descrita na música.
📍Trecho digno de nota: We're happy, free, confused, and lonely in the best way

🩵Style
Quando ainda vivia nas trevas e não praticava o swiftianismo, resolvi acompanhar o hype do lançamento do 1989 para ver qual era a da Taylor. Não vou mentir: na época, não gostei do álbum, mas adorei Style. Primeiro, porque não sei lidar com aquela batidinha deliciosa do início. Segundo, porque a letra é irresistível. Tay-Tay faz um paralelo entre estilos que nunca saem de moda e um relacionamento e/ou sentimentos. Além disso, tem todos aqueles elementos feitos para enlouquecer todos nós obcecados pela narrativa de vida da Taylor Swift. 
📍Trecho digno de nota:

That James Dean, daydream look in your eyes 
long hair slicked back
White T-shirt

Na mesma ocasião, ainda na minha vida a.T.S., escutei Out Of The Woods e achei uma das coisas mais insuportáveis que já ouvi. Contudo, a vida dá voltas e quando 1989 aconteceu por aqui, a música foi a segunda eleita favorita (porque Style ainda reinava suprema). Como sabemos (?), há uma vertente de pesquisadores acadêmicos do swiftianismo que defende a teoria de que praticamente todo o álbum foi inspirado no relacionamento que Taylor teve com um dos integrantes de uma famosa boyband britânica. São questões. Todavia, o que sabemos com certeza é que Taylor compôs a música tendo em mente um relacionamento também fadado ao fracasso, cujo sentimento predominante era a ansiedade. Acho fascinante que, não apenas a letra, mas também tudo na música transmita esse desespero. 
Trecho digno de nota: Are we out of the woods yet?

Por fim, a minha música favorita, que também é a faixa que encerra o álbum e a era mais recente da Taylor. New Romantics é a 22 do 1989, um verdadeiro hino millennial. Aqui, lamentamos o fato de que a vida é apenas uma sala de aula, que estamos entediados e cansados de tudo, que cada dia é uma batalha, que não aguentamos mais esperar e que poderíamos construir castelos com todas as pedras que são atiradas em nós. Porém, também celebramos o fato de que somos os novos românticos, que estamos ocupados demais dançando e que as melhores pessoas são aquelas que são livres - porque, afinal de contas, nós queremos mesmo é viver as nossas vidas confusas sem ter que dar satisfação à ninguém.
📍Trecho digno de nota: We play dumb, but we know exactly what we're doing 


📌Menção honrosa: Shake It Off 
Porque sim.
📍Trecho digno de nota: Can't stop, won't stop moving / It's like I got this music in my mind saying it's gonna be alright

10 de dezembro de 2016

As músicas que (talvez) mais ouvi em 2016 | RETROSPECTIVA 2016 (parte 1)


Já cheguei a comentar por aqui que gosto muito de escutar música e que levo isso muito a sério, né? Pois bem, ontem o Spotify lançou a playlist com as músicas que mais escutei em 2016 - ação que julgo equivocadíssima já que ainda é 10 de dezembro - e, obcecada por esse tipo de coisa que sou, obviamente, já tinha meus palpites e, por isso, não fiquei muito surpresa. Contudo, ao comparar a lista do Spotify com a do a Last.FM, fiquei confusa, porque os artistas são os mesmos, mas as músicas são outras. Sinceramente, acho que a lista do Spotify não tá na ordem e a do Last.FM é meio questionável, porque o scrobble tá sempre bugado.

Assim, resolvi improvisar uma lista com dez das músicas que mais escutei em 2016 até o momento. Não tenho critérios muito exatos e só garanto que não vou repetir os artistas, assim posso ser justa com quase todos que fizeram a minha vida musical mais feliz este ano. Então, sem mais delongas, comecemos.

MINHA MÚSICA, MELHOR MÚSICA.

Amo essa música e as ~good vibes~ que ela transmite, então não vou me alongar.

MINHA MÚSICA, MELHOR MÚSICA [2].

Tom Petty faz parte de um grupo de cantores sobre os quais pouco sei, mas que sinto uma alegria genuína toda vez que ouço alguma música. Acho que Refugee foi sugestão das Descobertas da Semana; escutei, gostei e, claramente, ouvi muito.

Cortesia do revival de Supernatural em minha vida. A música, que é realmente muito boa, toca no episódio do Ceifador da primeira temporada, em uma das melhores sequências musicais da série.

MELHOR MÚSICA DOS ROLLING STONES. Talvez. São questões.

QUE MÚSICA. 

As ~vibes~, a letra. QUE LETRA.

Possivelmente, uma das músicas mais bonitas que eu já escutei. Tá sempre voltando para a trilha sonora da minha vida.

Porque sim. (risos).

Fleetwood Mac, que será uma das minhas bandas preferidas, aconteceu na minha vida em 2016 e foi tudo por culpa dessa música, que tocou em um loop por dias.

***
Menção honrosa: 
Apenas porque o Breathe In. Breathe Out. tocou muito por aqui no começo do ano e eu não poderia deixar de citar - apesar do clipe (?) muito ruim.

2016, claramente um ano rocambolesco.

★

14 de outubro de 2016

Aquele sobre o meu amicão


Hoje é aniversário do meu amicão. 14 anos de pura gostosura e prepotência caninas. Um campeão! E como não poderia ser diferente, vou registrar algumas mirabolâncias do meu cérebro a respeito deste serzinho tão maravilhoso.

Scooby, meu amicão (e também filho adotivo), nasceu em 14 de outubro de 2002 e veio morar em minha residência quando tinha apenas 45 dias. O ocorrido foi um grande marco na vida desta que vos escreve pois até então, eu vivia em estado de verdadeiro pavor de cães. Meus pais já me explicaram milhares de vezes o porquê deste meu medo, mas até hoje nunca entendi muito bem. Algo a ver com um pastor alemão que morava na casa do vizinho e que latia muito alto quando eu era um bebê e me assustava pra caramba. De qualquer forma, até os meus 12 anos eu era uma pessoa que mudava de calçada para não ter que cruzar o caminho de um cachorro.

Certo dia, em um almoço na casa de amigos da família, fomos informados de que a cachorrinha deles havia tido filhotes e, como todos sabiam da minha relação com cães, me perguntaram se eu não queria tentar segurar um dos filhotinhos, só pra ver se eu não me sentia mais confortável. Foi assim que, em poucos minutos, estava eu sentada em um sofá enquanto segurava uma coisinha preta, de olhos fechados e extremamente quentinha. Fiquei assim por horas, completamente incapacitada de abandonar aquela bolinha dorminhoca que, vez ou outra, colocava uma linguinha rosa para fora e emitia uns barulhinhos agudos. Era o meu amicão. 

Naquele mesmo dia ficou decidido que assim que o pequeno estivesse um pouquinho mais velho, viria morar com a gente. Em um mês, preparamos tudo para a sua chegada: cobertorezinhos com estampa de bichinho, uma casinha com telhado vermelho, uma coleira colorida, pratos também coloridos, etc. Ah, claro, e um nome. Gostaria de dizer que há uma história super original por trás da escolha do nome, mas acho que não há nada de original em um cão chamado Scooby. Obviamente, Michelle, aquela que ama histórias de detetive since ever, não poderia escolher outro nome para seu amicão.

A primeira noite foi a mas difícil de todas. Ele sentia falta da mãe biológica, não queria dormir na casinha, não queria ficar sozinho e, durante a maior parte do tempo, ficava encolhido e/ou chorando. Coloquei a caminha ao lado da minha cama, ele latiu. Coloquei ele deitado do meu lado no meu travesseiro, ele resmungou. Cantei para acalmar seus nervos, ele nem deu bola. Chorei porque ele não dormia, ele chorou também. Por fim, decidimos que ele teria que aprender do jeito mais difícil. Scooby foi para a casinha e eu lhe emprestei Alfredo, meu falecido ursinho de pelúcia. Se Alfredo foi capaz de acalmar Michelle bebê, será capaz de acalmar Scooby filhote, pensei. Estava enganada. A noite foi escura e cheia de terrores. A pequena bolinha preta já demonstrava sua personalidade forte.

***

Eventualmente, o problema da hora de dormir foi resolvido. E aí, novos problemas surgiram. Móveis tiveram seus "pés" mordidos e arranhados. Sapatos, almofadas e toalhas foram destruídos. Ursinhos de pelúcia foram assassinados. Pobre Alfredo! Meu amicão se revelou o cão. A definição da expressão "baixinho invocado". O pesadelo dos porteiros e entregadores. Nas ruas, um ser ameaçador e traiçoeiro. Dentro de casa, um pequeno príncipe mimado. Para mim, sempre um anjo. 

***

Teve aquela vez em que resolvemos levá-lo para conhecer o mar. A descida para o litoral não foi gentil com o pequeno Belzebu, que depois de correr pelo banco traseiro enquanto latia para os reles mortais que cruzavam o caminho de sua carruagem, precisou lidar com os efeitos de tamanha agitação dentro de um carro em movimento. Passou mal. Se enrolou no tapete. A viagem foi concluída em silêncio.

Eu esperava que seu encontro com o mar se revelasse uma experiência impressionante, mas ele encarou tudo com naturalidade. Começou a andar em direção às ondas e, logo que suas patas deixaram de alcançar o chão, passou a nadar. Assim, sem mistério, como se fosse a coisa mais normal do mundo. Já nasci sabendo nadar, plebeus, pensou ele, todo blasé. No mesmo dia, o anjo caído me arrastou junto com uma cadeira pelas areias da praia, enquanto agraciava todos ao redor com seu canto celestial. Decidimos não repetir a experiência. 

***

E foi desse jeito que vivemos por oito anos. Nós, fingindo que tínhamos alguma autoridade. Ele, um gênio indomável. O terror das visitas e da vizinhança. O cachorro mais bravo do condomínio, segundo alguns. Extremamente adorável quando pulava na minha cama para me acordar. Apenas para revelar toda a sua classe e elegância ao fazer xixi em mim. Esse é o meu amicão. Tão lindo, tão fofo, tão encantador.

***

Aí, veio a reforma e como meu bebê infernizava a vida dos vizinhos e dos pedreiros, precisou tirar férias na casa da minha avó, no interior. Durante meses, deixou de lado seu quintal apertado na cidade grande para ser rei de um gramado. Também se apegou bastante à vó, e ela se apegou à ele. Juntos, ele e o vô, saíam para passear e viviam aventuras. Foi então que precisamos tomar a difícil decisão. 

Eu amo meu amicão, sempre amei. Ele é um bichinho complicado, genioso, difícil de lidar. Mas amo cada traço de sua personalidade. Só de pensar nele, fico com um sorriso bobo na cara e sinto uma vontade imensa de libertar a minha Felícia interior. Quero apertar e abraçar e apertar e abraçar e esmagar. E brincar de jogar a bolinha. Fazer carinho naquela barriguinha. Morrer de amores pela manchinha branca que ele tem no peito, que parece uma gravatinha. EU AMO MUITO MEU AMICÃO. E foi por isso que, por mais difícil que tenha sido a decisão, precisei pensar no que era melhor para ele.

Eu estava no segundo ano da faculdade e só parava em casa à noite. Nos finais de semana, só estudava e fazia trabalhos. Minha irmã, prestes à encarar o vestibular, levava uma rotina semelhante e conciliava tudo com aulas de música. Meus pais trabalhavam fora o dia todo. Ainda que a casa não ficasse vazia o tempo inteiro, Scooby ficava solitário, confinado em um quintal. Ele não merecia isso.

Assim, meu filho adotivo de quatro patas saiu de casa. Como todas as despedidas (ainda que temporárias), esta foi bastante dolorosa. Mas toda vez que a dor e a saudade batem na porta, me lembro do bem que ele faz para a minha avó, de como meu avô brincava com ele e de como meu eterno bebê canino está feliz. A vida no campo lhe fez bem e hoje, Scooby é um cachorro bem mais calmo. Ainda que ele não abra mão de sua independência - acreditem, ele gosta de desaparecer por uns dias e mata todo mundo de desespero -, nunca perde a oportunidade de participar das reuniões familiares. Mesmo que para isso ele precise fazer um escândalo até que alguém o deixe entrar em casa. 

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Meu amicão está ficando velho. Seus pelos de cor marrom estão ficando brancos e seus olhinhos já não têm o mesmo brilho. Ele também não tem mais a mesma energia. Na última vez em que nos encontramos, pude sentir o seu dilema entre tirar uma soneca ou aproveitar a companhia de todos. Ele tentou fazer os dois. Não deu muito certo e acabou caindo no sono, exausto. Ele anda meio rabugento, sem muita paciência para os cachorros mais novos. Basta que um deles se aproxime para que ele liberte seu lado trevoso e parta logo para a ignorância. 

Ainda assim, nada mudou entre nós. À princípio, ele sempre se mostra agitado, sem paciência para carinhos e mimos, como se tivesse um milhão de coisas para fazer (é bem possível que tenha mesmo, já que é o rei de tudo); mas, depois de um tempo, se derrete, emite aqueles barulhinhos dengosos, balança o rabinho, deita no chão ou no meu colo e espera pelos abraços, pelas cócegas, pelos carinhos. E ele retribui do jeito afobado dele, pulando e lambendo e latindo. Tudo meio que ao mesmo tempo. Tão bonitinho, tão meigo, tão adorável.

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Nem consigo acreditar que já se passaram 14 anos desde que fui agraciada com a sua chegada em minha vida. No momento, só sei sentir um misto de amor e gratidão por esse pequeno ser e queria deixar isso registrado. 

Scooby, bebê, te amo imensamente. Feliz aniversário e muito obrigada por tudo. ❤

24 de agosto de 2016

Em 2016 virei directioner

(ou: Às vezes os sentimentos são os únicos fatos que importam)

Quem me conhece há algum tempo - seja na vida real ou nessa internet de ninguém - sabe que eu gosto muito de escutar música e que levo essa atividade muito a sério. De verdade, música é aquilo que chega mais perto de fazer por mim o que fé e religião fazem por muita gente. Então, sim, eu levo muito a sério o tipo de coisa que decido colocar na playlist da minha vida e, para isso, levo em consideração um critério bem razoável: a capacidade que uma música e/ou artista tem de me fazer sentir qualquer coisa. Pode ser tristeza, felicidade ou uma vontade incontrolável de balançar o esqueleto. Não interessa, o que importa é sentir. E 2016 tem sido muito feliz neste departamento, meus caros; e eu atribuo este fato a um acontecimento marcante que data do já longínquo dia 9 de fevereiro, quando eu resolvi apertar o play e me entregar de corpo-alma-e-coração à grande obra-prima musical contemporânea chamada Made In The A.M.

Senhoras e senhores, se preparem. Hoje eu vou falar sobre One Direction.

(ou melhor, vou tentar falar sobre One Direction)

Mas, calma, meu intuito neste post não é falar sobre a formação da banda e nem sobre quem é quem. Tenho certeza de que o Google pode fazer isso muito melhor do que eu. O que quero é divagar sobre os seis meses nos quais One Direction se fez uma presença obrigatória na trilha sonora da vigésima sexta temporada da minha vida e as consequências dessa ~revolução~. Porque sim, houve um impacto significativo por aqui.

Comecemos, obviamente, pelo início. Ou quase isso. Pois bem, quando One Direction se transformou em um fenômeno mundial durante a era paleozóica, também conhecida como o ano 2012, esta que vos escreve estava no último ano da faculdade de jornalismo e prestes a concluir um TCC. Como vocês devem imaginar, tinha muita coisa borbulhando no meu cérebro e, por isso, pouco me importei para o que raios poderia ser One Direction. E assim permaneci por mais alguns anos - menos a parte do TCC, claro. Vejam bem, não era preconceito, era indiferença. Até entendo que para algumas pessoas o conceito de boyband pode ser algo meio inadmissível, mas para esta ser humana que cresceu ao som de Hanson e Backstreet Boys, tudo é bem natural. No entanto, permaneci nas trevas por longos quatro anos.

Uma breve lista dos meus conhecimentos sobre 1D até fevereiro de 2016:
1 - A música do Nissim é, na verdade , What Makes You Beautiful;
2 - Um deles se chama Harry e ele tem um corte de cabelo ~estiloso~;
3 - Esse que se chama Harry é também um ex-lover da Taylor Swift;
4 - Um deles tem um filho;
5 - Um tal de Zayn já fez parte da banda, mas um dia se cansou e pediu para sair.

Porém, durante uma tarde do verão brasileiro, motivada pela curiosidade levantada por um review da Rolling Stone e do constante incentivo de Anna Vitória, resolvi dar uma chance para a banda e encontrei a luz. Meus caros, eu era muito triste e não sabia. E o One Direction foi o furacão que me tirou da vida em sépia para me jogar em Oz. Um admirável mundo novo se abriu para mim e todos os meus demônios foram exorcizados. Pode parecer exagero, mas juro juradinho que não é. Tenho certeza de que existem estudos que analisam os efeitos de One Direction em nosso organismo. Tem que existir. Basicamente, o que acontece é uma explosão de sentimentos positivos. Uma mistura muito louca de alegria alucinada e vontade de voar. É o tipo de coisa que você sente quando encontra o Peter Pan e ele te convida para ir para a Terra do Nunca com a ajuda de pó de pirlimpimpim. One Direction te faz acreditar em unicórnios.


De fevereiro pra cá, meu conhecimento sobre a banda aumentou consideravelmente e confesso que passei mais horas do que deveria assistindo entrevistas com os integrantes em programas de talk show (obviamente, os meus preferidos são os com James Corden). AND I REGRET NOTHING. E, melhor ainda, acredito que a principal característica da ~Revolução 1D~ foi abrir as portas para um mundo de possibilidades musicais. Porque desde então, já adicionei tanta coisa que jamais imaginei escutar ao meu ~repertório~ que em alguns momentos nem me reconheço. And I think that's beautiful.

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Pensei em fazer uma lista dos motivos que me fazem amar a banda, porém, como tenho certeza de que boa parte deles teria alguma relação com a aparência dos integrantes, o comportamento deles em entrevistas e os gloriosos e brilhosos cabelos do Harry irei me ater a apenas dois. O primeiro deles é a já citada sensação de euforia insana proporcionada pela experiência que é escutar One Direction; sensação essa que não só parece ser sentida por nós que escutamos, mas também por aqueles que cantam. Basta uma rápida pesquisa por apresentações ao vivo para ter certeza de que os integrantes do 1D de fato sentem muita felicidade quando estão no palco (com exceção do Zayn nessa apresentação aqui, que só evidencia o fato de que o melhor mesmo foi sair da banda). One Direction é melhor que drogas.


O segundo motivo tem mais a ver comigo do que com o 1D. Desde que me entendo por gente, guardo no coração aquilo que amo e que amo fangirlizar a respeito. No entanto, normalmente, adoto uma postura mais ~contida~ quando pratico a fangirlização e isso tem mais a ver com a minha natureza do que com qualquer tipo de crítica à quem ama intensamente e demonstra esse amor por meio de histeria. Aliás, acho lindo que as pessoas vivam suas vidas de fandom histericamente. A vida é curta demais para a gente não se permitir ser histérico com aquilo que amamos. Acontece que eu sou uma pessoa introspectiva e, normalmente, sinto intensa e histericamente na minha cabeça enquanto por fora sustento um carão de metida-descolada-demais-para-gritar-por-motivos-irracionais. Porém, depois de seis meses nessa vida directioner, percebi que é humanamente impossível amar One Direction sem perder a linha, sem sair berrando para os quatro cantos do mundo, sem ESCREVER EM CAPS LOCK QUE ONE DIRECTION É A MELHOR BANDA ABSUVJHBUUHBSYKGNIUBEUYFBF

I know, Harry. I have absolutely no control.

One Direction é tipo aquela xícara de café que você bebe e fica ligadona por horas. Só que sem a gastrite e um tipo diferente de dor que só pode ser sentida quando há amor demais envolvido. Acreditem, everything hurts. Mas é que nem a dor de academia que a gente passa a gostar quando percebe os resultados. E, meus caros, amar One Direction só tem se provado algo 100% saudável e positivo para mim.

Há algo de muito maravilhoso e louvável na arte de fangirlizar intensamente sobre aquilo que a gente ama. Principalmente quando isso deixa a gente meio besta. E eu adoro ser besta. Mesmo sendo criança dos anos 90 e tendo vivido durante a Era de Ouro das Boybands, nunca pude mergulhar de cabeça nesse tipo de fandom. Eu era muito nova, não assistia MTV e preferia gastar meu dinheiro do cofrinho com chiclete. Mas como eu era, basicamente, a sombra da minha prima mais velha - que até hoje é muito fã do Justin Timberlake - e queria ser como ela, acabei sendo influenciada e acho que é por isso que tenho um pouquinho da essência de fangirl de boyband no meu DNA. E, de verdade, eu acredito sim que todas nós precisamos ter uma boyband do coração, sabe? É tipo um rito de passagem e agora, com o One Direction, posso me entregar à essa vida de vez. Ou não, já que a banda entrou em ~hiato~. Eu sempre sou aquela que chega atrasada para a festa.

#feelingsaretheonlyfacts